Autoconhecimento

O que a gente resiste, persiste

Mulher branca de costas com os braços levantados.
Garon Piceli / Pexels
Escrito por Andrea Pavlo

O título dessa frase não é meu, é do Jung. Eu roubei porque, enfim, não consegui achar nada que se descreva melhor o que está acontecendo na minha cabeça no dia de hoje. Eu estava resistindo e, agora, percebo o quanto isso estava errado.

Estava eu desesperada pela manhã, porque uma decisão que tomei no trabalho se mostrou pouco eficiente. Há dias, vinha quebrando a cabeça para saber como consertar as coisas, meses talvez. Pensei, claro, nas decisões mais óbvias, mas nenhuma delas dava certo.

Quando eu pensava que tinha achado a solução, logo eu via que não. Uma boa conversa? Tentei. Mudança de atitude? Tentei radicalizar, mas nada, nada funcionava. Até que tudo caiu por terra, e me vi sozinha e sem saída. A casa caiu.

E, quando a casa caiu, eu parei no meio dos escombros e pensei: “Caramba!”. Depois de duas barras de chocolate e três episódios da minha série favorita… “E se eu tentasse aquilo que me falavam meses atrás”? Tentei. Funcionou. E bem mais fácil.

A questão era a resistência. “Não podemos mexer em time que está ganhando” é um ditado popular que já derrubou muita gente. Mexer no time é, justamente, o que fará o time continuar. Não é porque uma coisa funcionou – mesmo que muito bem – durante um tempo, que aquilo não possa ser feito de uma maneira ainda melhor. O bom é mesmo inimigo do ótimo.

Mulher branca de olhos fechados na chuva.
Anastasiya Lobanovskaya / Pexels

Muitas empresas quebram por causa disso. As coisas crescem, mas elas não estão prontas ou têm medo de dar passos maiores ou mesmo de mudar e tentar o novo. Com o tempo, a falta de iniciativa faz com que a empresa não consiga mais seguir por si mesma. A única constante, mesmo quando algo realmente funciona, é a mudança.

Com isso, depois de mexer um pouco os pauzinhos, consegui colocar a cabeça e questão no lugar. O melhor, resolver um problema me ajudou a resolver outro, que vinha se arrastando há anos. Uma coisa está atrelada a outra, e isso me deixou mais segura e confortável.

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Claro, nem tudo são flores, e os próximos meses podem me mostrar, talvez, as falhas do novo sistema. Mas aí é só pensar mais um pouco e confiar que algo em mim tem todas as respostas. E não ter medo de cair e levantar, se for preciso. Caia sete vezes, levante-se oito. Bom, talvez seja melhor eu mudar o nome desse artigo para “Usando todos os ditados populares de uma vez”, né?

Sobre o autor

Andrea Pavlo

Psicoterapeuta holística, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e outros assuntos de várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa. Mãe da Nina, de quatro patas, gosto de viajar, ler e sempre continuar estudando.

E-mail: contato@andreapavlo.com