Autoconhecimento Convivendo

Crenças limitantes

Uma parede de tijolos laranjas com um grande buraco. Dentro do buraco, é possível ver um homem num topo de um penhasco com o punho para cima.
Silvia Jara
Escrito por Silvia Jara
Uma das frases que mais escutamos nesses tempos, especialmente para aqueles que estão na vibe do autoconhecimento, do despertar, é: “você precisa limpar as crenças que te limitam”. Parece que estamos chovendo no molhado: de novo esse papo de crenças?

Até aí, tudo bem! Você que está lendo isso, provavelmente acredita e compreende que somos seres cujo inconsciente vai se formando desde crianças por meio de percepções que guardamos de tudo que nos cerca. Essas informações são passadas pelos nossos pais, pela mídia, pela escola, pelo sistema, pelo inconsciente coletivo e por tudo e todos que se conectam conosco.

Nosso subconsciente vai guardando algumas “verdades” que nos parecem absolutas e que ficam lá guardadinhas num programinha sobre o qual a vida vai rodando. E serão ativadas toda vez que estivermos diante de uma situação onde esse conhecimento parecer útil. Pode ser uma palavra, um som, um cheiro, um gesto, qualquer coisa pode deflagrar essa memória.

Algumas são positivas e nos ajudam a crescer e nos desenvolver, mas outras podem nos paralisar.
 Toda vez que algo trouxer uma dessas crenças à tona, de forma inconsciente, nos sabotaremos não deixando que todo nosso potencial floresça, fazendo com que a gente perca oportunidades de uma vida plena em todas as áreas. Essas crenças mascaram nossa dificuldade em mudarmos nossa vida, em não estarmos dispostas a sair da zona de conforto e experimentar o novo.

Um punho fechado de uma mão humana brotando do chão como se fosse uma árvore crescendo das raízes.

 

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E o que a transição planetária tem a ver com isso? Tudo! Como podemos querer mudar um planeta se não damos conta de mudar aquilo que limita nossa própria consciência? Aquilo que nos impede de ir adiante? A mudança do planeta só ocorre com nossa mudança pessoal, com a coragem de olhar com verdade e carinho para nossas próprias questões. Criamos o mundo em que vivemos e a faxina começa em casa!

Mas, quais são essas crenças? Como posso identificá-las? E, identificando-as, o que faço para limpá-las?

Hoje vamos pensar um pouco nas crenças que podem interferir em nossos relacionamentos?

Quantas de nós já não se perguntou: por que é que não encontro ninguém para dividir a vida comigo? Ou ainda, encontra alguém, mas na hora de estabelecer algo mais sério algo acontece e a relação não vai para frente? E assim, ficamos presos numa visão vitimizada de nós mesmos, sem conseguir encontrar o fio da meada que nos levaria a uma resposta.

Agora, e se, ao invés de apenas perguntar com o olhar da vítima, você buscar outras perguntas que possam jogar luz sobre a questão?

Procure um momento em que possa estar sozinha, feche os olhos e faça algumas respirações até que se sinta calma e comece a se perguntar, se permitindo escutar a resposta verdadeira, aquela que lhe causa alguma sensação ou sentimento:

– Como me sinto quando estou sozinha, o que ganho por estar sozinha? Exemplo de resposta: eu me sinto dona de mim, posso fazer o que eu quiser, sem ter que dar satisfação a ninguém. Ninguém conduz minha vida. Posso ser do meu jeito.

– Qual é o pior de estar sozinha? Exemplo de resposta: Não ter ninguém para compartilhar.

– Quando isso aconteceu a primeira vez comigo? Exemplo de resposta: quando meus pais se separaram.

Pernas de uma menina deitada no gramado de pés descalços e um pedaço do vestido rosa florido a mostra. Ao lado, está seu par de sapatilhas vermelhas.

 

Se estiver bem focada e presente em seus sentimentos e respostas, perceberá que as crenças acima funcionam como uma defesa contra a ideia de ser controlada, para o sofrimento da perda, contra o medo de ser abandonada, para o fato de não confiar em ninguém para compartilhar sua vida.

Hora de limpar! Procure frases que transmutem essas crenças negativas: “Não posso ser eu mesma”, “Não sei compartilhar minha vida com ninguém”, “Não posso confiar em ninguém”, em outras afirmativas positivas e repita para você mesma: “Eu sei ser eu mesma”, “Eu sou capaz de compartilhar minha vida com alguém, sem deixar de ser eu mesma.”, “Sei que é possível confiar em um parceiro (a).” Ah! Lembre-se em suas afirmações que o cérebro não processa a palavra NÃO. Reconhecer isso fará com que atue vivamente na limpeza de suas crenças, através de afirmações positivas que são validadas pelo cérebro e utilizadas por diversas técnicas terapêuticas como a PNL, o ThetaHealing, a Constelação Sistêmica, o EFT, entre outras. Cada uma a seu modo, mas todas focadas na mudança desses padrões.

É algo trabalhoso, que exige nosso empenho com a verdade, mas, uma vez limpas, estamos liberados para o novo

Sobre o autor

Silvia Jara

Silvia Jara

Depois dos dois primeiros anos do Eu Sem Fronteiras, resolvemos atualizar nossas informações e isso foi um belo exercício de reflexão!
Nosso propósito sempre foi ajudar as pessoas na busca do autoconhecimento e eu, pessoalmente, não fiquei isenta disso.

Contato:
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Em meu perfil anterior disse: “olhando para trás percebo que, em minha vida, as coisas sempre aconteceram de maneira fluida, sem muito planejamento, embora tenha verdadeira admiração pelo planejamento ‘das coisas'”. Hoje entendo que foi o foco no presente que me fez seguir o fluxo da vida em muitos momentos, sem me preocupar com o ontem ou com o amanhã. As coisas caminharam como deveriam ser.

Minha paixão pela publicidade se transformou na paixão por pessoas, comportamentos, sentimentos, atitudes e, principalmente, na capacidade e necessidade do ser humano de se comunicar, compartilhar e crescer. Minha formação acadêmica em Publicidade não mudou, mas minha formação humana tem sofrido diversas e importantes mudanças no sentido de compreender que sozinhos não chegaremos longe. Somos um sistema e como tal, precisamos uns dos outros.

Minha capacidade analítica e observadora, aplicada à Pesquisa Qualitativa de Mercado que, até então, me serviu para compreender o comportamento de consumo das pessoas e grupos, agora parece muito mais voltada a me compreender, a olhar para dentro de mim e buscar minha essência verdadeira. É praticamente impossível ficar ilesa, isolada e desconsiderar tantas informações e conteúdos com os quais lidamos no dia a dia de nossa redação.

Hoje entendo que o trabalho em áreas comerciais, marketing de empresas, agências de publicidade e a atuação em pesquisa de mercado estavam me preparando para esse mergulho no autoconhecimento. Nada é coincidência!

A curiosidade pelo mundo espiritual, pela meditação, pela metafísica, pela energia vital está se transformando em novos conhecimentos e práticas: Reiki, Apometria, Constelação Familiar, Thetahealing, PNL, EFT, Florais e tantas outras técnicas. Sigo acreditando que o questionamento, a busca de informação e a vivência me levarão a conhecer minha missão de vida, meus caminhos e minha plenitude.

Trabalhando no Eu Sem Fronteiras desde 2014, tenho aprendido muitas coisas, vivenciado outras tantas e não sei onde isso chegará! O que me importa é continuar nessa busca. É um caminho sem volta no qual o grande objetivo é aceitarmos que somos sujeitos de nossa própria vida, os únicos capazes de transformá-la.

Grande abraço e muita luz!