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6 sinais de que é preciso desacelerar

Estresse, ansiedade, depressão, burnout, cansaço, desânimo, desmotivação… essas são algumas palavras negativas e bastante assustadoras, mas que passaram a fazer parte do nosso cotidiano, já que vivemos numa sociedade com tempo acelerado e na qual precisamos assumir muitas responsabilidades o tempo todo.

É preciso dar conta do trabalho, dos estudos, da família, do relacionamento amoroso, dos amigos, alimentar-se bem, praticar exercícios e ainda encontrar tempo para o seu próprio lazer e os seus hobbies… Não é fácil equilibrar tudo isso, então algumas vezes precisamos simplesmente desacelerar um pouco e pegar mais leve na vida.

Se você tem sentido que precisa diminuir o seu ritmo, preparamos uma lista que pode ajudá-lo a confirmar se você realmente precisa ir com mais calma e caminhar com mais leveza. Confira!

Dificuldade de concentração

Você começa uma atividade e, cinco minutos depois, já está com a cabeça em outra coisa ou querendo terminar logo? Tem dificuldade de estar com a mente no momento presente e fica vagando por outros assuntos, pelo passado e pelo futuro? É difícil, para você, acompanhar raciocínios mais elaborados ou se perde até mesmo em conversas simples? Se você respondeu “sim” para uma das perguntas, você pode estar com dificuldade de concentração.

Jovem deitada na cama deitada em sua cama de frente para seu laptop
Andrea Piacquadio / Pexels

De acordo com um estudo da UT Health San Antonio, dos Estados Unidos, publicado em 2018, pessoas com altos níveis de cortisol (hormônio relacionado ao estresse) têm volume cerebral menor e mais problemas cognitivos. Além disso, o excesso da produção desse hormônio acarreta também em perda de memória, segundo a pesquisa.

Se você tem sentido lapsos em sua memória, dificuldade de focar nas atividades que está realizando ou sente que a sua mente vaga sem destino, talvez seja hora de desocupar um pouco a cabeça e pegar mais leve consigo mesmo.

Irritabilidade

Se você explode com as pessoas que ama e logo em seguida percebe que exagerou ou se um pequeno problema faz com que você reaja de maneira excessiva, como se fosse uma situação horrorosa e complicada demais, a irritabilidade pode estar presente nos seus dias. É importante dizer que todos nós ficamos irritados — por motivos e em graus diferentes, mas ficamos —, porém se a sua irritação é frequente, extrema e desencadeada por pouca coisa, isso pode ser um problema.

Em reportagem publicada no site do HCor (Hospital do Coração, em São Paulo), o cardiologista Leopoldo Piegas afirma que o estresse é um dos principais causadores de infarto atualmente e que crises de estresse podem ter os mesmos sintomas desse problema cardíaco, como falta de ar, coração acelerado e transpiração excessiva.

Segundo ele, uma boa maneira de desacelerar a mente e diminuir os riscos de infarto e outros problemas causados por estresse é praticar exercícios físicos, o que ajuda a reduzir os níveis de estresse e fortalece o músculo cardíaco.

Alterações no sono

Caso você venha experimentando situações incômodas como insônia, sono leve, dificuldade de pegar no sono, impossibilidade de acordar ou até mesmo vontade de dormir muito mais do que o recomendado ou do que a quantidade de horas que costuma dormir, seu sono está alterado, e esse é um dos principais sintomas de problemas como crises de estresse, ansiedade e depressão.

Mulher sentada na cama durante a noite
cottonbro / Pexels

A neurologista Letícia Soster e a pneumologista Nathalia Borio, em matéria publicada no site do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, explicam que o estresse faz com que o organismo produza a adrenalina necessária para que possamos encarar a situação estressante, seja ela qual for, por isso é que o corpo pode ter esses dois sintomas: insônia, porque ficamos cheios de energia, então dormir é difícil; ou sono excessivo, porque, quando repousa, o corpo sente uma necessidade enorme de descanso.

Se você tem percebido que os seus ciclos de sono estão diferentes de como são habitualmente, talvez seja hora de diminuir um pouco o ritmo e se permitir alguns momentos de descanso.

Cansaço sem fim

Tem sensação pior do que se deitar para dormir e descansar depois de um dia cansativo e estressante, mas acordar no dia seguinte se sentindo mais ou igualmente exausto em relação ao dia anterior? Esse é outro sintoma recorrente de casos de estresse, depressão e ansiedade: exaustão.

Mulher deitada em uma mesa  demonstrando cansaço
Ron Lach / Pexels

A exaustão, também chamada de cansaço crônico, é um estado de cansaço permanente que não passa mesmo que durmamos por horas a fio ou que passemos o dia descansando o corpo e a mente com atividades que amemos.

Se sentir que essa exaustão se apossou da sua vida e é uma companhia constante nos seus dias, talvez seja hora de rever a sua rotina e repensar os seus hábitos.

Negatividade

“Ah, nem vou tentar… sei que vai dar errado” ou “eu sabia que não conseguiria!” são frases comuns na rotina de pessoas que estão passando por fases nas quais se sentem abatidas, negativas e pessimistas.

O pessimismo e a negatividade tornam-se comportamentos frequentes quando nossos níveis de cortisol estão altos porque a adrenalina nos coloca em estado de alerta e, consequentemente, passamos a ver perigos e consequências ruins em tudo o que fazemos. Independentemente das suas crenças e de achar que pensar negativamente atrai negatividade, a verdade é que, de maneira prática, automaticamente nos autossabotamos quando nos dedicamos a alguma coisa já pensando que o resultado vai ser ruim.

Pense nas suas últimas semanas e nos últimos problemas que você enfrentou e superou. Se você perceber que já entrou neles imaginando as piores consequências e que situações terríveis se formariam a partir deles, talvez seja hora de dar uma pausa, respirar e entender por que é que você tem pensado com tanto pessimismo.

Dores pelo corpo

Uma dor de cabeça mesmo que você tenha descansado e esteja dormindo bem… Incômodos nos joelhos e em outras articulações mesmo sem ter feito esforço físico ou ter tomado uma pancada… Nuca enrijecida e dor ao mover o pescoço… Esses são apenas alguns tipos de dores “aleatórias” que surgem sem ser consequência de alguma coisa e que podem ser sintomas de problemas maiores e, às vezes, ocultos.

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A aparição de dores inexplicáveis pelo corpo é um sintoma comum de doenças como depressão, ansiedade, síndrome de burnout e crises de estresse. Um estudo feito na Universidade de São Paulo (USP), em 2018, por exemplo, apontou que 62% das pessoas que enfrentam um quadro de depressão sofrem com dores. O surgimento dessas dores ainda não está bem esclarecido pela medicina, mas já é fato que nosso corpo somatiza emoções e as transforma em dores.

Caso você venha sentindo dores que não têm explicação aparente, procure um médico para entender a origem delas e, se não houver nada claro, talvez seja bom marcar uma consulta com um psiquiatra.

Em uma sociedade em que a tal correria já virou quase uma lei para todos, aceitar desacelerar e dar uma pausa pode ser difícil, mas se você vem percebendo que seu corpo e sua mente vêm sofrendo com altos níveis de estresse ou com outros problemas, repensar a sua rotina e diminuir a velocidade podem ser necessários. Se estiver confuso, procure um psicólogo e converse com ele a respeito do que você tem sentido!

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