Convivendo

A mulher

Mulheres sentadas uma ao lado da outra sorrindo
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David Hugo Peczenik
Escrito por David Hugo Peczenik

Vivemos tempos confusos, em que conseguimos pousar um robô em Marte, para analisar se um dia poderemos colonizar aquele planeta. Essa audaciosa operação foi dirigida por uma mulher. Por outro lado, mulheres em muitas partes do mundo ainda sofrem privações e violência pelo simples fato de terem nascido mulheres.

Em pleno século XXI, a imagem da Mulher ainda não é compreendida. Muitas sociedades as tratam como a parcela frágil da população, dependente da figura masculina, por isso ela é submetida muitas vezes a uma posição de desigualdade.

Eva, o nome da primeira mulher a andar sobre a face da Terra, significa mãe de tudo o que foi criado. A partir do momento em que é provado o fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, conhecido por muitos como “a queda de Adão”, a ela é atribuído o primeiro desvio da Humanidade, como se Eva tivesse sido a culpada pela expulsão do primeiro casal do Éden.

Da mesma forma que os homens, as mulheres também têm desejos.

Querem amar e ser amadas; receber flores sem motivo; sair para conversar e se divertir com as amigas; querem se sentir bonitas; querem saúde, reconhecimento profissional, liberdade financeira e viajar muito. Querem ler os melhores romances, dançar até o sol raiar, comer sem culpa, comprar sapatos e bolsas novas da loja favorita, ter sessões de massagem, jantares românticos, boas companhias e se emocionar com um belo filme.

Ademais, querem criar bem seus filhos, envolver-se com causas com as quais se identifiquem por um mundo melhor e querem levar seu conhecimento a quem precisar. Enfim, querem muito mais, pois todos nós somos feitos de desejo.

Duas mulheres sorrindo uma ao lado da outra
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Existem inúmeras publicações que versam sobre as diferenças psicológicas, comportamentais e espirituais entre homens e mulheres.

Cabalisticamente, homens representam o Desejo de Compartilhar no plano físico, enquanto as mulheres representam o Desejo de Receber.

Assim, como uma pilha que precisa ter os polos negativo e positivo para que a energia flua, são necessários esses dois tipos de polaridade, visto que ambos são vitais para o fluxo de energia espiritual no Universo.

Homens são provedores, como as usinas elétricas fornecem energia a uma cidade. As mulheres, por sua vez, recebem essa energia e atribui a ela forma ou função. Torna-se mais fácil visualizar esse conceito quando vemos um pai de família, por exemplo, chegar a casa ao fim do mês com o salário recebido. A esposa sabe exatamente como aquela energia chamada dinheiro será utilizada.

Homens fornecem recursos, enquanto as mulheres lhes dão forma e função prática.

As mulheres foram, e em alguns cantos do mundo ainda são, chamadas de “sexo frágil” por uma total ignorância a seu respeito.

Desde o ventre materno, no qual se dá a formação do feto, algumas doenças ou disfunções atingem mais os meninos do que as meninas, como é o caso do daltonismo e da hemofilia. As mulheres são muito mais resistentes à dor do que os homens.

Uma das diferenças visíveis entre os homens e as mulheres é o fato de que homens não são, em sua maioria, indivíduos capazes de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, enquanto as mulheres podem pintar as unhas enquanto assistem TV, falam ao telefone e brincam com os seus filhos simultaneamente.

Mulheres trabalhando em uma mesa
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Isso significa que as mulheres são de alguma forma melhores ou mais capazes do que os homens?

Isso significa que, assim como há funções espirituais diferentes, homens e mulheres têm naturezas espirituais diferentes. O exemplo acima ilustra essa noção na vida prática.

Enquanto homens representam a força do Desejo de Compartilhar, as mulheres são duais, isto é, têm duas funções espirituais, que é de receber e de compartilhar, o que as tornam mais complexas e sofisticadas.

Se as mulheres entendessem seu papel enquanto engrenagem no complexo mecanismo de evolução espiritual do planeta, não sofreriam tanto.

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Vocês, mulheres, vêm ao mundo para auxiliar os homens que passam por suas vidas em suas jornadas espirituais, os quais podem ser namorados, amigos, pais, irmãos, filhos ou netos.

Cada relacionamento é uma oportunidade de auxiliar o homem em sua caminhada espiritual, o que não ocorre no sentido inverso.

As mulheres, da mesma forma que os homens, não se lembram de suas missões ou de lições aprendidas no plano espiritual, por isso é comum que, ao começarem a caminhar uma senda espiritual, se perguntem se estão fazendo o seu melhor. Para esse questionamento, a Cabala propõe uma autoanálise, em que devemos nos perguntar: Será que tenho sido a melhor versão de mim mesma(o)? E a resposta passa por outras perguntas: Será que deixei de compartilhar com alguém por ter em algum momento me mantido reativa(o)? Como posso compartilhar ainda mais?

Não devemos jamais nos esquecer do ensinamento cabalístico que afirma que onde se encontram os maiores desafios e desconfortos estão as maiores oportunidades de revelar luz espiritual.

Ao longo dos séculos, mulheres assumiram o protagonismo em momentos decisivos de suas sociedades, como os primeiros indícios de que a verdade sobre as mulheres ainda seria revelada.

Sobre o autor

David Hugo Peczenik

David Hugo Peczenik

Judeu, tive meu primeiro contato com a cabala aos 8 anos, por meio do meu avô materno.

Em 1998 me afiliei à Ordem Rosacruz, onde comecei a dar palestras e cursos sobre o tema, no estado do Rio de Janeiro.

Escrevo em minhas páginas do Facebook e Instagram intituladas “O Pomar dos Aprendizes”.

Assinei uma coluna sobre cabala em um jornal online de uma cidade no Rio de Janeiro e fui convidado a escrever um artigo para uma revista de bairro de grande tiragem.

Atualmente realizo lives e dou cursos à distância.

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