Espiritualidade

Estrada Iluminada – Ofensa. Dor. Veneno.

Homem e mulher discutindo. A mulher aponta o dedo para a cara do homem, enquanto este levanta os braços em sinal de irritação.
Nilton C. Moreira
Escrito por Nilton C. Moreira
Interessante notar que somos testados a todo o momento em nossas atitudes, comportamentos, maneiras de pensar, estados de ânimo e em muitos outros sentimentos. Esse teste faz parte da vida, pois viemos ao mundo para, em comunidade, apararmos arestas, e é comum sermos mexidos em nosso íntimo por questões das mais diversas. Basta que nos contrariem, não tendo as mesmas ideias, que passamos a nos fechar e ver na outra pessoa, alguém que estaria contra nós. Isso é muito comum nas questões que envolvem espaço, poder, vitrine e os que mais se ofendem, são os orgulhosos.

Vemos muitas pessoas que não sabem o que se passa dentro de seu próprio lar, mas preocupam-se com a vida alheia tentando incutir suas ideias e costumes, sendo que jamais serão dignas de crédulo, pois se suas próprias vidas são desalinhadas, como seguir seus parâmetros?

Duas mulheres sentadas a mesa tomando café. Uma delas mexe no celular com feição de indiferença. A outra olha para o lado oposto, com os braços cruzados, incomodada.

Quando somos ofendidos, o ideal é tentar respirar fundo e refletir, se pudermos, de como Jesus agiria em tal situação, já que o Mestre é que nos forneceu as diretrizes para nossa vida através do Evangelho. Se conseguirmos ter a serenidade no momento da ofensa, certamente conseguiremos passar sem deixar que aquela energia viciada, contida nas palavras ou gestos que nos são desferidos, nos atinja psiquicamente e repercuta no corpo físico.

Existem pessoas que nem precisam ouvir ou ver uma fisionomia sisuda de determinada pessoa. Basta ser receptiva e sentirá como que sendo atingida por dardo magnético a lhe alcançar, tendo como sintoma dores musculares, dor de cabeça, mal estar, enjoo, tonteira, taquicardia ou apenas aflição.

Homem de idade com a mão no rosto em sinal de dor e cansaço.

Sabemos o que as palavras contêm, mas não sabemos o que contém nos pensamentos de cada um que se dirige a nós ou até mesmo nos abraça, ou aperta a nossa mão traiçoeiramente. O gesto muitas vezes não vale tanto como o pensamento alheio que se acerca de nós, já que isto é energia. Uma prova de que pensamento é energia pura, é o porquê das orações serem atendidas.

Muitas das pessoas que nos ofendem estão adoentadas, vivem em direto confronto consigo mesmas, são pessoas perdidas, sem rumo e que não acharam ainda as razões pelas quais vieram à Terra. Vão passar esta reencarnação sem somarem nada na sua evolução espiritual e certamente são sofredoras, por isso destilam veneno e, se conseguirmos com a serenidade, anular essa emissão energética equivocada, certamente sentir-nos-emos maiores perante as questões complexas de nosso Planeta, e cada vez mais nos fortificaremos.

Duas meninas ao fundo fazem fofoca sobre outra garota, mais a frente. O rosto desta expressa desconforto, enquanto a das duas outras, estranhamento e superioridade.

A gente tem a teoria de que não devemos levar desaforo para casa, mas toda vez que revidamos, estamos deixando que o desaforo, que nada mais é do que energia viciada, nos envolva, e acabamos levando sim para casa, essa emanação e dividindo com familiares, causando problemas em casa, que é o objetivo do ofensor. Calar é a melhor defesa.

Possamos procurar o equilíbrio e a harmonia diante das ofensas e certamente sentiremos menos dor. Ignore: o veneno só nos atinge se o ingerirmos. A vida se encarrega do ofensor. Jesus nos proteja a todos.


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Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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