Espiritualidade

Como identificar os dons de pessoas altamente sensíveis

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Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Você já se deparou com alguma situação em que alguém se comporta de maneira a parecer ter algo de especial? Uma habilidade muito impressionante ou algum sentido muito aguçado? Se sim, é provável que você tenha estado próximo de uma pessoa dotada de algum dom.

Mas o que é o dom? Considerado desde milagre espiritual à predisposição genética, o “dom” é uma palavra designada à descrever uma habilidade especial que permita o dotado de realizar certa atividade com extrema facilidade e talento, independentemente das circunstâncias.

O dom pode estar associado à qualquer tipo de situação. Pode ser em algum esporte, alguma arte, ou até mesmo alguma sensibilidade específica.

Por toda a história da humanidade e no presente momento, diversos são os exemplos e figuras que marcaram presença devido aos seus dons especiais. Os exemplos variam desde Bethoven e a impressionante capacidade de tocar e compor melodias apesar de sua condição de surdez; Vang Gogh e o dom da pintura; Hitler e o dom da palavra, até o povo tibetano que desenvolve facilmente a habilidade de sobreviver em altitudes consideradas insuportáveis à espécie humana.

É dito que todos nós nascemos com um dom, um talento especial e que dependemos das circunstâncias da vida para descobri-lo ou aflorá-lo percebendo tal predisposição, facilidade e prazer em realizar certa atividade.

O dom da sensibilidade

Fala-se ainda em dons espirituais, dom da palavra, dom da cura e dom da sensibilidade.

O dom da sensibilidade é descrito como a capacidade de sentir mais facilmente e intensamente emoções comuns à todos. O comportamento de uma pessoa com dom da sensibilidade inclui enxergar as situações de forma diferente, perceber certos detalhes e componentes não percebidos pelos outros “comuns”. Isso as faz mais afetivas, mais preocupadas, alertas e ao mesmo tempo tímidas e mais solitárias por considerarem-se diferentes demais.

Como Identificar

A hipersensibilidade pode ser notificada por alguns comportamentos específicos, os quais normalmente se manifestam desde o período da infância.

A criança com alta sensibilidade costuma sentir-se confusa com os sintomas que expressa, sem entendê-los, muitas vezes se oprimi e interioriza suas dúvidas. É importante que os pais e familiares consigam identificar algum tipo de inquietação que possa estar relacionada a este dom.

A maior dificuldade consiste no fato de que esta criança vê, os adultos não veem.

As manifestações de hipersensibilidade começam com experiências como:
1. Conhecimento demasiado das emoções

Em cada situação do cotidiano, o dotado sente a presença de cada sentimento e emoção envolvidos. Num simples olhar reconhece a emoção expressa e tudo o que ela gera aos que são atingidos por ele.

Por exemplo, quando uma mãe olha para o filho com olhar de desconfiança, se esta criança tem o dom da sensibilidade, não receberá este olhar como qualquer outra, mas ele terá um efeito muito mais profundo em seu ser e ainda trará a reflexão e sensação que este olhar causa em todos os outros que cercam a situação, seja o pai que observa ou o colega que o acompanha.

Esta mistura de sensações e manifestações pode causar angústia e confusão mental, fazendo com que haja dificuldade de captar o que realmente sente por si dentro de tudo aquilo que percebe além.

2. Sentidos aguçados

A luz, o som, os cheiros e cores são mais intensos e percebidos. Os formatos tem outro significado e demonstram mais sentido do que para outras pessoas.

3. Capacidade de compreensão

Quase que como uma consequência da hipersensibilidade, o indivíduo desenvolve o dom de se entender mais, de aceitar sua condição especial e crescer com ela. No início pode ser difícil compreender o outro ritmo de vida das pessoas e aborrecer-se com seu próprio diferencial. Porém, ao longo do tempo, as características são vistas como benéficas e a compreensão sobre o mundo e sensações passa a ser um atalho para viver melhor e mais consciente.

4. Conforto na solidão

Estas pessoas encontram refúgio na solidão. Devido à inadequação aos padrões de sensibilidade comuns, muitas vezes sentem-se confortáveis nas circunstâncias em que estão sozinhas desfrutando de seu comportamento, seja por evitar estranhamento alheio ou por poder explorar mais suas habilidades sem medo de demonstrá-las.

A alta sensibilidade também permite que o contato com si mesmo seja mais intenso e fácil. Por conta disso, essas pessoas conseguem passar muito tempo sozinhas por estarem altamente conectadas aos seus próprios pensamentos compreendendo-os e explorando-os de forma intensa e constante, como que numa meditação facilitada.

5. Emoção à flor da pele

As emoções são intensas e suas manifestações também devem ser. Estas pessoas vivem com o coração, são extremamente carinhosas e preocupadas, vivem intensamente todos os sentimentos.

Esta entrega e envolvimento pode trazer muito sofrimento e decepção diante do comportamento normal do meio social. Cria-se muita expectativa e toma-se atitudes sem muita razão, com muita emoção.

6. Levando a vida

Muitos entre os altamente sensíveis teme esta condição, porém é importante enfrentá-la como uma qualidade, não um defeito.

É cabível e possível transformar a alta sensibilidade em atalho para as tarefas do dia a dia e principalmente relacionamentos. O uso do extremo conhecimento interior deve ser trabalhado em prol do controle das sensações aguçadas e assim o dom não será algo a temer mas sim algo a se orgulhar e usufruir.


  • Escrito por Julia Zayas da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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