Autoconhecimento Comportamento

Como está a relação com sua criança interior?

mulher com tranças no cabelo refletindo a sombra de uma criança na parede
Alex Bascuas / Canva
Escrito por Ana Paola Lamanna

Sofremos assim como adultos em busca de pai e mãe enquanto não resolvemos nossas “pendências infantis”.

Todos nós, sem exceção, temos feridas, traumas remanescentes de nossa criança ferida. Enquanto não se olha para ela em sua dor, ela se oculta sofrendo com transferências, projeções e expectativas frustradas.

Adultos que ainda se recusam a olhar para sua criança ferida temem que sua ferida seja tocada, sofrem de um vazio emocional ou existencial, agindo inconscientemente, muitas vezes, tentando compensar com coisas materiais, distrações, vícios, compulsões, distúrbios alimentares etc.

Tentamos nos preencher com aquilo que achamos que nos faltou na infância, com atenção, cuidado, amor, parceiro ou parceira, chefes, filhos, círculos de amizades etc.

Não é saudável e justo que passemos a assumir ou cobrar dos outros que assumam esse lugar por nós. Como afirma a letra de uma das canções de Pitty: “Não é minha culpa sua projeção”.

Padrões se repetem e geram essa confusão de projeções e pessoas “fora de lugar”, desconectadas do seu propósito, da sua individualidade, ou seja, perdidas.

Nossa criança interior clama ser vista, amparada e somente à nós cabe essa tarefa.

Reconhecer em nos abastecer daquilo que ainda achamos que nos faltou, abraçar e acolher com amor nossa criança interior nos libera para avançarmos mais fortes na caminhada da vida.

Podemos nem saber exatamente o peso do que estamos carregando e da dimensão de como nos afeta, afinal, cada pessoa se sente de um jeito, por isso é essencial entrar em contato com nossa criança interior ferida.

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Caso precise de orientação para lidar com isso, a terapia breve de constelação é ótima para estabelecer essa aproximação e esse contato. Ajuda-nos a compreender nossas questões mais profundas e a agir da melhor forma para cuidarmos de nossa criança interior; e, como adultos, a trabalhar o amor-próprio, o autocuidado e a autoestima, para que a vida flua mais leve e equilibrada, sem levá-la a sério demais ou de menos.

Leve-se a sério para entrar em contato com isso e, ao se sentir preparado para conduzir sua criança, saberá como agir.

Sobre o autor

Ana Paola Lamanna

Quando iniciei esse caminho de autoconhecimento, notei que não existem coincidências. E quando me tornei terapeuta, percebi que não seria diferente. A área de desenvolvimento humano me fascina. Cheguei a um ponto da minha vida em que tive que dar uma pausa em tudo e quebrar paradigmas, ouvir o que minha alma pedia para me conectar mais comigo mesma. Foi quando conheci a constelação, o método sistêmico que me reconectou com minha essência. A experiência de ser constelada foi tão profunda e de tal transformação em minha visão de vida e de mundo, que determinada fiquei a estar do outro lado — de fato me conectei com muito amor a essa profissão e, dessa forma, tornei-me consteladora. Venho da área do Direito e pretendo dar uma chance de exercer a advocacia agregando o conhecimento sistêmico para me voltar a dedicar ao direito de forma humanizada, mais conhecido como direito sistêmico. Procuro pesquisar e estudar além do conhecimento sistêmico para aplicar em meus atendimentos, enfim, tudo que me permita utilizar o máximo em benefício do desenvolvimento humano e da descoberta do poder pessoal; por exemplo: psicossomática, leitura corporal, traços de caráter etc. Acredito que quanto maior o conhecimento que o profissional tem, maior a probabilidade de ajudar seu cliente a se expandir além do que se possa imaginar. Espero que cada vez mais pessoas busquem e se interessem em conhecer e se maravilhar com esse método tão revolucionário e, ao mesmo tempo, tão essencial nesta época conturbada em que vivemos. OBSERVAÇÃO: Realizo atendimentos online.

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