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O que impede muitas mulheres de prosperar nos negócios

Uma mulher de negócios está sentada na frente de seu notebook. Ela coloca as duas mãos no rosto, indicando estar cansada.
Filadendron / Getty Images Signature / Canva
Escrito por Giselli Duarte

Pensar positivo basta para um negócio prosperar? E quando a intenção não vira prática, o que trava no caminho? Entre propósito, dinheiro e estrutura, surgem desconfortos necessários. Quer entender onde tudo emperra e como destravar? Continue a leitura.

Falar em prosperidade virou algo comum, pensar positivo, confiar, visualizar crescimento, tudo isso aparece com facilidade no discurso, o problema começa quando a prática não acompanha, é aí que muitos negócios emperram, não por falta de desejo, mas por falta de estrutura.

Coerência é o ponto onde intenção e ação se encontram, sem isso o negócio fica frágil, pode até faturar em alguns momentos, mas não avança de forma consistente, crescimento pede base, base pede responsabilidade.

No empreendedorismo, especialmente entre terapeutas e profissionais do cuidado, existe um padrão recorrente: o trabalho é tratado como vocação, mas não como empresa. Há entrega, estudo e dedicação, mas falta organização, falta assumir o negócio como negócio.

Pensamento positivo não compensa informalidade, consciência não substitui gestão, energia não resolve desorganização.

Atuar sem CNPJ é um dos principais entraves, muitas empreendedoras vendem serviços, recebem valores, movimentam dinheiro, mas seguem sem formalização, não emitem nota, não separam pessoa física de pessoa jurídica, depois não entendem por que nada se firma.

Além disso, existe confusão em relação ao alvará. O alvará citado aqui não é o alvará do CNPJ. Trata-se do alvará da pessoa física profissional. Em muitas cidades, o profissional liberal precisa comparecer à prefeitura com seu certificado de formação para obter autorização de atuação. Isso vale para psicanalistas, consteladoras, terapeutas integrativas, entre outras profissões. Esse alvará autoriza o exercício da atividade como pessoa física e é independente do CNPJ.

Uma mulher jovem está sentada na frente de um notebook. Ela inclina a cabeça para baixo e coloca as duas mãos nela, indicando estar estressada.
Karola G / Pexels / Canva

Negócio informal comunica insegurança, mesmo quando o cliente não verbaliza, ele percebe, parcerias sérias evitam, empresas não contratam, projetos maiores não chegam, o crescimento trava antes de começar.

O CNPJ não é apenas obrigação legal, é posicionamento, é dizer de forma prática que esse trabalho existe, gera valor e assume responsabilidades, isso vale para todas as áreas, inclusive terapias e serviços de desenvolvimento humano, regularizar fortalece a base do negócio.

O mesmo vale para contratos e emissão de nota fiscal, esses elementos organizam a relação com clientes e parceiros e permitem crescer com previsibilidade e segurança.

Outro ponto crítico está na relação com dinheiro, muitas empreendedoras querem ser valorizadas, mas não valorizam quem presta serviço para elas, atrasam pagamentos, pagam sempre no limite, pedem desconto em tudo, questionam preço o tempo inteiro, isso cria um ciclo de desvalorização difícil de romper.

Se uma empreendedora não atrasa o pagamento da conta de energia ou sequer a negocia, por que fazer isso nas demais contas e obrigações?

Quem pede desconto o tempo todo ensina ao mercado como tratar o próprio trabalho, quem atrasa pagamento comunica desorganização, quem paga mal afasta bons fornecedores, depois sobra frustração.

Uma mulher jovem está sentada mexendo no seu celular. Ela está verificando as suas finanças e tem uma feição de estar confusa no rosto.
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Dinheiro responde a comportamento, não a discurso bonito.

Em algum momento, a pergunta precisa mudar, em vez de “por que não vai para frente?”, a pergunta passa a ser “o que ainda não está sendo feito?”.

E a resposta costuma estar no básico: abrir CNPJ, regularizar a atuação como pessoa física na prefeitura, emitir nota fiscal, separar contas pessoais das contas do negócio, registrar entradas e saídas, acompanhar números com clareza.

Organizar pagamentos, definir prazos, cumprir datas, tratar fornecedores como parceiros, pagar em dia, negociar com respeito.

Definir preços com critério, manter o valor cobrado, parar de pedir desconto em tudo, escolher onde investir, entender que crescimento exige custo.

