Autoconhecimento Psicanálise

Ciúme, o que ele fala sobre mim

Ana Cerqueira
Escrito por Ana Cerqueira

Olá, meus queridos do Eu sem Fronteiras! É com muita alegria que escrevo novamente para vocês.

Um dos grandes vilões que atrapalham e muitas vezes destroem um relacionamento é o ciúme. Aquela sensação de angústia, de sofrimento e desespero nos domina e é como se a gente não enxergasse nada além disso. É como uma prisão onde tudo que acontece só fortalece a nossa crença de que estamos certos, de que estamos sendo enganados pelo outro.

Mas o que o ciúme representa?

O ciúme pode ter origens diferentes, hoje vou escrever sobre três delas.

  • Posse

Já começo falando que posse não é amor! Quando achamos que alguém nos pertence estamos apenas atendendo a nossa necessidade egocêntrica de ter. Acreditamos que o outro é como se fosse uma coisa, um objeto, um brinquedo, com o qual fazemos o que queremos, ligamos, desligamos, mudamos de lugar. Queremos que o outro faça tudo exatamente como desejamos, que atenda todos os nossos quesitos egocêntricos e quando ele não age desta forma enlouquecemos, nos sentimos enganados. Afinal, como pode um brinquedo ter vontade própria, não é?

Close up shot of young woman hugging her boyfriend. Young couple in love embracing outdoors.

  • Insegurança

Outra origem do ciúme pode ser a insegurança. Por não confiarmos em nós mesmos e por não nos percebermos bons o suficiente, sempre achamos que o nosso parceiro (a) pode encontrar alguém melhor e nos trocar. Estamos sempre atentos ao menor sinal de que algo está errado e que a qualquer momento a troca acontecerá. Transformamos o relacionamento em algo tenso, uma expectativa absurda e um sofrimento constante.

  • Projeção

A projeção é quando transferimos para o outro o nosso próprio conteúdo, a nossa poligamia. Já quero deixar claro aqui que todos nós temos, e que ela só varia de tamanho em cada um, o que não nos torna melhores e nem piores que ninguém. Projetamos no outro o que nós mesmos gostaríamos de fazer, mas que talvez não fazemos porque isso choca com os nossos valores. Essa causa é muito comum no ciúme, mas é preciso um grande trabalho de autoconhecimento para perceber e aceitar.

Seja qual for as opções acima, deu para perceber que o ciúme não tem nada a ver com o outro e sim com nós mesmos. É preciso muita coragem para se avaliar e assumir qualquer uma delas, mas a transformação que pode ser feita quando você se propõe a isso é maravilhosa. Ser feliz é se libertar de todas essas características egocêntricas que alimentamos a cada dia, ser feliz é amar sem esperar nada em troca, na certeza de que se o amor for verdadeiro ele volta por vontade própria e não por nossa imposição com o ciúme.

Não acredite nas frases populares de que um pouco de ciúme faz bem, não faz. Ciúme não quer dizer que o outro te ama mais e sim que te ama menos, pois ama mais a ele. Ciúme é prejudicial, é pesado. Amor é leve, amor deixa ir, amor respeita. Pensem nisso.

Um grande beijo no coração de vocês e até a próxima!

Sobre o autor

Ana Cerqueira

Ana Cerqueira

Sou Psicanalista Clínico, com especialização em Métodos de Acesso Direto ao Inconsciente. Tenho graduação em Publicidade e pós-graduação em Comunicação Digital. Sou Autora do Blog “Amor pela Psicanálise”.

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