Comportamento Convivendo

Ressignificar 2020 para viver um 2021 transformador

Número 2021 escrito na areia. Marcas de pés estão abaixo, seguidos por água de mar.
Kirill Ryzhov / 123RF
Escrito por Fernanda Colli

O ano de 2020 realmente ficará marcado como um ano de sobrevivência para a espécie humana. Foi um ano de perdas, construções e readaptações. O novo normal está aqui. Foram experiências boas e ruins que não iremos jamais esquecer. E é por isso que temos que ressignificar.

Quando digo ressignificar as experiências, peço aos leitores que deem um novo significado às nossas experiências. Isso serve para que possamos observar o que aconteceu sob outra perspectiva. Utilizando essa ressignificação, o que nos causa tristeza, sob outra perspectiva, pode se transformar em algo de extrema reflexão e aprendizagem, podendo ser transformado inclusive em alegria.

É essa ressignificação que nos dá coragem para começar uma grande mudança. Dia após dia vamos nos reconstruindo e superando as adversidades.

Ressignificar nunca foi tão importante para nossa evolução como nos tempos em que estamos vivendo. É essa atitude que nos torna sobreviventes, pois é ela que nos cria esperança.

Você pode escolher ser aquela pessoa que se prende em sentimentos ruins, que se perde na queixa, na resignação, nas lamúrias, não tendo tempo portanto de levantar asas para voo; ou pode simplesmente utilizar todas as experiências, sejam lá quais forem, porém sendo ressignificadas como parte do processo de metamorfose.

Mão estendida sobre paisagem de oceano.
Lukas / Pexels

Que tenhamos coragem para explorar a nós mesmos, para encontrar um sentido que nos faça ancorar a vida com mais motivação em nossas profundezas. Que a resiliência seja a palavra-chave para todo o processo de ressignificação da sociedade.

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Sobrevivemos. E seguimos em frente. Vamos nos valorizar e curtir cada momento, pois esse é único. Que venha 2021.

Sobre o autor

Fernanda Colli

Fernanda Colli é pedagoga, arte-educadora, escritora e pesquisadora da cultura popular brasileira, com atuação destacada na valorização das tradições caipiras. Especialista em Arte Educação, folclore e cultura popular, desenvolve projetos socioculturais voltados à inclusão, à identidade e ao pertencimento, especialmente em contextos escolares.

Idealizadora do Projeto Folclorear, atua na inserção de manifestações tradicionais, como a catira, no ambiente educacional, promovendo o diálogo entre saberes populares e práticas pedagógicas contemporâneas. Coordenadora de projetos no Centro de Tradições de Araçatuba e integrante de grupo de pesquisa na área cultural, também exerce papel de liderança como presidente da comissão infantopedagógica da IOV Brasil.

Como colunista, Fernanda escreve sobre cultura popular, educação, arte e identidade, trazendo reflexões sensíveis e críticas sobre a importância da memória, das tradições e da formação cultural na sociedade atual. Sua escrita se caracteriza pela defesa da cultura como instrumento de transformação social e fortalecimento das raízes coletivas.