Autoconhecimento Comportamento

Por que seus pensamentos importam para seu propósito de vida?

Homem sentado em banco à beira de lago observa o pôr do sol.
Mikkel / 123RF
Escrito por Flávia Rebouças

Pensamentos ao longo do dia temos muitos, de acordo com pesquisa realizada pela Queen’s University (Canadá) ocorrem cerca de 6,2 mil pensamentos por dia.

Podem ser aleatórios ou específicos, com maior foco quando precisamos tomar alguma decisão ou nos debruçamos em reflexões, operações e interações sociais que exijam nossa participação, por exemplo.

Mas e quanto aos nossos pensamentos internos, será que podem ser observados, de modo a auxiliar, trazendo benefícios?

A resposta é que, sim, podem ser um meio de auto-observação e trazer reais benefícios.

Tudo que tornamos consciente pode trazer percepções. O mesmo ocorre quanto aos pensamentos.

Para entender sobre os pensamentos, é importante destacar o que é a chamada zona de conforto.

A zona de conforto é entendida como situações em que não demandam muito do nosso esforço, portanto não há muitos conflitos ou decisões que exijam foco e a pessoa se encontra na toada que lhe é conhecida.

Ao sair da zona de conforto, da monotonia, da ideia de, por exemplo, trabalho apenas para pagar as contas; o mundo se expande. É fora da zona de conforto que as possibilidades se expandem, o trabalho tem uma conotação de missão de vida, se abraça o desconhecido e os objetivos são alargados e contínuos.

Homem com os braços abertos observa cidade de um morro.
Victor Freitas / Pexels

Vamos agora imaginar algumas formas de pensamentos, em frases, para entender melhor.

Diante de um obstáculo, que necessita sair da zona de conforto, os pensamentos podem ser positivos ou negativos, conhecidos como funcionais ou disfuncionais, pelo papel que podem exercer em nossas vidas.

Em um mesmo cenário, diante de um obstáculo, pode pensar:

  • Farei o meu melhor, demandará tempo e dedicação, mas é meu objetivo.
  • Não nasci para lidar com obstáculos, não tenho capacidade, minha idade ou conhecimento não permitem.

São dois pensamentos, um voltado à tentativa, ainda que sem garantias, mas que se abre para seu ideal de vida; o outro, que tem como base crenças limitantes, estaciona suas atitudes e as possibilidades por consequência.

Pela observação dos pensamentos, pode-se identificar como tem guiado suas tomadas de decisões, como tem agido diante dos vários cenários da vida, ou seja, explica por que muitas coisas são deixadas de lado, ainda que benéficas.

Homem com a mão no queixo e semblante pensativo.
Budgeron Bach / Pexels

Ao lidar com situações que fazem parte das suas metas, observe que pensamentos te vêm. São mais positivos e de expansão ou mais limitadores?

Outro ponto a observar são seus próprios objetivos, como tem se conduzido diante daquilo que deseja alcançar.

Colocar as metas no papel, com datas e divididas em submetas é permitir a visualização e motivação para o desejado.

As metas, quando divididas em submetas, com pequenos ganhos em direção à meta final, são importantes para se manter motivado.

Metas muito longas são mais difíceis de serem alcançadas, então pense no momento atual e o que pretende como objetivo para estabelecer sua meta; aos poucos aumente para então chegar realmente onde quer.

Sabe aquela dieta ou promessa de iniciar a prática de exercícios físicos que muitos desejam? Se o pensamento avaliar a dieta ou a prática de exercício físico com cenários negativos, a motivação, ainda que seja grande, pode desaparecer. A animação inicial chega, mas não se mantém.

Pensamentos de aspectos desagradáveis como privações de alimentos, de desânimo diante dos exercícios e outros similares, já é sinal de que o pensamento está voltado aos aspectos não motivacionais.

O lado benéfico é se autoperceber, entender como seus pensamentos te direcionam e então buscar abrir-se para conquistas, possíveis quando se sai da zona de conforto e ressignifica crenças limitantes.

Sobre o autor

Flávia Rebouças

Minha paixão é compreender e pesquisar sobre nós, seres humanos. Acredito na visão holística, que considera o todo, nesta minha jornada. Na saúde, visão holística significa considerar todas as formas de tratamento para buscar a melhora ou cura.

Minha primeira formação, como publicitária, permitiu-me olhar as necessidades humanas como meios de vendas de produtos e serviços. Foi o início de descobertas que foram aumentadas pouco a pouco com especializações e cursos fora da publicidade.

Hoje sou psicanalista, psicopedagoga, instrutora de mindfulness, terapeuta integral e graduanda em nutrição. Anos de aprimoramento para alcançar um entendimento integral das relações entre comportamento e saúde mental e física.

Para resumir minhas atuações, utilizo uma frase minha: consciência e conhecimentos mudam histórias. E para melhor! Esse, creio ser o objetivo de todos nós, como seres em construção.

Nesse processo profissional das percepções do ser humano, foco em psique, comportamento, formas de aprendizagem e dificuldades, comunicação e expressão.

Resumindo minhas experiências, pelas capacitações, além da psicanálise, da psicopedagogia e da terapia integral:

— Mindfulness pelo IPq do HCFMUSP (Faculdade da Universidade de São Paulo);

— Reabilitação neuropsicológica em adulto e idoso — Albert Einstein;

— TAC em ambiente hospitalar, pelo IPq do HCFMUSP (Escola de Excelência);

— PENNSA – Programa especializado em neuroaprendizagem;

— Pós-graduação em nutrição neuropsiquiátrica, farmacologia aplicada à nutrição e outras.

Nossas experiências, quando acolhidas e bem interpretadas, são fontes de liberdade, em vez de obstáculos. Quando temos consciência das necessidades de mudança e rumamos em direção aos objetivos, refazemos e ressignificamos o passado, abrindo as portas para um futuro todo, que nos aguarda a qualquer tempo. Bem-vindos a este espaço!

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