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Ego coletivo vs ego individual

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Falar sobre o intelecto humano não é das tarefas mais fáceis, ainda mais quando se trata das diferenças comportamentais do indivíduo isolado ou presente em sociedade. O assunto é abordado pelo escritor alemão Eckhart Tolle, autor de “O Poder do Agora“, que aborda justamente essas questões relacionadas aos sentimentos individuais e coletivos presentes dentro de nós.

ego coletivo pressiona a nossa personalidade.

É preciso racionar o que, de fato, nos mobiliza internamente e o que é fruto das relações sociais. Muitas vezes, a relação entre os dois sentimentos age em sincronia, mas, em alguns casos, isso não acontece e nossa postura acaba sendo influenciada, mesmo que inconscientemente, pelo pensar coletivo. Por exemplo: uma sociedade que tem, como valores, características negativas como inveja, ira, ambição, egoísmo etc., deverá impactar, em diferentes graus, cada uma das pessoas presentes nesse universo.

Da mesma forma que esse ego coletivo pressiona a nossa personalidade, o mesmo acontece com os demais, mas cada um da sua maneira. Até mesmo sentimentos iguais podem se manifestar de formas distintas nos indivíduos.

Na obra “O Despertar de Uma Nova Consciência”, Tolle trabalha justamente essa temática. E se, num determinado momento, percebemos que o nosso comportamento coletivo trabalha atendendo aos anseios da sociedade, mas que eles se contrapõem aos nossos valores individuais? Ou seja, quando ocorre aquela “caída de ficha” em que nos damos conta de que estamos privilegiando agradar aos outros do que a nós mesmos.

“Um ego coletivo costuma ser mais inconsciente do que os indivíduos que o constituem. Por exemplo, as multidões (entidades egóicas coletivas temporárias) são capazes de cometer atrocidades que a pessoa sozinha não seria capaz de praticar. Vez por outra, os países adotam um comportamento que seria imediatamente reconhecido como psicopático numa pessoa”, explica o autor.

Retratando para um exemplo do cotidiano, vamos imaginar um grupo de torcedores cometendo atos de vandalismo na arquibancada. Muito provavelmente, se estivessem sozinhos ou com outras pessoas que não compactuassem com esse tipo de comportamento, tal selvageria não aconteceria. Embora não seja uma regra exata, uma sociedade que compartilha valores positivos terá uma chance maior de formar homens dignos.


Escrito por Diego Rennan da Equipe Eu Sem Fronteiras

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