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Um caminho pronto é seu ou de quem o abriu? O sentido da vida e a jornada do herói

Imagem dos pés de uma pessoa olhando para o chão onde estão várias setas com diversas opções de direção, simbolizando que o caminho não está necessariamente pronto, ele se constrói à medida que caminhamos.
Mantinov / Getty Images / Canva
Escrito por Andrews Rodrigues

Seguir caminhos pavimentados traz segurança biológica, mas não preenche a alma. Descubra como o poder do mito e a jornada do herói resgatam o verdadeiro sentido da vida além do consumo e do instinto.

Um caminho pronto é seu ou de quem o abriu? O sentido da vida e a jornada do herói

O caminho se constrói quando caminhamos. Passo a passo.

Na jornada da vida, seguir trilhas prontas não constrói um herói. Basta olhar para as histórias que mais nos inspiram: nelas, as trilhas são abertas pelo protagonista que assume seu caminho.

É comum que a sociedade nos induza a seguir esses caminhos pavimentados. Nosso instinto de sobrevivência pede pelo conhecido, a segurança.

Todavia, somos animais estranhos: evoluímos para sobreviver, mas, no meio do caminho, por alguma razão misteriosa, ganhamos o livre-arbítrio, sendo capazes de poder escolher para além do instinto básico que só quer garantir a perpetuação da espécie.

Biologicamente não há mistério: o sentido da vida é sobreviver e passar os genes adiante. Porém, diferente de todos os demais animais, isso sozinho não satisfaz ao ser humano. Queremos mais, ansiamos por mais.

A busca por sentido e a força dos mitos

Durante milênios, contamos todos os tipos de histórias, ansiosos por compreender o sentido de tudo, de preencher as lacunas daquilo que nossa mente inquisidora não era capaz de entender.

Essas histórias sempre nos guiaram e ainda o fazem, influenciando nossas crenças sobre nós mesmos e o mundo e, com isso, nosso comportamento.

Toda comunidade tem sua história, e toda história influencia o indivíduo a seguir por um caminho visto como o ideal pelos membros daquela tribo.

As histórias da comunidade são importantes, porém a experiência interior de cada um não é a experiência exterior do grupo. Cada homem e mulher tem um sentido único latente dentro de si.

Desse modo, é preciso que cada um mergulhe nessa jornada individual para permitir que o sentido interior se manifeste no exterior.

Imagem de uma pessoa caminhando sozinha por uma trilha que se abre em meio a uma floresta, com o caminho desconhecido e a luz atravessando as árvores. A imagem transmite escolha, descoberta, coragem e construção de um caminho próprio.
Emanuel Stanciu’s Images / Canva

E essa é a jornada do herói. É disso que se trata o mito. Todo mito narra a aventura do indivíduo em busca de sua verdade, seja isso visto como alma, a verdadeira vontade, a iluminação ou o sentido da vida.

Narrativas que moldam o comportamento humano

Embora hoje sigamos histórias contadas pela publicidade e/ou por Hollywood, ainda somos seres buscando por sentido, todavia o temos buscado na superfície rasa de aparências polidas e vendidas como valor humano.

A história que contamos a nós mesmos importa muito. É a diferença entre a criança que teme o lobo mau e a que deseja ser como o Superman. Ela dita o que tememos e o que aspiramos nos tornar.

O mito molda a sociedade, porém hoje ela é formada por indivíduos que, mesmo sem saber, seguem histórias que não foram contadas para desenvolvê-los como vida pulsante e consciente.

No máximo, as histórias que contamos na atualidade formam consumidores consumindo cada pedaço desse oásis em que vivemos sem pensar no amanhã.

Como traçar o seu próprio caminho?

Resgatar o poder do mito como um modo de encontrar o sentido de cada um através do caminho individual traçado é essencial. Contar histórias nunca foi mero entretenimento vago, e sim um modo de moldar o comportamento de comunidades inteiras.

E te convido a refletir sobre qual narrativa comum você tem guiado sua vida e se ela realmente permite que trace seu próprio caminho.

Até a próxima.

  • Andrews Rodrigues

    Andrews Rodrigues

    Agente de Transformação
    [email protected]@o_visitante@komorebioficial@conexaocolablinkedin.com/in/andy-creatives-a776a0102serliricoficial

    A vida é algo raro e a gente parece não se dar conta disso apenas porque vivemos em um oásis onde ela é abundante.

    Quero viver em um mundo que garanta a vida no centro de todas as nossas ações. Um mundo onde possamos desenvolver o melhor do potencial humano, superando o comportamento mecânico que tem nos levado a um caminho obscuro e incerto.

    Quero viver em um mundo onde o indivíduo seja sustentado pelo coletivo, tendo espaço para crescer e fortalecer ainda mais a comunidade. Um mundo que respeite o lugar que cada um ocupa, e no qual cada indivíduo seja responsável ao assumir seu papel.

    Quero viver em um mundo possível, mas que, para acontecer, exige transformação: não no planeta em si, mas no nosso modo de construí-lo. Isso requer abandonar os velhos padrões apoiados no mero instinto de sobrevivência e assumir a plena consciência de nossas ações.

    Convido você a fazer parte desse movimento.
    Andrews Rodrigues | Escritor, artista visual e estrategista narrativo.