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Entenda a tanatofobia, o medo de morrer

Mulher com expressão facial preocupada. Ela está deitada em uma cama.
agenturfotografin / 123RF
Escrito por Eu Sem Fronteiras

Algumas pessoas morrem de medo de morrer! Acha isso loucura? Entenda a tanatofobia, o medo de morrer e conheça diagnóstico, sintomas e tratamentos.

Conheça a tanatofobia

Antes de explicarmos o que é tanatofobia, precisamos entender o que é fobia. Fobia é diferente de medo, pois este surge em decorrência de um perigo real. A fobia é um pavor inexplicável de situações, lugares, animais e objetos que não oferecem nenhum risco. O extremismo desse pavor o transforma em algo assustador ou até mesmo impede o indivíduo de realizar tarefas ou ir a locais corriqueiros.

A palavra tanatofobia é de origem grega. Thanatos é o filho de Nix (noite) e irmão de Hipnos (sono). O personagem da mitologia foi gerado sem a ajuda de nenhum deus e mora no reino dos mortos. Nas esculturas, é sempre representado como uma pessoa de rosto pálido coberto por um véu, olhos fechados e segurando uma foice.

A fobia da morte pode estar ligada a traumas e também ao peso que ela carrega, pois geralmente não somos educados para entendê-la com serenidade. É comum os adultos comunicarem a morte para as crianças com eufemismos do tipo “foi morar no céu”, “foi morar com Deus” e coisas do tipo. Não que seja errado explicar a morte usando conceitos religiosos, porém é preciso tratar o fato como uma decorrência da vida.

Sintomas de tanatofobia

Pessoas com sinais de tanatofobia entram em pânico apenas de ouvirem falar a palavra morte. Fogem de filmes, novelas, exposições que tratem ou façam leves menções ao assunto. Mesmo sem qualquer contato com o tema, o tanatofóbico tem pensamentos recorrentes que paralisam sua vida. Quem sofre com essa condição apresenta alguns sintomas físicos e mentais:

  • Boca seca, sudorese, tonturas, tremores, palpitações, náuseas, sensação de asfixia, ondas de frio, dor no peito, formigamento e dormência;
  • Dificuldade para diferenciar realidade e ilusão;
  • Medo de perder o controle e enlouquecer;
  • Evitar sair de casa e vontade de fugir de onde está.
Mulher cabisbaixa com as mãos sobre a face.
Kat Jayne / Pexels

Diagnóstico de tanatofobia

O diagnóstico de tanatofobia é difícil, pois o transtorno pode ser confundido com depressão e bipolaridade, visto que ambos têm como sintomas pensamentos negativos recorrentes, ansiedade extrema, delírios e perda de interesse na vida. A auto-observação do paciente é decisiva, pois ele precisa informar tudo o que sente e os impactos dos sintomas em sua vida.

As características da tanatofobia também podem ser confundidas com problemas enfrentados em doenças físicas, como esquizofrenia e Alzheimer. O psicólogo deve levar isso em consideração e pedir ao paciente para realizar exames clínicos. Descartados quaisquer problemas físicos, o tratamento começa e, em alguns casos, é feito em conjunto com o psiquiatra.

Tratamento de tanatofobia

Existem várias opções para tratar a tanatofobia. Confira!

Programação neurolinguística: a PNL consiste em reprogramar a mente para mudar padrões negativos de pensamentos. Expressões negativas como “nunca”, hipóteses e frases superlativas como “já disse milhares de vezes” são excluídas do vocabulário.

Terapia cognitivo-comportamental: foca no problema atual e como a visão sobre a vida interfere na vida da pessoa. A terapia cognitivo-comportamental é parecida com a programação neurolinguística, pois na TCC também há um treinamento para eliminar pensamentos negativos.

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Terapia comportamental: o problema presente é analisado sob o viés de situações anteriores não resolvidas.

Meditação e exercícios de respiração também podem entrar no tratamento como terapias auxiliares.

O medo de morrer e qualquer outra fobia devem ser tratados. Se você ou algum conhecido precisa de ajuda, mas não tem condições, saiba onde conseguir tratamento gratuito.

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