Espiritualidade

Uma ode à Bíblia

Mão apoiada em bíblia aberta sobre a mesa
Luis Lemos
Escrito por Luis Lemos

Num momento tão complicado como esse em que vivemos agora, no qual a pandemia da Covid-19 faz vitimas fatais pelo mundo inteiro, “levanto os meus olhos para os montes e pergunto: de onde me vem o meu socorro?”.

Sim, o Salmista já fez essa pergunta e ele mesmo respondeu: “O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. Ele não permitirá que você tropece; o seu protetor se manterá alerta, sim, o protetor de Israel não dormirá, ele está sempre alerta! O Senhor é o seu protetor; como sombra que o protege, ele está à sua direita. De dia o sol não o ferirá, nem a lua, de noite. O Senhor o protegerá de todo o mal, Ele protegerá a sua vida. O Senhor protegerá a sua saída e a sua chegada, desde agora e para sempre” (Salmo 121).

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Há quem diga que a Bíblia é apenas um conjunto de livros que se presta a inúmeras interpretações. Sim, concordamos com essa definição. No entanto, acrescentamos: a Bíblia não é apenas um conjunto de livros, ela é o livro da vida de todo cristão. Nela podemos encontrar Palavra de Salvação e conforto espiritual. Uma ode, então, à Palavra de Deus!

Tem leitura mais prazerosa e confortante do que essa: “O Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Deita-me em verdes pastos e guia-me mansamente em águas tranquilas. Refrigera a minha alma, guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo, a Tua vara e o Teu cajado me consolam. Prepara-me uma mesa perante os meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida e habitarei na casa do SENHOR por longos dias” (Salmo 23)?

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Nesse tempo de isolamento social, para quem é cristão, naturalmente, a Bíblia deve assumir lugar cativo em nossos lares. Nela podemos encontrar respostas para as nossas dúvidas, angústias, sofrimentos. Nela podemos reviver os sofrimentos de Jesus Cristo e comparar com os nossos. Nessa comparação vamos logo perceber que os nossos sofrimentos nem chegam perto daqueles que o Filho de Deus sofreu. Assim, devemos ser mais agradecidos do que reclamões!

Por outro lado, é bom que todos saibam que na Bíblia, além dos poderes soberanos, divino e humano, há referência a um outro poder: o “dos governantes das trevas deste mundo” (Ef 6,12), “o reino de Satanás” (Mt 12,26) e “a soberania de Belzebu sobre os demônios” (Mt 9,34), isto é, sobre os espíritos que flutuam no ar, razão pela qual Satanás também recebe o nome de “príncipe do poder do ar” (Ef 2,2) e, por governar nas trevas deste mundo, “príncipe deste mundo” (Jo 16,11).

Verifica-se mesmo que há certo consenso, não só entre os cristãos, para quem a Bíblia é um livro sagrado, mas, sobretudo, para quem passa por algum problema emocional, existencial, filosófico, que a leitura da Bíblica pode ajudar nos momentos de solidão, angústia, pensamentos suicidas etc.

A leitura diária da Bíblia tem permitido a mim e a minha família nos mantermos de pé, firmes, alegres e otimistas, mesmo diante de um cenário mundial caótico, cuja dinâmica vertiginosa do novo coronavírus nos surpreende a cada instante, o que torna qualquer previsão de uma tarefa social e coletiva quase impossível.

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Assim, diante de tal cenário, temos certeza de que a melhor oração que podemos prestar a Deus, nesse momento, é ler a Sua Palavra. Enfim, somente lendo a Bíblia poderemos dizer que “o reino de Satanás” (Mt 12,26) não terá vez e voz diante de nossas famílias, de nossa cidade, de nosso estado, de nossa nação, do mundo inteiro.

Sobre o autor

Luis Lemos

Luis Lemos

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Graduado em Filosofia pela Universidade Católica de Brasília (UCB); Bacharelado em Filosofia pelo Centro do Comportamento Humano (CENESCH).

Professor de Ciências Naturais na Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED/AM). Professor de Filosofia da Educação, Ética e Filosofia Jurídica na Faculdade Martha Falcão/Devry Brasil.

Tem experiência na área de Filosofia da Ciência, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente com os temas: Educação, Ensino de Ciências, Epistemologia, Ética e Ética Profissional.

Autor dos livros: O primeiro olhar – A filosofia em contos amazônicos (2010); O segundo olhar – A filosofia em temas amazônicos (2012); O terceiro olhar – A filosofia em lendas amazônicas (2014); O homem religioso - A jornada do ser humano em busca de Deus (2016).