Criar contratos simples, estabelecer regras claras, definir escopo, proteger o próprio trabalho, evitar acordos vagos, clareza reduz conflitos.

Assumir postura profissional, mesmo em áreas terapêuticas. Estrutura não elimina cuidado, organização não apaga propósito.

Prosperar não é só estado mental e emocional, é construção prática, começa no modo como o negócio é tratado no dia a dia, no respeito aos acordos, no compromisso com regras, na disposição de sair do improviso.

Coerência aparece nas escolhas pequenas…

Quando isso acontece, o negócio ganha forma, o mercado responde, as oportunidades surgem, não por promessa, mas por consequência.

Prosperar exige maturidade, e maturidade começa quando a prática acompanha o discurso.

Sobre o autor

Giselli Duarte

Sempre fui movida pela curiosidade e pela busca constante por aprendizado. Minha trajetória percorreu diferentes áreas, da carreira corporativa a experiências menos convencionais, como um curso de DJ. Esse caminho diverso ampliou meu repertório e me trouxe a compreensão de que cada fase contribui de forma concreta para o trabalho que realizo hoje.

Com espírito empreendedor desde cedo, iniciei minha vida profissional aos 14 anos como jovem aprendiz e, aos 21, legalizei meu primeiro negócio. Desde então, criei, conduzi e participei de projetos diversos, sempre unindo visão estratégica, organização e consistência na execução.

Atuo na interseção entre marketing, negócios e comportamento humano, apoiando profissionais e empresas na construção de estratégias claras, posicionamento consistente e processos de crescimento bem estruturados. Ao longo da minha trajetória, trabalhei como profissional PJ em projetos para empresas de diferentes segmentos, como engenharia, startups, agências de comunicação e administração de condomínios. Essa vivência trouxe uma visão prática sobre modelos de negócio, tomada de decisão, estrutura e posicionamento em contextos variados.

Sou formada em Marketing, com MBA em Gestão Estratégica de Negócios, pós-graduação em Design Gráfico e Inteligência Artificial aplicada a Growth Marketing. Em paralelo, aprofundei meus estudos em comportamento humano, autoconhecimento e processos de autorregulação, com formações e pós-graduações em Psicanálise Clínica, Constelação Familiar Sistêmica e Inteligência Emocional.

A experiência com o burnout foi um ponto de inflexão na forma como conduzo minha vida e minha atuação profissional. A partir desse momento, o Yoga e a Meditação passaram a fazer parte do meu caminho, levando à formação em Hatha Yoga, à Especialização em Atenção Plena e Educação Emocional, à Formação de Instrutores de Yoga para Crianças, Jovens e Yoga na Educação e Terapias Integrativas. Esse percurso ampliou minha compreensão sobre saúde emocional, atenção e desenvolvimento humano em diferentes fases da vida.

Compartilho esse conhecimento como colunista aqui no Eu Sem Fronteiras. Também atuo como instrutora de meditação nas plataformas Insight Timer e Aura Health, onde desenvolvo práticas e conteúdos em áudio e formato de podcast, voltados ao cultivo de presença, clareza e equilíbrio.

Como autora, publiquei os livros No Caminho do Autoconhecimento, Lado B e Histórias de Jardim e Café, reunindo reflexões e vivências ligadas ao comportamento humano e à forma como nos relacionamos com a vida e o trabalho.

Atualmente, estou à frente da Terapeutas Digitais, uma agência de marketing especializada em profissionais da área terapêutica. Desenvolvo planejamento de marketing, mentoria, estratégia digital, gestão de redes sociais premium e estruturação de posicionamento, comunicação e processos que conectam marca, público e objetivos de negócio.

Minha atuação como mentora de negócios integra marketing, estratégia e autoconhecimento. Parto do princípio de que empreender exige clareza interna, postura e decisões conscientes, e que, muitas vezes, os desafios do negócio estão diretamente ligados à forma como a profissional se posiciona, escolhe e se relaciona com o próprio trabalho.

Também realizo trabalho voluntário como mentora na RME, Rede Mulher Empreendedora, idealizada por Ana Fontes, participando de mentorias pontuais voltadas ao apoio estratégico de mulheres empreendedoras.

Acredito que negócios alinhados com quem somos ganham mais sentido, direção e impacto. É assim que escolho atuar e é esse caminho que sigo construindo.

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Meditação para quem não sabe meditar

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