Transição Planetária

Onde acontece a Transição Planetária?

Menina sentada em pilha de livros com dedo em sistema solar e universo iluminados
Pedro Paschuetto
Escrito por Pedro Paschuetto

Durante um experimento visando o mapeamento do cérebro de um homem, a foto de uma mulher muito atraente lhe foi mostrada. Conforme esperado, algumas áreas do cérebro foram acionadas, possibilitando a identificação das regiões ativadas pela imagem da bela moça. Em seguida, pediram a ele que fechasse os olhos e trouxesse à mente a lembrança da imagem daquela mulher. Os cientistas então notaram que a memória foi capaz de acionar exatamente as mesmas regiões do cérebro que a foto tinha sido capaz de ativar.

Fisiologicamente falando, o hipotálamo produz peptídeos neurais cuja química é extremamente forte. Esses peptídeos são liberados para o corpo e são capazes de influenciar a química das nossas células. Essa química, por sua vez, está intimamente relacionada com nossas emoções e sensações. A célula, sendo a menor entidade inteligente do corpo, quando com fome, pedirá ao cérebro que produza peptídeos da fome. E fome, então, sentiremos. Se uma pessoa com o hábito de viajar regularmente diminuir a frequência das viagens, então as células sentirão a mudança e começarão a pedir ao hipotálamo por aqueles peptídeos que são produzidos quando uma viagem se aproxima.

Mulher com fio amarrado no rosto e expressão de grito
Foto de Noah Buscher no Unsplash

As emoções e sensações são fisiologicamente refletidas através deste mecanismo de produção de peptídeos pelo hipotálamo. Cada peptídeo tem uma assinatura específica, assim como as emoções e sensações que ele é capaz de produzir no corpo. Logo, faz sentido considerar a possibilidade de que existem certos padrões químicos, que também podem ser considerados padrões vibracionais, aos quais nossas células estão acostumadas. E que, por isso, alguns sentimentos se repetem com frequência. Esse raciocínio também ajuda a esclarecer o motivo por trás de nossos padrões de escolha, sejam eles relacionados aos prazeres ou aos vícios que nos acometem: na alimentação, nas compras, nos temas das conversas, nos lugares que frequentamos, etc.

Cada experiência de vida vai gerar um tipo de emoção-sensação específico, com uma assinatura conhecida pelo cérebro e pelas células.

Podemos, então, inferir que cada uma de nossas memórias faz com que o hipotálamo produza uma química relacionada àquela experiência. E que, portanto, a química gerada pela experiência original se repete no corpo sempre que a respectiva lembrança nos vem à mente.

Seguindo o exemplo descrito no começo deste texto, e conforme alguns estudos científicos, o cérebro humano não sabe distinguir o que acontece fora (captado pelos sentidos) do que acontece dentro dele (repetições através de memórias). E é por isso que as imagens da mulher, tanto a recebida pelos olhos quanto a imaginada, ativaram as mesmas áreas cerebrais.

Sistema solar feito de isopor com planeta em foco
Foto de David Menidrey no Unsplash

E o que isso tem a ver com a transição planetária?

Que a transição ocorra na consciência do ser humano. Daí, então, todo o externo se transformará como consequência.

Uma pandemia como esta de Covid-19 levanta questionamentos quanto à vida que estamos levando.

Os impulsos por compras já não estão sendo tão bem atendidos. Por mais que haja a compra pela internet, a experiência relacionada a “ir às compras”, que inclui visitar uma loja, está com um impedimento. E agora? Aquilo que eu quero comprar realmente é necessário? Ou o que me impulsiona é algo que tento preencher em mim? Existem diversos “vazios emocionais” que tentamos preencher com mecanismos de recompensa, sendo as compras um deles.

Que possamos transitar para uma compra mais consciente do que realmente seja importante e necessário.

Que possamos transitar para comprar algo que edifique a consciência.

Que transitemos das compras de entretenimento fugaz para um conteúdo que fomente a reflexão de si perante o mundo.

Os encontros e afetos estão tomando outro rumo. Muitas vezes, quando não damos o devido valor para algo, é na sua ausência que conseguimos enxergar sua real importância. O modus operandi das relações é muito mecânico: conversamos sem olhar nos olhos, as palavras saem da boca sem profundidade, a escuta é apenas para esperar que o outro termine e seja nossa vez de colocar um ponto de vista. Neste momento, abre-se uma brecha para percebermos que existe uma carência por convivência e para refletirmos sobre seu valor e sobre a forma como convivemos.

Que transitemos para uma escuta mais livre de julgamentos.

Que transitemos de uma mecanicidade nas relações para algo mais caloroso e com sentido.

Que transitemos do olhar apenas ao nosso umbigo e enxerguemos quanto afetamos e somos afetados pelo nosso contexto social e qual a nossa responsabilidade sobre ele.

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Se existem ou não entidades maiores que governam o planeta, se existem ou não raças superavançadas que auxiliam neste projeto Terra, se existem ou não mensagens canalizadas que apontam para a vinda de uma nova raça, se nascem ou não crianças especiais (índigos, cristais, diamantes, etc.) com dons específicos, se existe ou não um plano de revelar a vida após a morte: isso tudo, e muito mais, pode ser secundário. Ao mesmo tempo em que a informação pode ajudar a libertar do sofrimento, ela também pode ajudar no aprisionamento.

Que a súplica esteja clara: o modo como você age é a transição mais importante a ser feita – da ignorância para a sabedoria, das trevas para a luz, do ódio para o amor.

Sobre o autor

Pedro Paschuetto

Pedro Paschuetto

Pedro Paschuetto é natural de São Bernardo do Campo, SP. Iniciou sua trajetória em 2010, quando ingressou no curso de filosofia livre na academia, na Escola de Filosofia Livre, onde se formou como professor e orientou aulas de filosofia livre e meditação durante cinco anos.

Em 2011 iniciou sua prática de Tai Chi Chuan pelo Shobu Dojo, arte marcial que ensina desde 2014, ano em que se formou no curso de instrutor de Tai Chi Chuan pelo Espaço Caminho da Luz – professor Laércio Fonseca.

Fortemente identificado com a meditação, experimentou diversas técnicas. Se estabeleceu na Vipassana, tendo concluído seu primeiro curso em 2012.

Admirador das artes orientais, pratica Iaidô (espada japonesa) e Sumi-ê (pintura com tinta preta).

Por sua intensa necessidade de investigação da natureza da mente humana, em 2018 iniciou seus estudos em psicanálise.

CONHECE-TE é um projeto para a extinção do sofrimento por meio de autoconhecimento, consciência e verdade.

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