Autoconhecimento

Respeito: um dos maiores aprendizados da vida

Uma mão de criança e uma mão adulta, segurando uma flor amarela juntas.
Denise Mantovani
Escrito por Denise Mantovani

Na virada do ano, e aos quase 36 anos idade, me peguei pensando em qual teria sido o meu maior aprendizado no ano de 2018. Imediatamente, a palavra RESPEITO veio a minha cabeça. Isso aconteceu em um momento de grande reflexão pessoal. E confesso, não foi fácil aprender. Foi dolorido, mas extremamente necessário e gratificante.

Quando pensei na palavra respeito, logo procurei o significado no dicionário e encontrei a definição como ato ou efeito de RESPEITAR (-SE), consideração, deferência, reverência, bem como sentimento positivo por uma pessoa ou entidade. E comecei a refletir.

Mãos segurando um passarinho bem pequeno.

Inicialmente, cheguei à conclusão de que existe o autorrespeito, ou seja, o respeito por si próprio. Devemos, em primeiro lugar, nos respeitar, respeitar a nossa vida, o nosso corpo, as nossas decisões, vontades e sonhos.

Durante uma sessão de Reiki, com a mãe de uma amiga, no final do ano, ao ser questionada por ela sobre como eu estava, simplesmente comecei a chorar ao falar sobre sentimentos até então adormecidos dentro de mim. Conclui que há anos eu saboto alguns sonhos e alguns desejos. E tenho certeza de que você também! Embora eu já tenha a minha profissão, a qual eu sou muito grata e goste do que faço, sei que tenho capacidade para crescer profissionalmente. Porém, eu vinha me sabotando, arrumando desculpas e não agindo de verdade para que isso acontecesse. Comecei a agir!

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Eu, também, tenho o desejo de conhecer vários lugares. Aliás, ir para alguns lugares em 2018 foram algumas das metas traçadas e não realizadas. Não as realizei, porque gostaria que algumas pessoas fossem comigo, mas elas não tinham sonhos idênticos aos meus, e não fomos. Não foi por culpa delas que os meus desejos não foram realizados, e sim culpa minha! Ninguém tem a obrigação de sonhar comigo! Eu deveria ter ido. Sozinha. Mas ido! Bem, como já comecei a respeitar meus sonhos, algumas passagens já estão compradas e outras logo vou adquirir! Ah! Também já fiz a minha inscrição para correr uma meia maratona no Rio de Janeiro em agosto, e também voltei aos estudos de inglês.

Assim, todos temos desejos e sonhos, e não devemos deixar ninguém, nem a nossa família, amigos, companheiros interferirem na sua realização. No futuro, vamos nos arrepender. Com certeza. Posicione-se para quem quer que seja. Respeite-se! Afinal a vida é nossa, e ninguém, além de nós, vai vivê-la!

Em um segundo momento, ponderei acerca da existência do respeito ao próximo. Respeitar a individualidade de cada ser é entender que cada pessoa é única, que pensa e que age de forma diferente, e também tem limitações e capacidades. O que o outro faz, pensa ou como vive não é da nossa conta. As escolhas dos outros não são da nossa conta. Respeitar a individualidade do próximo não é nem uma questão de obrigação nossa, e sim algo que deve ser natural. Uma questão de educação talvez.

Eu sou uma pessoa muito ativa, ansiosa seria a palavra ideal, e acho que “tudo deve ser para ontem”. No trabalho, confesso, eu já critiquei, internamente, algumas pessoas por elas não terem a mesma agilidade ou talvez pressa, que eu. Enxergava isso como ausência de comprometimento. Porém, há algum tempo já pensei sobre o assunto e conclui que deve ser “cada um no seu quadrado”. Cada pessoa é um ser único e não cabe a ninguém nenhuma crítica! A essa conclusão, graças a Deus, eu cheguei há mais ou menos 1 ano, e me sinto muito melhor hoje. Aprendi a respeitar a individualidade de cada pessoa no meu trabalho. Afinal, todos temos qualidades e defeitos, e a minha ansiedade no trabalho também pode ser um defeito, não? Fazer o trabalho de uma forma não tão rápida não significa falta de comprometimento.

Duas senhoras idosas, uma está sentada e a outra em pé. A que está em pé apoia suas mãos nos ombros da que está sentada. Foto em preto e branco.

Em terceiro e último lugar, o respeito ao entrar e ao sair da vida de alguém, seja em uma relação de amor, familiar ou de amizade. Saber entrar e saber sair de forma digna da vida de alguém é algo que poucas pessoas sabem fazer. Ninguém precisa ficar em um relacionamento quando a vontade é ir embora, mas ter responsabilidade emocional e honestidade com outro é nossa obrigação. Da mesma forma, o outro deve respeitar a nossa decisão de partir. As pessoas não são produtos, mercadorias. Temos sentimentos, carregamos histórias, traumas, planos e sonhos.

Muitas vezes, a gente perde o interesse mesmo, a vontade de continuar some, o encanto simplesmente desaparece e a única escolha é ir embora. É normal não existirem mais motivos para permanecer. Mas o respeito e a honestidade devem sempre existir. Podemos escolher o tipo de pessoa que preferimos ser lembrada por alguém. Estamos cada vez menos preocupados com o sentimento do outro. Não sejamos esse tipo de pessoa.

Se hoje você desrespeita, amanhã será desrespeitado. Se hoje você faz sofrer (sem honestidade e integridade), amanhã o sofrimento chegará. O mundo gira, e se colocar no lugar do outro pode ser uma experiência dolorosa.

Sobre o autor

Denise Mantovani

Denise Mantovani

36 anos, aquariana, formada em direito, servidora pública federal, mãe do adolescente Pedro. Tentando o equilíbrio nos papéis de mãe e de mulher. Romântica, prática, sonhadora, batalhadora, corajosa, brava, audaciosa e medrosa ao mesmo tempo. Sou amor, lágrimas e sorrisos, muitos risos. Sou amiga e companheira, mas de quem merece. Sou a soma de defeitos e qualidades. Vida saudável, e meia-maratonista.

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