Convivendo

Manicômio global

Jéssica Sojo
Escrito por Jéssica Sojo

Hoje de manhã, parada na estação de trem, presenciei uma coisa que me fez parar, pensar e perceber como o ser humano segue padrões – já percebeu? As pessoas têm tido preguiça de questionar. De ter opinião. De ter senso critico. De estar a par sobre o certo ou errado. Parece ser mais fácil seguir uma superstição (e ser infeliz a vida toda) – que à sociedade impõe, do que, verdadeiramente, ser o que se é.

É inteligível notar que o ser humano tem-se tornado cada vez mais vazio, buscando perdurar por algo a qual nem o mesmo sabe o que está procurando – e muitas das vezes, culpar ao outro o modo de vida em que leva. Hoje, o ser humano não passa de um produto de alienação, que é vendido nas mídias comunicativas.

Black and white image of a young woman crying and covering her f As pessoas não param pra se questionar sobre o modo como determinado padrão pode influenciar positivamente ou negativamente a vida que vivem. E digo por mim, eu também era uma dessas pessoas acostumadas a estacionar em uma trilha qualquer e acomodar-se, sem ao menos questionar o modo de vida que eu estava levando. Eu não parava pra me questionar sobre os padrões que eu seguia, e como isso interferia positivamente ou negativamente na minha vida, até finalmente compreender que a vida é o agora. E nada mais importa. Não existe o certo ou errado. Nada aqui é garantido, mas posso afirmar que a nossa mente tem um poder incrível e muito além do que podemos imaginar.

Então, não se preocupe sobre o que o outro pensa e vive. Desapegue desse manicômio global e viva a sua maneira. Não tenha medo em ser o que você é e pensar diferente de outra pessoa. Não importa quando, onde, o quê. Não queira seguir roteiros alheios. Crie o seu e vá, eu confio em você.

Sobre o autor

Jéssica Sojo

Jéssica Sojo

É custoso descrever quem sou eu – já que constantemente lapido, modifico e me transformo em um pouco de tudo e muito de cada pouco. Inicialmente posso compartilhar dizendo que sou extremamente curiosa, apaixonada pela comunidade surda, pela língua de sinais e por tudo que envolve a linguística.

Foi na faculdade de medicina e como acadêmica há alguns anos (com a esperança de trabalhar com o ser humano e suas limitações) que eu adentrei para um universo de que eu não fazia ideia que fosse possível existir e que pudesse trazer a bagagem que tenho hoje. Minha busca incessante pelo autoconhecimento e entendimento para muitos dos questionamentos que já tive (e continuo tendo) me fez despertar para o meu atual desígnio.

Minhas tantas outras peregrinações e experiências também contribuíram e muito com o meu desígnio – a começar pelo de compartilhar junto a vocês, leitores do EuSemFronteiras, sobre a primordialidade de enxergarmos para além do que nos visibiliza os olhos e lembrarmo-nos sempre de sermos semelhantes ao sol, mesmo em meio às sombras escarpadas montanhosas da vida.

Com todo o meu carinho e gratidão imensa,

Mãos em prece e um saudoso e caloroso abraço em cada um.

Contatos:

Email: [email protected]
Instagram: @rubiojer