Autoconhecimento Psicologia

Repressão (Sistemas de Proteção)

Repressão
Claudia Regina Pinto
A repressão, um dos sistemas de defesa da psique – Defender-se do quê, de quem e para quê?

Na maioria das vezes, nos escondemos de nós mesmos, e assim o grande tesouro permanece soterrado nas cavernas do nosso maior inimigo… O EU cego e morto-vivo! Em nossa psique existe alguns recursos emocionais (repressão, negação, formação da raiva, projeção, isolamento, regressão e sublimação), que são inconscientes e que utilizamos como forma de nos defender daquilo que supostamente entendemos ser nocivos para o nosso EGO. Em geral, não estamos aptos a lidar com tal situação, que causou algum trauma no passado, em alguma vivência experienciada. Aqui mora um certo problema, pois nestas “fugas de conteúdos inconscientes” acabamos na maioria das vezes nos afastando de quem somos de verdade e promovemos uma realidade ilusória, enganativa e equivocada daquilo que se pensa ser melhor e que torna-se o pior no processo evolutivo do ser. Buscar um recurso emocional como forma de proteção, a princípio, parece uma boa estratégia, mas se usamos estes recursos o tempo todo, e tudo o que é demasiadamente excessivo, perde-se o equilíbrio de quem se é, então passamos a ter outros sérios problemas e de efeitos contrários, em que os danos serão expressos no físico, no campo energético e psíquico, causando estados de angústia, insatisfação, tristeza, entre outros. E por que fazemos isto? Como forma de evitar um sofrimento em um dado momento de realidade consciente, já que alguns sentimentos, lembranças e memórias nos causam desconforto por ser algo que não queremos encarar.

Ao evitarmos o contato com certos desprazeres, desencadeamos outros sintomas, como o medo, a raiva, as angústias, várias outras e um certo afastamento da realidade. Nesta matéria, apresentarei dos sistemas de proteção, apenas um dos recursos emocionais que utilizamos neste sistema de proteção do EGO e ao longo de outras matérias poderemos tratar dos demais recursos. Para que assim, de um período para o outro e entre uma leitura e outra, vocês, caros leitores, possam fazer sua auto-observação e se conhecerem mais e melhor, entrando em contato com algumas “ sombras” para promover em si as mudanças necessárias neste recurso emocional. Combinado!? Vamos lá então… “Se tu não acreditares na sua verdade, esconda-a de você mesmo levando-te à própria sepultura”.

Repressão

1- A Repressão 

Recurso através do qual expulsamos da consciência os pensamentos, sentimentos ou desejos que acreditamos serem inadmissíveis. Ou seja, tudo aquilo que não toleramos sentir, pensar ou desejar. Um exemplo clássico, é uma pessoa que se descobre de gênero diferente ao que ela sempre se apresentou, e ao invés de assumir para si, independentemente da aceitação social, ela reprime dentro de si estes sentimentos ou desejos e mantém isto guardado no seu inconsciente. Dependendo do tempo que ela permanecer nesta repressão de sentimentos, mais eles causarão incômodos e inquietações internas, podendo levar o ser a desenvolver doenças psíquicas, emocionais e físicas. A Repressão envolve a colocação de pensamentos incômodos em áreas relativamente inacessíveis da mente inconsciente. Assim, quando as coisas ocorrem de forma que somos incapazes de lidar no momento, nós vamos afastá-las, ou planejar lidar com elas em outro momento, ou esperar que elas vão desaparecer sozinhas. Não é de todo ruim. Se todas as memórias incômodas fossem facilmente trazidas à mente, seriam confrontadas com a dor de não parar de revivê-las. Quanto mais tentamos reprimir, torna-se mais forte, e quanto mais reprimimos os nossos sentimentos e desejos, mais intensamente eles tentarão se manifestar, seja através do estresse emocional ou de alguma doença criada no corpo físico. Nem sempre a vida nos permite manifestar todos os nossos sentimentos, vocês podem dizer: então, como fazer?

Não reprimir, significa reconhecer. Ainda que a expressão seja impossível, o importante é que tenhamos consciência do processo, pois só assim, reconhecendo-o, teremos o poder de decidir como lidar com aquela situação. Podemos ser estranhos para o restante do mundo, mas não para nós mesmos, então há que se ter coragem de admitir, reconhecer e aceitar todos os seus sentimentos e emoções, mesmo aqueles não tão bonitos, que seria mais fácil ignorar, mas ruim para o seu processo de evolução e autoconhecimento. Afinal, ninguém é perfeito, e compreender quem se é verdadeiramente e trazer consciência e luz em si, é sair um passo da escuridão e da repressão da inconsciência.

Siga com coragem na busca por si e por suas verdades e não deixe que seu passado ou suas lembranças continuem te aterrorizando e te manipulando. Liberte-se dos véus da inconsciência e traga luz à sua consciência! 

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Sobre o autor

Claudia Regina Pinto

Claudia Regina Pinto

Formada em Psicologia, com Pós-Graduação em Psicodrama, MBA Gestão Pessoas. Formação como Terapeuta Holística com ênfase na Alquimia (florais Sistema Joel Aleixo), Cromoterapia, Reflexologia, Argila terapia, Mestre em Reiki, Taróloga. Atendimento Clínico, Educacional e Organizacional com desenvolvimento de Lideranças e Palestras.

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