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Alma gêmea existe?

Homem e mulher brancos, ambos em cadeira de rodas, o homem beijando a mão da mulher.
Viacheslav Iakobchuk / 123rf
Andrea Pavlo
Escrito por Andrea Pavlo

Confesso que fiquei com essa pergunta na cabeça por anos. Indo e voltando acreditando e desacreditando, dependendo do lugar onde eu estava frequentando ou o que eu estava estudando, e nunca chegava a uma conclusão de fato. De uns dias para cá, estudando Física Quântica e sobre como podemos criar o mundo ao nosso redor, eu finalmente cheguei a uma conclusão. Sim, alma gêmea existe, mas não é bem o que dizem que ela é.

A confusão, pelo menos na minha cabeça, sempre foi: só temos uma pessoa e, se não a encontrarmos, estamos condenados à solidão? O que me gerava um desespero enorme, já que sempre tive muito medo de ficar sozinha – crença que foi devidamente trabalhava agora. Tirada essa crença, comecei a entender que não, não existe só uma alma, um espírito capaz de nos suportar por uma vida toda. Existem várias, mas existe a certa para cada momento.

Somos energia e vibramos o tempo todo. Somos feitos, não de matéria, mas dos nossos pensamentos, sentimento e, especialmente, vibrações. Se eu pegasse o meu primeiro amor do colégio e tentasse manter um relacionamento com ele – no meu caso –, seria o caos. Seguimos caminhos absurdamente diferentes, não teria como (não que isso não seja possível, mas depende de uma série de fatores). Então, se eu sou energia, e se eu tenho uma vibração x, quer dizer que há outros seres humanos numa vibração parecida. Mas se eu mudo a minha vibração – se, por exemplo, eu subo – e aquele não acompanha, precisarei de outro.

Duas mulheres de cabelos curtos deitadas numa cama branca, com notebook, xícara e caderno ao lado.
Ketut Subiyanto / Pexels

Na minha mente, sempre fui alguém que não se acertou na vida amorosa, apesar de dois noivados e um casamento. Mas agora, repensando isso tudo, fui só uma pessoa que foi aumentando a vibração mais e mais, a ponto de as pessoas do passado não conseguirem mais preencher o espaço. Não se iludam, não estou sendo a gostosa que só evoluiu. Alguns dos meus amores também cresceram mais do que eu, em certos momentos, e aí era eu que não me encaixava mais.

Apesar dos sofrimentos que eu passei nas separações – por conta daquele medo da solidão –, hoje eu olho e penso: “É, não daria certo com ninguém”. Não teria como, a não ser que realmente andássemos juntos. Nunca fiz questão de ficar parada no mesmo lugar para manter alguém comigo. Muito pelo contrário, sempre cometi o erro de tentar carregar a pessoa comigo, e, claro, ninguém é obrigado a ir para o mesmo caminho que eu.

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Mas e aí, então existe alguém que vai caminhar junto com você, que é alma gêmea? Sim, sabe por quê? Porque eu posso criar isso. Posso fomentar a minha energia, para me trazer alguém disposto e disponível a caminhar junto, na mesma frequência. Parar de querer encaixar energia diferentes, de não evoluir para “esperar” alguém ou querer evoluir rápido demais para acompanhar alguém. Sim, até existe um átimo em que isso acontece, mas o importante é: eu posso ter mais equilíbrio nisso. Posso encontrar essa pessoa que vibra igual ou pelo menos parecido. Então, isso é alma gêmea, e não a novela das oito ou o príncipe da Disney. A confusão é queremos alguém pronto, mas não vibramos nisso. Assim, poderemos atrair a alma gêmea, ou mesmo aquela que ficou no passado, quem sabe. Mas alguém que realmente seja uma alma companheira nas nossas vidas.

Sobre o autor

Andrea Pavlo

Andrea Pavlo

Psicoterapeuta holística, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e outros assuntos de várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa. Mãe da Nina, de quatro patas, gosto de viajar, ler e sempre continuar estudando.

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