Convivendo Educação

Special Olympics: já ouviu falar?



Se o Brasil vive este ano um momento histórico por sediar duas Olimpíadas, então, creio que é o momento ideal para falarmos de uma terceira Olimpíada não tão divulgada pela mídia, mas merece toda atenção e respeito, pelo seu caráter esportivo e social. As Olimpíadas Especiais têm como foco dar oportunidade a todos os atletas, não importando o nível de habilidade, o evento é marcado não só por competições, mas pelo envolvimento de muitas pessoas, empresas e familiares dos atletas.

A Special Olympics (Jogos Mundiais Olímpicos Especiais) foram idealizadas por  Eunice Kennedy Shriver e Anne M. Burker, na década de 60. Shriver começou reunindo cerca de 30  crianças com déficit intelectual com a ideia de proporcionar a estas crianças recreação direcionada e de qualidade. A inspiração de Shriver surgiu a partir da experiência de conviver com sua irmã Rosemary, portadora de deficiência, que segundo relatos adora música. Anne Mcglonne Burke era professora de Educação Física e idealizou uma série de competições para pessoas com necessidades especiais. Em 1962 depois de fazer contato com Shriver, então presidente da  Fundação Joseph P. Kennedy Jr, se uniram para organizar a Special Olympics International, cuja primeira edição ocorreu em 1977, por meio de uma entidade sem fins lucrativos, que conta atualmente com 4 milhões de atletas provenientes de 180 países e foi reconhecida pelo COI – Comitê Olimpíco Internacional em 1988.

É uma história muito bonita de duas pessoas que se uniram em prol de uma causa e que com o passar do tempo passou a mobilizar um grande contingente de pessoas que apoiam e levam os jogos para muitos países.

Aqui no Brasil as Olimpíadas Especiais são uma entidade filiada à Special Olympics, com cerca de 44 mil atletas credenciados. Há uma grande expectativa de aumento de participantes, uma vez que os dados do IBGE de 2000 apontam cerca de 13 milhões de pessoas com deficiência intelectual. A organização espera que no Brasil o movimento cresça e ganhe mais patrocinadores, divulgação e mais atletas.

Existem muitas modalidades, mas aqui no nosso país eles podem participar em 9 modalidades esportivas: atletismo, basquete, bocha, futebol, natação, ginástica rítmica, tênis, tênis de mesa, hóquei sobre piso. Também é possível participar dos Programas: APLs (Atleta Líder), Juventude e Escola, Atletas Saudáveis, Corrida da Tocha, Atletas Jovens, MATP (Atividade Motora) e Famílias.

Em nosso país a Special Olympics teve início em 1990 no Distrito Federal, mas a partir de 2015 passou a se chamar Olimpíadas Especiais Brasil, ainda ligada a Special Olympics International.  A cidade de Caraguatatuba, no estado de São Paulo, recebeu neste ano o lº Festival Olimpíadas Especiais Brasil, visite a galeria de fotos no site para se surpreender e se emocionar.

Importante:

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A ONG precisa de voluntários e patrocinadores, que tal fazer parte dessa Olimpíada?

O esporte para essas pessoas com necessidades especiais não só melhora a saúde e qualidade vida deles, como também melhora a vida de todos que as cercam.

Fica então o convite, faça parte dessa corrente do bem.

Quando se destrói um velho preconceito sente-se a necessidade de uma nova virtude.

Anne Louise Gemaine Necker


Site oficial no Brasil

Site oficial da instituição

Rosemary Kennedy | Eunice Kennedy

Sobre o autor

Prof.ª Dra. Ruth Maria Rodrigues Gare

Prof.ª Dra. Ruth Maria Rodrigues Gare

Doutora em Educação com pesquisa na área de letramento de surdos e formação de professores. Formação em Publicidade/Propaganda; Letras e Pedagogia. Especialista em Libras, Educação Empreendedora, Gestão Escolar, Design Instrucional EaD e Aperfeiçoamento em Atendimento Educacional Especializado. Pós-doutora em Educação pela Universidade São Francisco com pesquisa na área de educação de surdos em aspectos linguísticos textuais. Atuou como docente de Libras na Universidade São Francisco por 7 anos e como docente em curso de pós-­graduação de Libras com disciplinas voltadas ao ensino de português ao surdo e produção de material pedagógico na Faculdade de Jaguariúna. Atualmente é docente com dedicação exclusiva na PUC­ Campinas onde atua desde 2014, quando do regresso de doutorado sanduíche na Universidade do Minho em Portugal.