Saúde Integral

Você dorme à tarde?

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
Dormir à tarde faz muito bem a saúde. Se você acha que isso é coisa de preguiçoso, melhor ler o que temos a dizer sobre isso.

A siesta nossa de cada dia

Ter sono à tarde é resultado do direcionamento do sangue para o sistema digestivo. Sem sangue ou oxigênio no cérebro, o corpo reage desacelerando. Essa queda no ritmo é mais acentuada entre meio-dia e duas horas da tarde. Não à toa que na Espanha as lojas fecham das 13h às 15h para o cochilo após o almoço.

Esse descanso revigora, aumenta a produtividade e não engorda, contrariando o senso comum. Mas a correria do cotidiano torna isso inviável para a maioria das pessoas. Veja a opinião do otorrinolaringologista Michael Chali, diretor da Associação Brasileira do Sono: “É algo muito positivo pelo ciclo de vigília e sono das pessoas. Após o almoço, a gente tem um pico de sonolência, e uma soneca de meia hora é reparadora”.

Para ser benéfica, a soneca deve ser de 30 minutos. Entretanto, dormir 10 minutos também é bom, de acordo pesquisa realizada na Austrália, pois ajuda quem dormiu mal à noite e ainda melhora a capacidade cognitiva.

Mais produtividade

Trabalhadores que dormem meia hora após o almoço tendem a produzir mais e melhor. O fabricante de softwares HubSpot tem, desde 2014, a “sala da soneca” na unidade de Massachusetts. O espaço, com iluminação suave, é muito usado principalmente pelos funcionários com filhos recém-nascidos ou que fizeram longas viagens, precisando de readequação fuso horário. Alison Elworthy, assessora de comunicação da empresa, garante que não há abusos.

A técnica da soneca vespertina

A soneca à tarde ideal depende dos seus objetivos. Segundo Sara Mednick, pesquisadora da Universidade da Califórnia, quem deseja estimular a criatividade deve descansar no começo da tarde, período em que o sono tem mais REM (rapid eye movements).  Já para reparar o sono, é preciso cochilar no final da tarde, horário em que o sono tem mais ondas elétricas lentas.

Benefícios do cochilo pós-almoço
1. Aumenta a capacidade cerebral

Estudo da Universidade da Califórnia com 39 adultos jovens comprova que dormir uma hora após o almoço renova e estimula o funcionamento do cérebro. Os voluntários foram divididos em dois grupos. Um dos grupos foi orientado a dormir antes das atividades que viriam a seguir, o outro não. Ambos realizaram testes ao meio-dia e foram reunidos às seis da tarde, sendo submetidos a exames. O grupo que cochilou teve melhor desempenho, pois o cérebro encontrou espaço para reter novos conteúdos.

2. Consolida memória a longo prazo

Cochilos de uma hora retêm memórias a longo prazo, ou seja, informações que permanecem ativas anos após sua obtenção. Uma pesquisa da Universidade de Haifa (Israel) publicada na revista científica Nature Neuroscience acompanhou o desempenho quatro grupos que realizaram atividades motoras. O grupo que dormiu apresentou melhor desenvoltura na execução e na memorização.

3. Pode ajudar no emagrecimento

Ainda não há consenso, porém, sobre o mito de a siesta após o almoço reequilibrar hormônios associados à fome e à saciedade, como a grelina e leltina, favorecendo a perda de peso.

Mas e se eu não tiver sono à tarde?

Simples: não durma. Elizabeth McDevitt, pesquisadora do Sleep and Cognition Lab da University of California, ainda estuda se dormir depois do almoço é benéfico para quem não sente sono durante o dia. As primeiras conclusões indicam que não. Portanto, não se force a dormir caso não sinta sono.

Busca dicas para dormir melhor? Temos uma ótima bem aqui.


Texto escrito por Sumaia de Santana Salgado da Equipe Eu Sem Fronteiras.

Sobre o autor

Eu Sem Fronteiras

Eu Sem Fronteiras

O Eu Sem Fronteiras conta com uma equipe de jornalistas e profissionais de comunicação empenhados em trazer sempre informações atualizadas. Aqui você não encontrará textos copiados de outros sites. Nossa proposta é a de propagar o bem sempre, respeitando os direitos alheios.

"O que a gente não quer para nós, não desejamos aos outros"

Sejam Bem-vindos!

Torne-se também um colunista. Envie um e-mail para [email protected]