Autoconhecimento Saúde Integral

Apêndice: você conhece a importância desse órgão?

“Qual é a função do apêndice? Inflamar.”, diz uma velha piadinha sem graça. A palavra “apêndice”, inclusive, refere-se a algo que não é essencial a uma obra, por exemplo, porque apenas a complementa de maneira discreta. Diferentemente de órgãos como coração, pulmão e rim, o apêndice não tem uma função extremamente relevante no corpo humano, mas isso não significa que ele não sirva para nada, sabia?

Sim, a função dele é discreta e sua remoção não faz a falta que faria a remoção de um dos rins ou dos pulmões, mas o apêndice tem, sim, uma função e preparamos este artigo para mostrar a você quais são as funções e os principais problemas dele e de que forma você pode evitar que algo de ruim aconteça com o seu apêndice. Confira!

O que é o apêndice?

O apêndice é um órgão em formato de tubo, tem cerca de 10 cm e está ligado à primeira parte do intestino grosso, muito perto do local onde intestino grosso e intestino delgado se conectam. O mais comum é que ele esteja posicionado na região inferior direita da barriga.

Apesar de ser conhecido há séculos, não há consenso a respeito das funções exatas do apêndice, por isso é comum que se fale dele como um órgão desnecessário ou sem função nenhuma. Para entender por que há esse “preconceito” com o apêndice, precisamos compreender sua importância (ou desimportância) na evolução humana e as descobertas mais recentes a respeito de algumas de suas funções.

O apêndice e a teoria da evolução

Primeiramente, discutamos a respeito da teoria evolucionista, a mais aceita pela ciência quando o assunto é biologia. O apêndice não tem nenhuma função vital para o ser humano atual, mas isso não significa que tenha sido sempre assim. Estudos especulam que o apêndice servia para digerir alimentos no passado, especialmente nos tempos em que o ser humano, independentemente de sua espécie, alimentava-se de plantas. Segundo esses estudos, o apêndice tinha a função de ajudar na digestão das partes mais duras dos vegetais, como as raízes e as cascas.

Gengibre cortado ao meio e posicionado em cima de uma mesa
congerdesign / Pixabay

Com o passar dos séculos, porém, a dieta dos seres humanos sofreu diversas alterações, incluindo especialmente alimentos de digestão mais simples, com os quais o próprio estômago conseguia lidar. Por causa da exclusão desses alimentos mais duros da dieta dos seres humanos, o apêndice foi deixando de ser um órgão essencial, tornou-se cada vez menor, perdeu qualquer tipo de função específica e tornou-se um órgão vestigial, isto é, estruturas atrofiadas, sem função evidente no organismo.

Quais são as funções do apêndice?

Como descrito anteriormente, o apêndice perdeu suas funções vitais, ou seja, aquelas que só ele era capaz de fazer e que, sem sua efetividade, o ser humano tinha sua qualidade de vida prejudicada, mas isso não significa que ele não tenha função nenhuma. Recentemente, tornou-se praticamente consenso na medicina que o apêndice contém células linfoides, que são muito importantes no combate a infecções, então o apêndice pode ter um papel bastante relevante no sistema imune.

Modelo molecular de anticorpos que participam da defesa imunológica. Molécula de imunoglobulina, ilustração 3D
drmicrobe / 123RF

De acordo com as pesquisas, essas células começam a se acumular no apêndice desde o momento do nascimento, o que ajuda na maturação de outras células do sistema imune e colabora na formação de anticorpos do tipo IgA, essenciais para eliminar vírus e bactérias das mucosas (olhos, boca e órgãos genitais, por exemplo).

Além disso, de acordo com outros estudos recentes, o apêndice funcionaria como um depósito de bactérias boas para o trato digestivo, especialmente para o intestino. Quando o corpo sofre uma infecção que causa alterações na microbiota do intestino, como uma diarreia intensa, essas bactérias boas armazenadas no apêndice entram em jogo, sendo liberadas por ele para que possam crescer e se desenvolver novamente no intestino, substituindo aquelas que foram eliminadas por causa da infecção e funcionando como um probiótico.

Apendicite

Bastante conhecida, a apendicite é o principal problema de saúde relacionado ao apêndice. A apendicite nada mais é do que a inflamação do apêndice, que pode causar dor intensa na parte inferior direita do abdômen, além de febre, náuseas, vômitos e ausência de apetite. Cerca de 11.6 milhões de pessoas sofrem crises de apendicite todos os anos, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde dos Estados Unidos da América, publicado em 2015, mas somente cerca de 50 mil (0.4%) morrem por causa de complicações dessa inflamação.

