Autoconhecimento Parapsicologia

A importância do trabalho corporal aliado ao processo terapêutico

Mulher lendo um livro.
Carla Bettin
Escrito por Carla Bettin
Muitas pessoas estão despertando para a necessidade de um trabalho terapêutico para acessar e resolver traumas e bloqueios do passado.

Hoje, me propus a escrever sobre o trabalho corporal aliado ao processo terapêutico devido a algumas leituras que tenho feito e, principalmente, pela experiência pessoal que tenho vivenciado.

Primeiro, quero colocar aqui o significado do termo “catarse”.

“Catarse é um termo de origem filosófica com o significado de limpeza ou purificação pessoal. O termo provém do grego ‘kátharsis’ e é utilizado para designar o estado de libertação psíquica que o ser humano vivencia quando consegue superar algum trauma como medo, opressão ou outra perturbação psíquica.”

Sabemos que é o subconsciente que rege nossas emoções, nosso corpo e nossa realidade.

Num estado de doença ou desequilíbrio emocional, conclui-se que o subconsciente está mal programado nesta ou naquela área e, se a pessoa, com sua função racional, não percebe o desequilíbrio, este acaba manifestando-se na sua forma física, seja em caso de doença, acidentes, questões financeiras, de trabalho etc.

Percebendo que algo está em desequilíbrio, a pessoa geralmente (o que seria recomendável) procura o terapeuta e então com a ajuda dele, aliada à sua entrega e o desejo sincero de colaborar com o processo, descobre-se qual programação está causando tal perturbação e, então, encontra-se o melhor caminho para encontrar novamente o equilíbrio e a harmonia.

Um exemplo que pode ser muito bem explicitado é o da raiva.

Mulher loira com olhos azuis.

Muitas vezes, a pessoa sente raiva e não se dá conta deste fato, principalmente quando ela vem disfarçada ou camuflada em outros sentimentos. Alguns dizem: “Sou assim mesmo e não mudo”, ou “Falo na lata o que tenho para falar”, “Sou assim porque sou do signo tal” e assim vai justificando a raiva inconsciente para não ter que mudar ou por já ter o costume de agir de tal maneira. Porém, muitas vezes, a raiva pode se expressar numa doença de pele, numa gastrite, numa dor de cabeça constante e, ao invés de procurar ajuda, a pessoa acaba medicando e não resolvendo direto na causa.

Nesses casos, medicar não cura, somente alivia os sintomas.

Identificada a raiva, a pessoa pode compreender onde se originou tal sentimento, porém, esta compreensão aconteceu a nível de consciência, o que já é uma grande evolução.

Em casos onde estes sintomas já estão a nível físico, para concretizar a cura completa é necessário que se materialize isso no seu DNA, e é aí que entra o trabalho corporal.

O trabalho corporal consiste em mexer nas células do nosso corpo e, por meio da “catarse”, eliminarmos da nossa genética os padrões atrapalhados que lá se materializaram.

Eliminar a negatividade é tão importante quanto alimentar a positividade.

Por este motivo, é muito comum que os bebês, principalmente quando ainda não sabem andar, tenham febres constantes; trata-se do corpo expurgando as impurezas e reequilibrando as células automaticamente, visto que nesta idade o bebê ainda não pode tomar a decisão e nem está ao seu alcance fazer algum tipo de trabalho corporal, então aí temos a febre em seu lado positivo. Claro que, em alguns casos, os pais devem procurar um médico, mas, na maioria das vezes, é necessário manter a calma e perceber que se trata de algo muito comum no desenvolvimento da criança.

É comum que não tenham mais tanta febre depois que começam a engatinhar e principalmente a andar e correr, pois aí o corpo está em movimento, realizando este reequilíbrio através da catarse.

Existem muitas opções de atividades que podem nos auxiliar com a vivência da expressão corporal e que podem produzir a catarse, podemos ainda escolher aquele que mais nos agrada, visto que o processo terapêutico não precisa ser um peso ou uma dificuldade, ele pode ser prazeroso e divertido. Dentre várias opções, cito: dança, yoga, artes marciais, corrida, caminhada, dinâmicas grupais, esportes, jogos cooperativos, bioenergética e por aí vai.

Eliminar a negatividade é tão importante quanto alimentar a positividade. Este trabalho pode ser feito em conjunto e vale ainda lembrar que só se expressa fora aquilo que já está em nosso interior.

Nosso corpo é uma morada sagrada, não adianta comprar móveis novos e lindos se não limpar a casa para recebê-los.

Sobre o autor

Carla Bettin

Carla Bettin

Formada em Administração e mais recentemente em Parapsicologia Clínica pela linha científica do Sistema Grisa. Atuação de trabalho com técnicas como: Reprogramação mental, análise da Tabela Familiar (Genetograma), Regressão, Hipnose, Orientação Parapsicológica individual, em grupo, familiar ou empresarial.

Carla Bettin - Parapsicóloga Clínica
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