Autoconhecimento Sagrado Feminino

Sexualidade Sagrada

Andreia Ferrari
Escrito por Andreia Ferrari

“Quem sou EU e quem é o OUTRO?”

Falando de Sexualidade Sagrada…

Lembro-me da época de infância, quando ainda habitava o meu corpo e me permitia ser livre! Rodopiando com as amigas no quintal, o vento brincava de levantar as minhas saias e de lá da cozinha a minha mãe dizia:

– Segura essa saia, menina!

Nas reuniões de família, sentada no sofá e brincando de adoleta com a prima, ouvia a repreensão da tia:

– Fecha essas pernas, menina!

Me tornei menina-moça, junto com o sangue que escorria naturalmente do meu corpo, aprendi que era nojento, sujo.

Perereca, xana, perseguida… Os codinomes da vagina ditos de forma tão pejorativa…

Aprendi rapidinho!

Ela, “a perseguida”, para não ser perseguida, tinha que ficar bem escondidinha, perninhas bem fechadas, abafada, reprimida… Exceto…

Bom, exceto para servir de banquete para o futuro marido… “O OUTRO”

Na igreja, o sexo só é aceito para dar valia ao trecho bíblico: “Crescei-vos e multiplicai-vos”.

E nas escolas?

Bem, na minha época de escola, as aulas sobre sexualidade (quando se tinham) exploravam os órgãos sexuais apenas por sua função reprodutiva. Percebo que não mudou muita coisa de lá para cá… Do contrário, o sexo não seria mais um tabu.

Em contrapartida, os meninos são expostos a um narcisismo medonho, disputam quem tem o maior pênis, a masturbação é obrigatória (só para os meninos, hein!?). Na maioria das famílias, a educação sexual herdada pelos pais se resume em ter a primeira relação em um prostíbulo, ninguém repara que não é um objeto que vai “suprir” as suas necessidades e descobertas, não é uma “coisa” que se paga e se tem posse, mas uma mulher… A moça da revista pornô serve para satisfazer os seus desejos, assim como a mulher que ele paga para sair.

Pobres meninos, tolhidos de exercerem a sua energia yang do seu sagrado masculino e reconhecer a magia da energia sexual ao habitar o templo sagrado de uma mulher…

A mídia dita para a sociedade o modelo perfeito de “objeto mulher”, o corpo perfeito, inatingível!

Então, o cenário é esse, dois extremos…

De um lado do abismo, mulheres que estão lá na vitrine, alvos de comentários alheios, com uma etiqueta invisível no peito que diz: “Me aceitem, vai?”.

Selfies perfeitas, corpos “perfeitos”, a melhor make, a melhor roupa…

Melhor para quem? PARA O OUTRO…

E do outro lado do abismo, as mulheres “recatadas” e que aprenderam direitinho a lição do faça isso, faça aquilo! Feche as pernas, segure a sua saia e se enclausure! Afinal, você não tem o corpo aceito e digno de despertar desejo em alguém…

sexualidade sagrada

Despertar desejo para quem mesmo? PARA O OUTRO…

Ambas mulheres habitando o mesmo abismo, o vazio de não estar em si mesma, não se pertencer, não habitar em seu próprio corpo e entregar toda a sua força PARA O OUTRO!

Então, para suprir esse vazio, a gente é tomada pela “Síndrome da Mulher-Maravilha”! A melhor mãe, a melhor dona de casa, a melhor profissional, a melhor esposa, a melhor…

Melhor para quem?

Ei, lindeza… De novo “PARA O OUTRO”?

Até quando vamos procurar reconhecimento, aceitação, valorização e amor fora de nós? Como “o outro” verá o nosso valor se nem mesmo nós sabemos onde encontrar esse tal amor-próprio?

Ei, espera aí, Andréia! Você não veio aqui para falar de sexualidade?

Sim! Mas como falar de sexualidade sem cuidarmos e acolhermos a menina ferida do passado, tolhida pela mesma cultura repressora que reprimiu a sua mãe, avós, bisavós… Que não pode mais rodopiar e sentir a brisa acariciando o seu corpo por debaixo da saia colorida e que alegremente brincava dentro de um corpo desperto e habitado?

Esqueça essa ideia de aprender tantra, pompoarismo, yoniterapia e tantas outras ferramentas maravilhosas para agradar o outro.

Ei, menina, mulher… E o seu prazer?

