Muita gente associa o mantra a uma palavra ou som repetido mentalmente durante a meditação. Embora a repetição faça parte da prática, essa definição é limitada, especialmente quando observamos o papel do mantra dentro da tradição védica e da Meditação Reconhecendo o Ser.
Na tradição védica, os mantras ocupam um lugar antigo e específico. Eles são compostos por sons da língua sânscrita e utilizados em diferentes práticas. Há mantras para estudo, recitação, rituais e meditação. Cada um possui uma aplicação própria, de acordo com a tradição em que é utilizado.
Dentro da Meditação Reconhecendo o Ser, o mantra recebido pelo praticante é pessoal. Ele não é escolhido porque a pessoa gosta de determinada palavra, nem porque seu som parece agradável. O cálculo parte das informações de nascimento e utiliza princípios da astrologia védica.
É nesse ponto que astrologia e meditação se encontram dentro dessa prática.
Na astrologia védica, o momento do nascimento é utilizado para elaborar o mapa natal. Data, horário e local formam uma configuração específica, a partir da qual são observados diversos elementos presentes na tradição. Entre eles estão as posições planetárias, os signos e outros fatores considerados na leitura do mapa.
Para o cálculo do mantra, são utilizadas informações desse mapa. A tradição trabalha com correspondências entre determinados sons e elementos astrológicos. A partir desse cálculo, chega-se ao mantra indicado para aquela pessoa.
Por isso, duas pessoas que participam do mesmo curso podem receber mantras diferentes.
O mantra, então, não funciona como uma frase que precisa ser compreendida intelectualmente. Também não exige que a pessoa fique analisando seu sentido enquanto medita. O uso acontece de forma mental e natural, sem a preocupação de pronunciá-lo perfeitamente ou acompanhar cada repetição.
Na prática, o praticante começa a utilizar o mantra e permite que a atenção acompanhe esse movimento. Os pensamentos continuam podendo surgir. Não existe a tarefa de impedir que a mente pense ou de permanecer concentrado durante todo o tempo.
Essa é uma diferença importante para quem já tentou meditar repetindo frases, contando a respiração ou buscando manter a atenção em um único ponto.
Na Meditação Reconhecendo o Ser, o mantra não é utilizado como uma ferramenta para combater os pensamentos. Ele faz parte do próprio processo meditativo. Quando a mente se afasta e surgem pensamentos, o praticante simplesmente retorna ao mantra, sem precisar avaliar se está meditando bem ou mal.
Também não existe uma exigência para que o mantra seja repetido em um ritmo específico. A prática não depende de força de vontade para manter uma sequência contínua. O mantra pode se apresentar de maneiras diferentes ao longo da meditação, acompanhando o funcionamento natural da mente.
A astrologia védica entra, portanto, antes do início da prática, no cálculo individual que define qual mantra será recebido. A pessoa não precisa conhecer astrologia, estudar o próprio mapa ou entender todos os elementos utilizados nesse processo para meditar.
Ela recebe o mantra calculado para si e aprende como utilizá-lo.
Isso também diferencia essa prática de simplesmente escolher uma palavra na internet e decidir repeti-la todos os dias. Na tradição utilizada pela Meditação Reconhecendo o Ser, existe um processo específico para chegar ao mantra individual, baseado nos dados de nascimento e nos princípios da astrologia védica.
Para quem nunca conseguiu se adaptar a outras formas de meditação, esse ponto costuma despertar bastante curiosidade. Afinal, muitas pessoas imaginam que meditar exige controlar a mente, reduzir os pensamentos ou manter a concentração durante um longo período.
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Aqui, o aprendizado segue outra direção. O praticante aprende a utilizar o mantra sem transformar a meditação em mais uma atividade que precisa ser executada corretamente.
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