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Budismo Tibetano

O budismo é uma filosofia de vida que vai muito além da religião, e tem inúmeras vertentes, cada qual com sua complexidade. O budismo tibetano, por exemplo, é uma linha que envolve a religião e a cultura tibetana com muita profundidade. Leia nosso artigo sobre o assunto e tire todas as suas dúvidas!

O budismo tibetano é uma vertente do budismo caracterizada por uma natureza mística mais marcante. Também é conhecido por vajrayana ou lamaísmo (este nome é derivado do termo “lama”, que significa “mestre”, já que nessa linha há uma ênfase na relação entre os alunos e os lamas).

O termo “budismo tibetano” só é reconhecido no Ocidente. Os orientais não distinguem budismo tibetano e budismo indiano, pois não há distinção entre essas duas correntes.

No budismo tibetano, são empregados exercícios de meditação na forma de rituais aprimorados, que integram leitura dos saddhanas (textos litúrgicos), estímulo de visualizações mentais, acompanhadas de instrumentos musicais. Essa vertente também é conhecida pelo apurado senso artístico, expressado por meio da pintura, escultura e de outras formas de arte.

Mahayana – o exercício da compaixão

O budismo tibetano segue o pensamento do Mahayana (do sânscrito, significa “O Grande Veículo” – usado para carregar todos os seres sencientes para o nirvana, liberando-os da dor e do sofrimento). Também conhecida como Maaiana, é uma abordagem que enfatiza especificamente as quatro qualidades incomensuráveis (amor, compaixão, alegria e equanimidade) e as seis perfeições (exatamente nesta ordem, pois cada uma depende

da anterior: generosidade, ética, paciência, energia, concentração e sabedoria).

Dalai-lama

Foto da representação de Dalai Lama

O dalai-lama é a figura que representa o budismo tibetano. Trata-se de um importante monge da escola Gelug, considerado uma liderança espiritual e autoridade religiosa. Para personificar o dalai-lama, há uma tradição iniciada no século XIV em que um líder tibetano é reconhecido como a figura tal.
O primeiro da sucessão foi Gedun Drub, e atualmente, na posição 14ª da linha sucessória, o dalai-lama chama-se Tenzin Gyatzo, nascido no Tibete e exilado na Índia. Ele tem uma jornada consolidada na busca pela paz, tendo recebido, em 1989, o prêmio Nobel da Paz, em razão de sua campanha não violenta para dar um fim à dominação chinesa do Tibete.

Símbolos auspiciosos do budismo tibetano

Existem oito símbolos auspiciosos no budismo tibetano. Esses símbolos representam os presentes ofertados pelos deuses ao Buda Sakyamuni assim que ele alcançou a iluminação.

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Saiba um pouquinho sobre cada um deles a seguir:

Flor-de-lótus

O lótus é uma flor que nasce no pântano, ainda assim é dotada de uma beleza extraordinária. Simboliza a ideia de que a pureza pode se manter intacta mesmo em meio a turbulências mundanas. Simboliza também a renúncia, pois essa flor “renuncia” ao solo, já que suas raízes estão na lama profunda, e ela cresce através da turva água, resplandecendo linda e perfumada.

Roda do Dharma

Também conhecida como Dharmachakra ou Chak Chak em tibetano, a Roda do Dharma é um símbolo do budismo que representa os caminhos do Buda à iluminação. O símbolo é marcado por uma roda com oito raios, representando o Caminho Óctuplo: compreensão correta, pensamento correto, fala correta, ação correta, meio de vida correto, esforço correto, atenção correta e concentração correta.

Banner (ou bandeira) da vitória

Também chamado de estandarte da vitória, simboliza a vitória de Buda sobre o demônio Mara, Senhor das Ilusões e tudo que ele representa: a luxúria, a paixão, o orgulho e o medo da morte. Simboliza, de forma básica, a libertação da crença de uma ilusão criada por nós e considerada como verdade.

Nó sem fim

É uma forma geométrica constituída de vários nós sem começo ou fim, numa continuidade infinda. Representa a ideia de que sempre que algo é finalizado, algo novo é iniciado, começo e fim se confundem, pois não se sabe onde um termina e onde o outro começa. Também simboliza a sabedoria perene de Buda. Além disso, o nó serve como um lembrete de que o tempo não é linear, mas cíclico.

Dois peixes dourados

Para os hindus, significam boa sorte. Representam a felicidade plena, a fertilidade e a abundância daqueles que vivem no “oceano de samsara” (samsara, do sânscrito, significa “fluxo contínuo”, engloba todos os ciclos de renascimentos assumidos por um indivíduo).

Vaso de tesouros

Esse símbolo remete ao formato do ventre, tido pelo budismo como o centro onde nasce toda a criação. É também o artigo que guarda a abundância e todo o conhecimento do Buda. Um instrumento que simboliza vida longa e prosperidade.

Os “tesouros” guardados nesse vaso podem incluir manuscritos, estátuas, objetos rituais, textos sagrados, instruções de meditação e outras relíquias espirituais.

Guarda-sol

Esse símbolo representa a proteção contra o sofrimento, que é um grande enfraquecedor dos seres. Em sânscrito, é chamado de “chattra”, e em tibetano, “gtsug-lag-khang”. Além disso, o guarda-sol é frequentemente associado à honra e ao respeito às lideranças espirituais, como o próprio Buda. Muitos adeptos ao budismo também utilizam o guarda-sol como um símbolo que desvia os obstáculos materiais da vida cotidiana.

Concha branca

Sua espiral tem o formato no sentido horário. Representa o som do dharma despertando os seres da ignorância. O som, melodioso, atravessa distâncias enormes, e é um chamado à prática do bem para todos os seres.Combinação entre filosofia budista e cultura tibetana

Várias conchinhas brancas
Ylanite de pixabay

É isso que se dá quando a sábia filosofia budista combina elementos com a vasta cultura tibetana: riqueza em simbologias, significados, ensinamentos e, principalmente, profundidade espiritual.

O budismo tibetano é uma ferramenta poderosa quando se trata da busca pela compaixão e paz mundial. Não à toa, é uma vertente do budismo que se popularizou muito no Ocidente.

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