A apendicite é sempre causada por um bloqueio da cavidade do apêndice. O motivo desse bloqueio varia; o mais comum é que fezes calcificadas façam isso, mas ele também pode ser causado por inflamações do tecido linfoide causadas por tumores, cálculos biliares, parasitas e infecções virais. Quando ocorre esse bloqueio, seja lá qual for o motivo dele, ele provoca aumento da pressão no apêndice, diminuindo o fornecimento de sangue aos tecidos do órgão e dando espaço para o crescimento de bactérias que causam a apendicite.

Mulher com dores abdominais
Kindel Media / Pexels

Com esse bloqueio, é reduzido o fornecimento de sangue aos tecidos do órgão, o que potencializa o crescimento de bactérias que causam a apendicite. Se a inflamação não for tratada, o apêndice pode romper, libertando as bactérias em toda a cavidade abdominal e provocando dores abdominais intensas, que podem ter complicações graves e até mesmo levar à morte se não for tratada a tempo.

O tratamento mais comum para a apendicite aguda, caso com extrema dor e em que a inflamação já dura algum tempo, é a remoção cirúrgica do apêndice, numa cirurgia com uma ou mais de uma pequena incisão para remover o órgão. Sua remoção não causa nenhum malefício. Essa cirurgia diminui qualquer risco de morte e de outras eventuais complicações causadas pela inflamação. Em casos mais simples, antibióticos podem ser ministrados para evitar que o caso se transforme em uma necessidade cirúrgica.

O apêndice na Linguagem do Corpo

Segundo Cristina Cairo, especialista em Linguagem do Corpo, uma técnica que relaciona problemas físicos a causas emocionais e sentimentais, uma pessoa que sofre com apendicite sofre, na verdade, com um receio de seguir seus próprios caminhos, então esse conflito obstrui o canal da felicidade. Geralmente, uma pessoa que sofre com essa inflamação tende a guardar mágoas e a achar que merece seu sofrimento.

Outras causas da apendicite, segundo a Linguagem do Corpo, incluem ter poucos momentos de lazer, diversão e prazer e de se agarrar a algum relacionamento ou a alguma profissão que, ainda que seja frustrante, representa uma zona de conforto que, infelizmente, não é mais útil, então deve ser descartada.

Três bolinhas com desenhos de expressões para representar emoções
Gino Crescoli / Pixabay

Invasão e infecção por bactérias, de acordo com esse estudo, são consequências de desarmonia emocional. É preciso, portanto, após o susto de uma crise de apendicite, mudar a maneira de pensar e de agir, aceitando a felicidade e relaxando em seu tempo livre. Permita que a paz invada o seu coração.

Por fim, é importante eliminar as mágoas por meio do verdadeiro perdão e ampliar seus conhecimentos a respeito de si mesmo, reconhecendo o seu potencial para viver mais feliz ao lado das pessoas que ama.

Apesar de já ter sido confirmado pela psicologia e pela medicina tradicional que as emoções influenciam, sim, o estado físico do nosso corpo, jamais substitua uma consulta médica e os exames que serão solicitados após essa sessão por teorias sem comprovações científicas, como é a Linguagem do Corpo. Procure, antes de mais nada, um profissional, porque já deu para entender que um caso de apendicite aguda não tratado pode até mesmo resultar em morte.

Você também pode gostar

O que fazer para ter um apêndice saudável?

Ainda que o grupo mais propício a desenvolver apendicite seja o de adolescentes e o de jovens adultos que tenham idade próxima a 30 anos, todos podem ser afetados por essa inflamação ao longo da vida, então provocar meios de preveni-la é essencial. Uma boa maneira de fazer isso é inserir alimentos ricos em fibra na sua alimentação, porque as fibras, quando ingeridas, facilitam o trânsito intestinal e reduzem o perigo de obstrução do órgão. Tomar água é outro conselho bastante recomendado.

Por fim, nenhuma dieta balanceada evita um caso desse de acontecer, já que outros tipos de problemas podem causar a apendicite, então é necessário ter conhecimento de seus sintomas e correr para um pronto-socorro caso esteja sentindo alguns deles.

Ainda que não tenha uma função definida e vital ao corpo humano, aprendemos que o apêndice realiza pequenas tarefas, como a de repor bactérias que foram removidas no momento em que o intestino precisou “se limpar”, como numa diarreia. Por isso é importante cuidar da sua alimentação e ficar esperto aos sintomas para evitar que os casos fiquem mais agudos ou acabem até mesmo causando a morte. Evite a apendicite e cuide do seu apêndice!

Sobre o autor

Eu Sem Fronteiras

O Eu Sem Fronteiras conta com uma equipe de jornalistas e profissionais de comunicação empenhados em trazer sempre informações atualizadas. Aqui você não encontrará textos copiados de outros sites. Nossa proposta é a de propagar o bem sempre, respeitando os direitos alheios.

"O que a gente não quer para nós, não desejamos aos outros"

Sejam Bem-vindos!

Torne-se também um colunista. Envie um e-mail para colunistas@eusemfronteiras.com.br