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Curso de “desprincesamento” no Chile

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Desde pequena, a menina é condicionada a ter atitudes que remetem a princesas: estar adequada aos padrões sociais, ser delicada, depender do sexo oposto sempre (tanto nas decisões quanto na vida), se submeter e consequentemente se sentir inferiorizada.

As princesas, apesar da atitude delicada e educada, sempre são agraciadas com príncipes encantados e fadas madrinhas, o que faz pensar que tudo se resume a isso.
O efeito disso na mente das meninas é diverso e muitas vezes negativo, pois muitas vezes elas crescem tendo em vista um padrão único de feminilidade, o que não é real, e muitas vezes criam um sentimento de inferioridade e de má aceitação do corpo ou a fragilização, mesmo que inconsciente, dele.

No Chile, iniciou-se um projeto de “desprincesamento”, onde o objetivo é fazer com que jovens aprendam a se tornar mulheres livres de estereótipos e que sejam empoderadas e independentes, sem que se precise da aprovação do sexo oposto.

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Primeiramente, as meninas recebem aulas diferentes, como de defesa pessoal, artes marciais, exercícios físicos, atividades artísticas, música, dança e outras. Essas atividades visam desenvolver a psique feminina e retirar o estereótipo de fragilidade que tanto acerca o sexo feminino. Também é trabalhado o quesito psicológico e a principal questão que tem assolado a maioria das meninas: “O que é ser mulher?”

De certo modo, avaliamos que somos diferentes do nosso sexo oposto, seja biológica ou psicologicamente, porém temos as mesmas capacidades e até mesmo qualidades e diferentes aspectos, que há muito têm sido desvalorizados e esquecidos pelas mulheres e que devem ser relembrados e reconsiderados no meio social de forma a retirar o pré-conceito sobre o sexo feminino.

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Assim, o processo de desprincesamento vem auxiliando jovens a conquistar e perceber que são capazes de mudar a visão sobre a mulher no âmbito social, para que de princesinhas vistas como frágeis passem a ser o que realmente são: mulheres empoderadas.


Texto escrito por Giulia Maquiaveli da Silva da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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