Autoconhecimento Comportamento

Produtividade: como atingi-la, desde que não nos comprometa

Duas mulheres e um homem trabalhando e conversando, sentados em uma mesa com cadernos e papeis de projetos.
Caroline G. Chaves
Escrito por Caroline G. Chaves

O mercado profissional é competitivo, voraz e dotado de cobranças – isso todos sabemos. Que a produtividade o rege, isso está implícito. Países ditos de primeiro mundo são os com maior produtividade, e certamente o investimento em educação e em instrução é uma das chaves desse sucesso. Por outro lado, estar satisfeito com seu trabalho, ser reconhecido, bem remunerado e saudável também são princípios cabais quando se fala em produtividade eficaz.

Gráfico ascendente indicando o crescimento do passado para o futuro, escrito sobre um papel pontilhado, em uma mesa de madeira com canetas e régua.

A educação é uma proposição que determina o futuro de um coletivo. Crianças valorizadas desde bem pequenas, cujos saberes são reiterados e as potencialidades desenvolvidas logo cedo, possuem grandes chances de crescimento como adultos íntegros e felizes com suas vidas profissionais. Educar é conhecer às peculiaridades do indivíduo, é mostrar caminhos para que ele construa suas próprias aprendizagens, é possibilitar a cada um ser sujeito e protagonista de sua história, como bem disse o mestre Paulo Freire. Levar em conta a educação básica, reconhecê-la como alicerce e fomentar também o ensino superior são medidas essenciais para formar um país de trabalhadores satisfeitos. Do mesmo modo, remunerar bem esses profissionais se faz indispensável, pois quem trabalha bem consigo mesmo, tem condições de sustento, desenvolve e produz mais.

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Contudo o excesso de cobrança, a pressão para atingir metas e para manter uma produtividade alta pode atrapalhar a vida dos profissionais de diversas áreas. Trabalhar além do seu turno, em condições hostis ou sob pressão ou stress pode causar danos físicos e psicológicos irreversíveis. Mais do que “batedores de metas”, somos seres dotados de desejos e de sentimentos que precisam ser respeitados. Por mais que a tecnologia nos apresente recursos de vida artificial, a inteligência humana é sensível e jamais será substituída.

Menina escrevendo em um caderno sobre uma mesa com um computador.

Necessitamos manter nossa saúde física e mental acima de qualquer objetivo relacionado à produção. Trabalhadores sadios, que produzem, mas que prezam pelo lazer e pelo refazimento físico e mental, são os que fazem o coletivo crescer.

Sobre o autor

Caroline G. Chaves

Caroline G. Chaves

Sou pedagoga formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Como educadora, atuei na educação infantil e na educação de jovens e adultos (EJA). Sempre gostei de escrever, e nos últimos anos tenho me aventurado à escrita de contos infantis. Tenho afinidade, ainda, por temas como direitos dos animais, abolicionismo animal e veganismo, por acreditar que os animais não humanos são merecedores de respeito e possuem direitos como os animais humanos – eles são nossos irmãos nesta caminhada de evolução. Sou também estudante do espiritismo kardecista, trabalhando em uma sociedade espírita da minha região.

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