Um caminho pronto é seu ou de quem o abriu? O sentido da vida e a jornada do herói
O caminho se constrói quando caminhamos. Passo a passo.
Na jornada da vida, seguir trilhas prontas não constrói um herói. Basta olhar para as histórias que mais nos inspiram: nelas, as trilhas são abertas pelo protagonista que assume seu caminho.
Direto ao ponto
É comum que a sociedade nos induza a seguir esses caminhos pavimentados. Nosso instinto de sobrevivência pede pelo conhecido, a segurança.
Todavia, somos animais estranhos: evoluímos para sobreviver, mas, no meio do caminho, por alguma razão misteriosa, ganhamos o livre-arbítrio, sendo capazes de poder escolher para além do instinto básico que só quer garantir a perpetuação da espécie.
Biologicamente não há mistério: o sentido da vida é sobreviver e passar os genes adiante. Porém, diferente de todos os demais animais, isso sozinho não satisfaz ao ser humano. Queremos mais, ansiamos por mais.
A busca por sentido e a força dos mitos
Durante milênios, contamos todos os tipos de histórias, ansiosos por compreender o sentido de tudo, de preencher as lacunas daquilo que nossa mente inquisidora não era capaz de entender.
Essas histórias sempre nos guiaram e ainda o fazem, influenciando nossas crenças sobre nós mesmos e o mundo e, com isso, nosso comportamento.
Toda comunidade tem sua história, e toda história influencia o indivíduo a seguir por um caminho visto como o ideal pelos membros daquela tribo.
As histórias da comunidade são importantes, porém a experiência interior de cada um não é a experiência exterior do grupo. Cada homem e mulher tem um sentido único latente dentro de si.
Desse modo, é preciso que cada um mergulhe nessa jornada individual para permitir que o sentido interior se manifeste no exterior.
E essa é a jornada do herói. É disso que se trata o mito. Todo mito narra a aventura do indivíduo em busca de sua verdade, seja isso visto como alma, a verdadeira vontade, a iluminação ou o sentido da vida.
Narrativas que moldam o comportamento humano
Embora hoje sigamos histórias contadas pela publicidade e/ou por Hollywood, ainda somos seres buscando por sentido, todavia o temos buscado na superfície rasa de aparências polidas e vendidas como valor humano.
A história que contamos a nós mesmos importa muito. É a diferença entre a criança que teme o lobo mau e a que deseja ser como o Superman. Ela dita o que tememos e o que aspiramos nos tornar.
O mito molda a sociedade, porém hoje ela é formada por indivíduos que, mesmo sem saber, seguem histórias que não foram contadas para desenvolvê-los como vida pulsante e consciente.
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No máximo, as histórias que contamos na atualidade formam consumidores consumindo cada pedaço desse oásis em que vivemos sem pensar no amanhã.
Como traçar o seu próprio caminho?
Resgatar o poder do mito como um modo de encontrar o sentido de cada um através do caminho individual traçado é essencial. Contar histórias nunca foi mero entretenimento vago, e sim um modo de moldar o comportamento de comunidades inteiras.
E te convido a refletir sobre qual narrativa comum você tem guiado sua vida e se ela realmente permite que trace seu próprio caminho.
Até a próxima.
