Convivendo

14 de Março: Dia Nacional dos Animais

Eles são os verdadeiros donos do planeta, os mestres da natureza, aqueles que jamais fariam mal à casa que habitam. Julgados por muitos como inferiores, os animais são, na verdade, os seres mais puros e amorosos que habitam a Terra. Tão horrivelmente atacados por nós, homens, caçados, ameaçados e muitos já extintos, apesar de não possuírem racionalidade, eles sentem, sofrem e amam, mesmo que em diferente escala. A pergunta que deveríamos nos fazer é: por que continuamos prejudicando criaturas que só estão conosco como irmãos de caminhada, e que possuem tantos direitos quanto nós de aqui estar?

O ser humano, do alto da sua suposta superioridade, aprendeu a explorar e a magoar muitos dos seus pares, o que dirá dos animais. É muito difícil esperar compaixão e piedade dos humanos, que, muitas vezes, não respeitam nem aos próprios semelhantes. O filósofo alemão Arthur Schopenhauer estava certo quando disse que “o ser humano fez da Terra um inferno para os animais”, pois a falta de legislação apropriada para protegê-los e o próprio desrespeito humano para com esses seres geraram um verdadeiro pavor nas espécies em relação a nós, humanos. Pudera: quando conquistamos sua confiança, muitos de nós os traímos. Mas não gostaria que este artigo fosse sobre a crueldade e a maldade.

Lagarto azul e cinza durante o dia
Peter Scholten/ Unsplash

Vamos louvar aqueles que tantas alegrias nos trazem: desde os insetos, tão importantes para a polinização e a manutenção da vida, passando pelos vertebrados mais simples, como pequenos anfíbios, até os répteis, as aves e os mamíferos, muitos de companhia, sem os quais não saberíamos enfrentar as mazelas do dia a dia. Sem os animais não existiríamos, e não digo isso prevendo que sem eles não teríamos os não vitais carne e leite, por exemplo. Digo isso com a certeza de que a manutenção do planeta só se dá graças às criaturas que, muitas vezes, desprezamos.

Beija flor voando ao lado de uma flor
Nathan Anderson/ Unsplash

O planeta viveria bem sem nossa presença, mas não sem a presença dos animais. Certos de que não queremos nossa extinção também, o que devemos fazer? Preservar toda e qualquer forma de vida, ainda que tenhamos dela ojeriza. Mesmo uma barata, a quem costumamos detestar, tem uma razão de ser. Ou do que se alimentaria uma fofinha lagartixa?

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Assim, vamos bem mais que comemorar esta data, fazer com que esses seres divinos sejam respeitados, valorizados e preservados. Há espaço para que convivamos em paz e harmonia, sabendo que os animais merecem a vida tanto quanto o ser humano. Possivelmente eles chegaram aqui primeiro, e no momento que o homem compreender que eles não são nossos escravos, e sim companheiros, atingiremos o tão esperado Planeta de Regeneração.

Sobre o autor

Caroline Gonçalves Chaves

Caroline G. Chaves é licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e possui especialização em Psicopedagogia e Tecnologias da Informação e Comunicação - TICs (UFRGS) e em Educação Infantil: Perspectivas Contemporâneas (Unioeste-PR). Ademais, é graduanda em Licenciatura em Letras-Língua Inglesa (UFRGS) e professora municipal da Educação Infantil de Porto Alegre-RS.
Caroline também é escritora de livros infantis e infantojuvenis, tendo lançado "Dorminhoca" (2019) e "Inverno, Verão e Livros - A História de Martina e Miguel" (2023).

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Instagram: @literatura_carol
Livro: autografia.com.br/?s=dorminhoca