É disso que fala a sexualidade sagrada! É isso que quero despertar em você… O olhar para si, mas para isso, requer um tanto de coragem para desprogramar tudinho o que nos foi ensinado e isso é um desafio, pois crescemos condicionadas nesses padrões, a sociedade nos joga nessa onda de objetificação, ninguém ensinou a gente a olhar para dentro, não é mesmo?

Então, para tudo! Pergunte-se: “Onde EU estou?”.

Espero que, enquanto lê os devaneios de uma alma feminina, faça um movimento (ainda que pequeno) de olhar para as partes fragmentadas dessa menina/mulher e, aqui, vou te dar algumas dicas!

Faça uma carta para a sua menina, que está aí quietinha e com medo de se mostrar! E diga para ela bem assim:

  • Olha aqui, menina linda, não tinha nada de feio quando você dançava com o vento que subia as suas saias para o céu! Não tem nada de feio também quando ainda criança, ao tocar as suas partes íntimas, descobriu as forças prazerosas do seu corpo!

É sublime! Libertador! É o arquétipo da sua mulher selvagem te convidando para bailar a liberdade de seus instintos!

Seu sangue não é sujo, tá bom?

O ciclo menstrual é o ninho que se desfez, já que um novo ser não foi gerado! Como que um receptáculo para abrigar uma vida pode ser sujo? Esse é um portal mágico em que o seu corpo conversa com a lua, com os ciclos da natureza e potencializa a limpeza de sentimentos e emoções.

Agora, quero que vá na frente do espelho e fale com essa mulher que há tanto tempo não é olhada, reverenciada, acolhida e amada… Vai lá, você consegue! Estou aqui contigo!

Linda Mulher, a sua vagina é sagrada! É o canal por onde passa uma nova vida, não tem como ser impuro e promíscuo! Há um portal que te religa ao Sagrado, que está pronto a ser desvendado… Permita-se!

Seu corpo é lindo do jeito que é! Você é única!

Na década de 30, o corpo perfeito era o voluptuoso, o que diriam hoje de forma pejorativa e depreciativa como “mulher gorda”! Portanto não dê todo o seu poder para o outro… Eles não sabem de nada!

Viaje para dentro de si, converse com o seu corpo e verá a belezura que ele é!

Se tocar é gostoso, natural e necessário!

Se aproprie da sua sexualidade e do seu prazer!

Esteja dentro do seu corpo e explore todas as potencialidades e energias que habitam em seu templo sagrado, seja exploradora de si mesma! Se olhe, se toque, descubra as inúmeras partes erógenas e dance com os fluídos da energia criativa que começa a despertar em você!

Se olhe, se toque, respire e sinta essa conexão com você mesma!

É nesse ponto que a magia acontece! Quando adentramos os portais de nossa sexualidade sagrada, desvelamos a nossa capacidade de se amar, um amor sem condição, que transborda como uma avalanche e atrai pessoas e relacionamentos que ressoam e vibram na inteireza desse amor! Assim, consequentemente, atraímos relacionamentos maduros e saudáveis!

O homem desperto virá porque será atraído por essa mulher que se ama, se valoriza e se respeita!

Que dança e rodopia a liberdade de ser quem é…

É impossível resistir à magia de uma mulher desperta!

Com amor, Andréia Ferrari.

Se está precisando de uma mão amiga para essa jornada rumo às belezas que habitam em seu ser, venha participar do nosso Curso à Distância de Sexualidade Sagrada!

Será uma honra poder participar do seu processo de Autodescoberta!

Dia 11/11!

Para maiores informações, escreva para: [email protected], ou mande mensagem pelo WhatsApp: (11)97245-0470.


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Sobre o autor

Andreia Ferrari

Andreia Ferrari

É terapeuta holística , tecendo a harmonização do ser por meio de terapias vibracionais e de frequência do som, coaching emocional e técnicas de programação neurolinguística.

Master Practitioner em PNL, Coach Emocional, Praticante de terapias vibracionais há mais de 20 anos.

Facilitadora do “Curandeiras”- Círculos do Sagrado Feminino. Idealizadora dos projetos “Cantos e Encantos” e “Chá de Amor”- acolhimento para gestantes, canalizadora de cantos de cura, formada na Arte do Ser Cantante por Cecília Valentim.

Além disso, também atua como Coach de empoderamento feminino, Master Practitioner em PNL, Barras de Access, Terapeuta Holística e Vibracional.

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