Espiritualidade

Ano novo tibetano

Burning oil lamps at religious temple. India
Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Em que ano estamos? 2016, você provavelmente responderá. Mas, e se eu te dizer que também estamos no ano 2143, o ano do Macaco de Fogo? Pois é, esta é a contagem de acordo com o ano novo tibetano. Em fevereiro do nosso calendário teve início um ano novo para os budistas tibetanos.

Baseado no calendário lunar, diferente dos países ocidentais que seguem o calendário solar, as celebrações do Losar (que significa “a chegada do Ano Novo”) iniciaram no dia 9 de fevereiro e tiveram a duração de 15 dias. A cada ano ela acontece em uma data diferente, mas sempre coincidindo com a chegada da lua nova, que por si só já representa a renovação.

As celebrações geralmente são iniciadas no fim do ano anterior e continuam durante a entrada do novo ano. As primeiras são feitas com o intuito de purificar e de deixar no ano corrente todas as energias negativas que possam ter sido acumuladas. Também visam a preparação do espírito para o novo ano que se inicia. As celebrações recorrentes dão as boas-vindas e festejam a chegada de mais um ciclo.

Os budistas tibetanos acreditam que todas as ações, sejam elas positivas ou negativas, têm um peso muito maior neste período e, por isso, intensificam a peregrinação entre os templos e também aumentam a quantidade de rituais e sagrados que fazem aos deuses. É época de renovação e de refazer os pedidos e metas para o próximo período. Todas as ações são multiplicadas em cerca de 100 milhões de vezes, segundo a crença tibetana.

O período de comemoração do Losar é visto também como dias de purificação de almas. Os budistas tibetanos fazem oferendas dos mais diversos tipos: preces, luzes, incensos, flores e até mesmo doações em dinheiro. Elas visam a promoção de sentimentos puros como generosidade, companheirismo, paz, compaixão e até mesmo a integração entre as pessoas.

É também a época em que são renovadas as bandeiras de oração comumente vistas em templos e casas dos budistas tibetanos. Também conhecidas como “cavalos de vento”, as bandeiras carregam os pensamentos, intenções e pedidos dos fiéis. As do ano anterior já foram levadas para longe com todo o vento que passou por elas durante o período.


Texto escrito por Roberta Lopes da Equipe Eu Sem Fronteiras

Sobre o autor

Eu Sem Fronteiras

Eu Sem Fronteiras

O Eu Sem Fronteiras conta com uma equipe de jornalistas e profissionais de comunicação empenhados em trazer sempre informações atualizadas. Aqui você não encontrará textos copiados de outros sites. Nossa proposta é a de propagar o bem sempre, respeitando os direitos alheios.

"O que a gente não quer para nós, não desejamos aos outros"

Sejam Bem-vindos!

Torne-se também um colunista. Envie um e-mail para [email protected]