Autoconhecimento

O cérebro emocional das pessoas com alta sensibilidade

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Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

A PhD em psicologia, Elaine N. Aron e seu marido, o psicólogo Arthur Aron começaram a estudar as pessoas altamente sensíveis (PAS) no início dos anos 90. Essa característica representa 20% da população mundial. Elas sentem o que os demais indivíduos não sentem, por isso, a intensidade dos seus sentimentos é gigantesca. A dupla de psicólogos constatou que as PAS são pensativas, empáticas e emocionalmente reativas. Quem é altamente sensível experimenta a solidão desde a infância e quando adultos, sentem o amor de maneira mais profunda e dolorosa.

Como funciona o cérebro PAS?

Uma pesquisa realizada em 2014 pela Universidade de Stony Brook (Nova York) publicada na revista ‘Brain and Behavior’ fez importantes descobertas sobre o cérebro das pessoas altamente sensíveis. Foi constatado que o cérebro delas é guiado rumo à empatia e a sociabilidade. As áreas ligadas às emoções e à interação são ativadas muito mais do que das outras pessoas. Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após exames de ressonância magnética e expondo os voluntários a estímulos para analisar a atividade bioquímica e as diferentes estruturas cerebrais. Os resultados foram os seguintes:

Neurônios espelho

Encontrados nos humanos e primatas, estão no córtex frontal inferior do cérebro. Os neurônios espelho são ligados à empatia e à habilidade de capturar, processar e interpretar as emoções alheias. Nas pessoas altamente sensíveis, o trabalho dos neurônios espelho é bem mais intenso durante toda a vida.

Lobo da ínsula

Pequena estrutura localizada no córtex insular. Esse córtex possui ligação com o sistema límbico, estrutura que nos faz perceber a realidade de forma subjetiva. A ínsula agrupa pensamentos, intuições, percepções e sentimentos. A atividade dessa estrutura é superior no cérebro altamente sensível.

A pesquisa revela também que as PAS são mais sensíveis a estímulos faciais e que dão poucas respostas a luzes brilhantes e sons altos, ainda que áreas cerebrais ligadas à dor sejam estimuladas.

Num primeiro momento, ser altamente sensível deve ser difícil nesse mundo onde a racionalidade é tão valorizada.

Mas, pensando bem, não é melhor viver intensamente os sentimentos do que ser uma máquina programada apenas para cumprir funções?


Texto escrito por Sumaia de Santana Salgado da Equipe Eu Sem Fronteiras

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