Autoconhecimento Psicanálise

Psicologia do relacionamento humano

Ana Racy
Escrito por Ana Racy
Desde os primórdios dos tempos buscamos maneiras de nos relacionarmos com o próximo. A Humanidade já passou por várias etapas. Da forma mais bruta caminhamos hoje para a mais empática.

Consideramos que todas foram necessárias para o desenvolvimento do ser como um todo. Costumamos ouvir sobre maneiras certas e erradas de se agir. No entanto, o que é certo e o que é errado? E para quem? Tudo depende da educação que o indivíduo recebe, das informações que chegam por amigos, religião e da cultura do local onde vive. E, como se não bastasse tudo que chega pelo VATOP, que são nossos cinco sentidos (Visão, Audição, Tato, Olfato e Paladar), a maneira como sentimos essas informações, também influencia nossos pensamentos e atitudes.

Nossas atitudes são um resultado dos estímulos externos que recebemos mais a identificação que fazemos para, em seguida, introjetarmos essa identificação fazendo com que ela vire um valor em nossas vidas. Nossas atitudes são coerentes com esses valores formados, que muitas vezes são diferentes dos formados por outras pessoas. Daí tanta variedade de atitudes.

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Carl Jung

Um outro ponto para reflexão está relacionado à dualidade que existe em nós. Todos temos uma parte egocêntrica e uma parte empática e, dependendo da porcentagem de cada uma, faremos as devidas identificações, formaremos nossos valores e nos relacionaremos de acordo com isso.

Importante conhecermos o significado de egocentrismo e empatia para avaliarmos como está a nossa dualidade e, também, para compreendermos melhor o comportamento humano.

O egocêntrico pensa apenas em si mesmo, sente muita frustração quando não consegue aquilo que deseja e acha que o mundo é responsável pelas suas insatisfações. Uma vez que a pessoa com alto nível de egocentrismo pensa apenas nela, o relacionamento afetivo, profissional ou entre amigos é pouco saudável, pois é ela quem está sempre certa e sabe mais. O egocêntrico exige muito do outro e não exige praticamente nada de si mesmo. Com o tempo essas pessoas podem ter perdas, fazendo-as pensar que o mundo está contra elas.

Já o empático, pensa no próximo, respeita as diferenças de pensamento e aceita o outro como ele é. O empático se coloca em sentimento no lugar do outro. Ele ouve, compreende, perdoa. O empático coloca as necessidades do outro acima das suas próprias necessidades.

Como viver melhor em um mundo onde o egocentrismo ainda impera? O caminho é viajarmos para dentro de nós mesmos, sem medos, sem defesas e buscarmos a nossa transformação, pois a mudança acontece do micro para o macro. Quando nós mudamos, o mundo muda.

E você, está pronto para essa viagem? Vamos juntos!

Imagem: http://www.crystalinks.com/jung.jpg

Sobre o autor

Ana Racy

Ana Racy

Psicanalista Clínica com especialização em Programação Neurolinguística, Métodos de Acesso Direto ao Inconsciente, Microexpressões faciais, Leitura Corporal e Detecção de Mentira. Tem mais de 30 anos de experiência acadêmica e coordenação em escolas de línguas e alunos particulares. Professora do curso “Psicologia do Relacionamento Humano” e participou do Seminário “O Amor é Contagioso” com Dr. Patch Adams.

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