Quando o golpe vem de quem amamos, a primeira reação é o isolamento. O instinto de sobrevivência grita para que você levante pontes levadiças, ignore chamadas e enterre o vínculo no silêncio.
É uma tática de defesa primitiva: se eu não vejo, não dói. Mas a verdade é que o silêncio punitivo não cura feridas; ele apenas as deixa apodrecer sob a superfície da indiferença fingida.
Relações medíocres sobrevivem apenas no sol. Relações inquebráveis, porém, são forjadas no fogo do conflito. Se você foge toda vez que a mágoa bate à porta, você não está se protegendo; está construindo um muro que, eventualmente, se tornará sua própria prisão.
O afastamento brusco é o refúgio dos covardes emocionais. A verdadeira maturidade exige o desconforto de encarar o outro e dizer: “Isso que você fez me feriu”.
Comunicar a dor não é sinal de fraqueza, é prova de soberania sobre os próprios sentimentos. Dizer “preciso de tempo para digerir isso” estabelece um limite, enquanto o sumiço estabelece um abismo.
É preciso coragem para separar o erro da intenção. Muitas vezes, a lâmina, manuseada, nos corta por alguém que sequer percebeu o fio. Sem o diálogo, você condena o outro sem direito à defesa e condena a si mesmo à amargura eterna.
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O segredo de uma vida afetiva profunda não é a ausência de cicatrizes, mas a capacidade de reparação. Ser humano é falhar. Se você rompe o que tem valor por causa de um tropeço, você nunca terá nada sólido.
Honre seus limites, mas não deixe que o orgulho dite suas regras. Aprenda a lidar com a dor sem destruir a ponte. A força não está em quem corta o laço, mas em quem tem o pulso firme para reatar o nó.
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