Espiritualidade

Socorro não atendido!

Mulher sentada no sofá, sob a luz de velas, olhando para cima com as mãos estendidas em sinal de oração
Nilton C. Moreira
Escrito por Nilton C. Moreira

Quando as dificuldades se acercam de nós é comum nos lembrarmos de que Deus existe, que Jesus é o governador do nosso planeta e, se pedirmos socorro, vamos ter nossas ansiedades resolvidas.

De fato, tudo emana do Criador e as consequências ruins que acontecem em nossa vida são permitidas por Deus para que na dor possamos crescer, principalmente no sentido moral. Não podemos esquecer que somos os causadores do mal que nos acomete, afinal, nada acontece ao acaso e se sofremos é porque praticamos algum erro anteriormente.

Mas o veículo mais utilizado para o pedido de socorro é a prece, e não poderia ser diferente, pois foi o próprio Jesus que se utilizou desse recurso em várias ocasiões quando esteve encarnado entre nós.

No nosso grupo de caridade também não é diferente, pois as pessoas em dificuldade ou desespero nos procuram para que seja procedida irradiação no sentido de minimizarem seus sofrimentos ou o sofrimento de pessoa por elas querida, pois muitas vezes quem passa a dificuldade não está presente na casa de oração.

Silhueta de um homem visto de perfil, com as mãos apoiadas sobre o rosto.
Unsplash/Road Trip with Raj

Mas os espíritos amigos nos dizem que é normal irem até a residência daqueles sofredores pelos quais suplicamos a intercessão e são impedidos de fazer o socorro necessário, isso porque encontram o local em completa desarmonização, às vezes com algazarras, ingestão de bebidas alcoólicas ou drogas, sendo, portanto, impossível manter conexão intuitiva com quem necessita da ajuda.

É normal mães pedirem pelos filhos, esposas pelos maridos, e vice versa e outras situações, e nesses casos, mesmo que a pessoa a ser ajudada esteja inacessível por razões já mencionadas, os benfeitores não deixam de pelo menos aplicar energias com imposição de mãos, restauradoras e/ou dissipadoras, possibilitando livrar a mente daquele que está em desvio moral de entidades perversas que se acercam ali do sofredor, que muitas vezes nem quer ser ajudado.

É por motivos como esses que muitas vezes não vemos surtir efeito prático nas súplicas que procedemos a Deus no sentido de ajudar determinada pessoa que queremos bem.

Mas quando o sofredor está convicto de que precisa ser ajudado e tem predisposição para receber qualquer amparo, fica bem mais fácil para os benfeitores o visitarem e ali procederem ao trabalho fraterno suplicado a Deus por quem lhes quer bem, e podemos ter a certeza de que algo acontecerá, pois o Pai não deixa ninguém desamparado de socorro.

Homem em pé, com as mãos juntas sobre o rosto, orando em uma igreja.
Unsplash/Ben White

É comum acontecer que o socorro pode não vir nos parâmetros que desejaríamos, pois tudo depende das consequências que nossos pedidos vão ensejar, mas acontecerá uma ajuda extra para que nosso fardo momentâneo se torne menos pesado de carregar.

Certo é que muitas vezes não movemos esforços para nos melhorarmos, e daí o sofrimento acontece. É a lei de causa e efeito.

Procuremos estar sempre receptivos ao socorro que pedimos, ou que pedem para nós.

Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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