Autoconhecimento Cidadania Comportamento Convivendo Cultura Educação Filosofia Psicologia Relacionamentos

Quem somos nós na fila do pão?

Mãos em concha seguram um coração rosa, cercadas por blocos com ícones de pessoas coloridas sobre uma superfície de madeira clara.
Aflo Images / アフロ(Aflo)/ Canva
Escrito por Jonatan Fortunato

Uma cena cotidiana. Uma pergunta direta. Um incômodo que cresce a cada linha. Estamos mesmo atentos ao que nos tornamos? Ou seguimos repetindo gestos sem perceber o impacto? Há algo essencial sendo esquecido… Você reconhece? Continue a leitura e descubra.

Percebe-se a decadência de uma sociedade quando se faz necessário bradar como um imperial pelo básico do social.

RESPEITO

Res – Pei – To

Respeito: as palavras, faladas, escritas, cantadas, choradas, respeito ao falar, ao tocar com suas palavras outra alma humana, lembrando que palavras espalhadas ao vento têm por vezes grande alcance e brutal impacto, às vezes causam dano irreversível, porém por vezes salvam vidas, e palavras devem, precisam, merecem ser ditas, bem-ditas, benditas as palavras.

Respeito: ao árbitro, ao time, ao time adversário (aliás, horrível essa palavra adversário, ao time parceiro que participa com a mesma honra de um jogo que o seu), à torcida, a minha, a sua, a do outro, ao estádio, às ruas, ao transporte, ao museu, à casa de cultura, à casa da vizinha, à senhora na rua, à faixa de pedestre, ao transporte coletivo, à vida, à condição de vida, ao saneamento básico, respeito ao básico bem feito, nada mais além de nosso direito.

Duas mãos de pessoas com tons de pele diferentes se cumprimentam com um toque de punhos, tendo o céu azul com nuvens ao fundo.
PeopleImages / Getty Images Signature / Canva

Respeito: às mulheres, nascidas em corpo ou alma, respeito aos homens que sabem ser homem, e com todo respeito aos que não sabem, é uma pena; respeito aos homens que gostam de outros homens afetivamente, homoafetivamente, sexualmente, intelectualmente, todas as mentes, principalmente as que não mentem.

Respeito: respeito à criança, à infância, ao direito mais puro da felicidade espontânea, respeito à liberdade de rir, brincar, sujar-se, machucar-se e saber que sempre terá alguém por perto para amparar, pois é direito de toda a criança ter alguém, é direito da criança chorar por um tombo, mas não de fome, não por uma agressão, não por uma humilhação, respeito por elas que são o futuro da nação, que futuro criaremos então?

Com respeito ou preconceito?

Respeito: à terra, que dá a vida, que alimenta, esta terra sofrida, explorada, que é caminho e estrada, solo sagrado, ensanguentado, deflorado, desmatado, explorado, queimado, massacrado, mas ainda assim nos acalenta, por quanto tempo seremos dignos, bem-vindos, nesta terra que nos sustenta?

Respeito: aos que se foram, às suas lembranças, memórias e ensinamentos, à cultura, à arte, à religião, à religiosidade, a toda nossa vasta diversidade.

Respeito: aos que aqui estão no dia a dia, cada um matando o seu leão, na luta por um novo tempo, uma nova nação, que ainda nem vislumbramos, futuro nessa imensa confusão.

Respeito: ao futuro incerto, pois certeza, apenas da morte e mesmo assim seu paradeiro e horário são desconhecidos, busquemos então, empunhar a bandeira do respeito na mão, abrir nosso coração, com mais generosidade e amor, pelo ser humano, pelo nosso irmão, na cruz um já morreu, no poder um subiu outro desceu e assim segue a saga, da direita para esquerda, todos pegam seu quinhão, mas quem sofre mesmo é o povo e com razão, que não tem nem ideia do futuro, da saúde, da educação, o caos está geral, não é só aqui não, o mundo se prepara para os avanços da tecnologia em violenta ascensão, mas de que adianta tanta evolução sem amor no coração?

Então me responda francamente, meu irmão: quem é você na fila do pão?

Sobre o autor

Jonatan Fortunato

Escrevo o mundo como meus olhos enxergam, as vezes em forma de texto, outras em forma de poesia.

Pegagogia
Poeta
Escritor
Terapias Alternativas
Reiki
Umbanda
Cristais
Vida energetica

#Somenteame