Autoconhecimento Yoga

Yoga e Educação: Como identificar os quatro tipos de concentração?

Anna Maria Oliveira
Observamos um número crescente de queixas, por parte de pais e educadores, sobre a dificuldade de crianças manterem estados de atenção durante as atividades escolares. A natureza da criança, em condições saudáveis, é de extroversão! Correr, brincar, conhecer os seus sentidos e o mundo exterior.

Assim, ao utilizar práticas de Yoga na educação ou em casa é preciso considerar o tipo de estado de atenção da criança. Querer que ela fique quieta, o tempo todo, pode desequilibrar a personalidade dela.

Como é possível criar correto equilíbrio entre introversão e extroversão?

  • Considerar que as crianças não são mini-adultos, apesar de algumas serem tratadas como tal.
  • Estudar e observar o processo de despertar o florescimento do ser criança.
  • Alimentar o processo de desenvolvimento infantil com os nutrientes da paciência, brincadeiras, leituras, relaxamentos, contato com a natureza e os seus elementos: água, ar, terra e fogo.

“Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa que fez minha rosa tão importante!” (Saint Exupery)

Quais são os quatro tipos de comportamentos atentos apresentados pelas crianças e como ajudá-las a manterem-se conectadas à sua natureza?

Atenção negligente: os olhos são dóceis, a criança demonstra apatia, expressão “apagada”, franzimento da testa. Sua aparência, em geral, é de indiferença. São indicadores que demonstram que essa criança necessita de estímulos mentais mais do que de exercícios. Sua imaginação é fértil e criativa. Parece estar sonhando o dia todo.

Atenção desigual: os olhos da criança correm de um lado para o outro, morde frequentemente os lábios, mudança de expressão fácil, mexe com frequência nos cabelos. Reagem a pequenos ruídos e a mente se distrai com facilidade. Esse é o tipo de comportamento mais comum hoje em dia. Demonstra interesse superficial, a atenção é curta, a energia é gasta sem foco. Necessita de exercícios relaxantes e aprender que relaxar é benéfico para elas.

Atenção concentrada: os olhos da criança são mais concentrados e atentos, movimentos faciais mais estáveis, sistema nervoso mais equilibrado, o que torna a aprendizagem mais fácil para ela. Realizam as atividades com regularidade e dedicação, escutam com atenção e as suas respostas são relevantes. Demonstram entusiasmo e criatividade. É importante observar se a criança demonstra conformismo em relação à rotina. Necessita de exercícios desafiadores e novos em que o relaxamento e a concentração sejam experimentados.

Atenção equilibrada: os olhos são brilhantes, demonstra sorriso no rosto e os músculos da face são relaxados, reações espontâneas e seguras. Essa criança apresenta alto grau de autoconhecimento e busca os próprios recursos para sentir-se cada vez mais segura e feliz.

É importante observar o ritmo biológico das crianças e os horários do dia e semana.

Por exemplo: na segunda-feira pela manhã, a tendência é de lentidão e certa apatia.

Quando nos mantemos atentos aos movimentos, comportamentos e estado físico dos pequenos, temos as “pistas” do que fazer para potencializar a sua natureza.

Acredito que os quatro tipos de atenção são válidos para nós adultos.

Então, o que todos nós desejamos?

Amor e respeito à nossa natureza, ao nosso estado de Ser no mundo.

Afinal, o que serve para alguns, nem sempre servirá para todos.

O desafio é respeitar a singularidade de cada criança em meio ao coletivo, seja na sala de aula, no clube, na família ou na comunidade.

Honrar cada uma delas e evitar comparações!


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Sobre o autor

Anna Maria Oliveira

Anna Maria Oliveira

Atuo como palestrante, consultora, professora formadora na abordagem meditação e yoga lúdico na educação, desenvolvida por mim. Graduada em cursos complementares, como arte contemporânea, xilogravura, educadora brincante, reiki tibetano, técnicas corporais ayurveda, instrutora de yoga na educação com crianças.

Vasta experiência em educação pública e no terceiro setor.

Realizo atendimento individualizado para profissionais da educação, utilizando a abordagem consultoria integrada experiencial.

Fundadora da Academia Confluência, escola de desenvolvimento humano para autogestão.

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