Comportamento Mulheres Vítimas de Agressão

Violência contra a Mulher na Era Digital

Mulher grita com semblante raivoso.
ARTIT OUBKAEW / 123RF
Escrito por Silvia Malamud

Hoje, mais do que nunca, a violência digital avança em suas mais diversas formas de assédio e, dependendo da amplitude da persuasão, ela tem poder suficiente para persuadir mulheres de todas as idades, podendo levá-las a um triste final quando são ludibriadas por conversas que nada mais são do que meras articulações.

Outros tipos de violência na internet também surgem quando as vítimas passam pelos mais audaciosos tipos de humilhações e exposições. Abusadores ameaçam e chegam a postar fotos íntimas, muitas vezes tiradas sem que a própria vítima saiba, e por vezes ainda manipulam para que tais fotos apareçam em situações que nunca existiram. A princípio, isso é exposto como manobra de chantagem juntamente com ameaças que literalmente podem ser cumpridas. No universo virtual, assim como na vida externa a ele, existe muita má-fé e busca de dinheiro a qualquer custo, as linhas de ação pertencem exclusivamente a esse tipo de frequência, inclusive contando com aqueles que funcionam como verdadeiros psicopatas da internet, ocasionando incomensuráveis estragos em suas vítimas. Muitas chantagens, extorsões, humilhações e agressões acontecem nesses bastidores ainda antes das ações se estenderem tela afora.

Devido aos tempos de confinamento em virtude do isolamento, da carência de afeto e do contato humano de muitos, infelizmente esse tipo de violência tem tido mais expressão e chances de acontecer. Vítimas seduzidas acabam indo a encontros físicos, colocando seriamente a vida em risco. Todo o cuidado, portanto, é pouco e quanto mais se conhece sobre as possíveis manipulações, os tipos de encantamentos e seduções, mais fácil fica de se proteger.

Mulher com a mão apoiada em uma das bochechas. Ela olha para o celular e tem um semblante aflito.
Alex Green / Pexels

A dica geral é a de não entregar a história da própria vida nos primeiros, nem nos seguidos contatos. Por isso ouça antes, faça reflexões e perceba os sinais que a sua máquina biológica lhe envia, sempre levando a sério os avisos, pois eles podem evitar que danos maiores ocorram.

A era da internet pode ser excelente, mas jamais devemos nos esquecer de que ela também é morada de pessoas de má-fé. O perigo está muito mais próximo do que se pode imaginar e isso é uma situação alarmante que há poucos anos seria impensada. As ameaças e as ações ainda incluem a propagação de imagens, ataques e exposições de privacidade quando internautas atuam como hackers ao invadir diálogos e demais situações pessoais. As invasões vêm de pessoas mal-intencionadas, que agem como se pudessem entrar na casa das pessoas, abrindo à força portas íntimas e pessoais e fazendo todo tipo de trapaça.

Como medida de precaução, a mulher atual, antes de qualquer tipo de conversa mais íntima, deve ser cautelosa e buscar conhecer os perigosos caminhos que podem levar uma conversa que, incialmente, parecia ingênua. Além disso, a mulher deveria sempre evitar a exposição de qualquer tipo de intimidade. Numa conversa online, aprender a ouvir mais, observar o que se ouve de modo mais crítico do que o usual e falar o menos possível sobre si mesma são atitudes valiosas.

Ao perceber que está sendo vítima de violência psicológica, de violência cibernética e por mais difícil que seja organizar provas, busque imediatamente por ajuda, denuncie o que está acontecendo e enfrente os desafios que, inicial e certamente, serão menos prejudiciais do que tentar resolver a situação sozinha.

Quanto mais despertos, melhor!

Sobre o autor

Silvia Malamud

- Psicologa
- Especialista em temas relacionados ao Abuso Emociona com narcisistas perversos em relacionamentos afetivos, familiares, mãe/pai filhos, escolares, sociais e de trabalho.
– Especialista em Terapia Individual, Casal e Família /Sedes
- Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA
- Terapeuta Certificada em Brainspotting - David Grand/ EUA
- Terapia de Abordagem Direta a Memórias do Inconsciente.

EMDR e Brainspotting são terapias de reprocessamento cerebral que visam libertar a pessoa do mal estar causado devido à experiências difíceis de vida, vícios, traumas, depressões, lutos e tudo o mais que é perturbador e que seja uma questão para que a pessoa queria mudar. Este processo terapêutico, por alterar ondas cerebrais viciadas num mesmo tipo de funcionamento, abre espaço para que a vida mude como um todo, de modo muito melhor, surpreendente e inimaginável anteriormente.

Mais sobre Silvia Malamud: Além de psicóloga Clínica, é também formada em Artes plásticas- Terapia Breve - Terapia de Casais e Família pelo Sedes Sapientiai. Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA e em Brainspotting David Grand/EUA. Desenvolveu-se em estudos e práticas em Xamanismo, Física Quântica, Bodymirror. Participou e se desenvolveu em metodologias de acesso direto ao inconsciente, Hipnose, Mindskape, Breakthrough e outras. Desenvolveu trabalho como psicóloga Assistente no Iasmpe, Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, com pesquisa sobre o ambiente emocional de residentes durante o período de suas residências, de 2009 até 2013. Participou do grupo de atendimentos de casais do NAPC de 2007 à 2008. Autora dos Livros "Projeto Secreto Universos", uma visão que vai além da realidade comum e Sequestradores de Almas, sobre abuso emocional que podemos estar vivendo, sem ao menos saber, sobre como despertar e como se proteger.

· Conhecimento terapêutico: Cenários e imagens: Já presenciei diversos pacientes fazerem "viagens" às vidas anteriores, paralelas, sonhos e mesmo se reinventarem em cenas reais ocorridas ou não. Vi-os saindo do túnel do reprocessamento, totalmente mudados e transformados, inclusive em suas linhas de tempo. Para mim, fica uma pergunta de física quântica... O que acontece com a rede de memória da pessoa se a matriz do acontecimento muda totalmente não o afetando mais? A linha do tempo e todos os significados emocionais transformam-se simultaneamente. Todos os eventos difíceis que a pessoa teve em relação ao tema ao longo da vida perdem o sentido e até parece que nem existiram, embora se saiba. A pergunta que fica é: O que é o tempo quando podemos nos transformar e nos auto-superarmos nesta amplitude?

· Coexistimos em inúmeras camadas de realidades que são atemporais. Por exemplo, o seu “eu” criança pode estar existindo e atuando em você até hoje... Outros aspectos desconhecidos também podem estar, sem que você suspeite.

Silvia Malamud
Psicóloga clinica Especialista em Terapias Breves individual, casal e
família/Sedes - CRP: 06-66624
Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA
Terapeuta Certificada em Brainspotting – David Grand PhD/EUA.
Terapia de Abordagem Direta a Memórias do Inconsciente.
email.: [email protected]