Autoconhecimento

Estrada iluminada – Sorte, graça, azar, acaso…

Homem de terno com a mão atrás das costas com os dedos cruzados em sinal de sorte.
Nilton C. Moreira
Escrito por Nilton C. Moreira


A cada momento damos conotação de sorte, azar, acaso, graça, bênção ou desgraça aos acontecimentos em nossa vida, pois não podemos negar que quando as coisas estão bem, repentinamente acontece um fato que nos causa surpresa e até mal-estar, se for de consequências mais graves.

Mas é isso, a vida neste Planeta é cheia de surpresas, principalmente desagradáveis, pois aos bons momentos geralmente não se dá o valor devido, por acreditarmos que isso é normal, quando na realidade, normal é acontecerem turbulências em nosso caminho.

Sempre dizemos que não existe sorte, azar, acaso ou graça, mas sim merecimento. Tudo de ruim que nos acomete está atrelado ao nosso proceder, que pode ser relativo a esta vida ou a vidas anteriores. A nós parece que somos mais devedores do que credores, pois os acontecimentos ruins são em maior número que os bons.

Um trevo-de-quatro-folhas, símbolo de sorte, verde e úmido sobre fundo preto.

Todos os inconvenientes que nos são acometidos acontecem na proporção exata de incômodo. Até o fato de escangalhar um aparelho eletrônico em nossa casa em razão de um relâmpago faz parte do contexto de nossa existência. Normalmente dizemos que tal aparelho queimou por termos o deixado ligado no momento da tempestade. Isso é verdade, se não estivesse ligado não queimaria, mas possibilitamos com a nossa invigilância o resgate ou prova que tudo faz parte da lei maior de ação e reação.

Vamos caminhando pela calçada e em dado momento tropeçamos, caímos e torcemos o tornozelo, ou até quem sabe quebramos um braço. Vamos culpar a ruim condição da calçada, ou quem sabe a anomalia do nosso sapato, ou ainda a falta de atenção no caminhar. E muitos ainda culpam o prefeito pelo desnível do terreno. Na verdade, fomos relapsos no caminhar por algum motivo, mas poderíamos ter caído e nada acontecer! Mas não. Houve uma consequência maior, isto porque existe a lei de causa e efeito que naquele momento se pronunciou.

Dois dados sobre uma superfície preta com as faces de número seis viradas para cima, representando o acaso.

Enfim, nossa vida está atrelada a acontecimentos que alguns não entendem suficientemente, e que se relacionam com a vida do espírito que somos cujo princípio já viveu várias vidas e continuará por muitas ainda, só que nesta está habitando um corpo perecível como o nosso. Sendo este o Princípio Inteligente do Universo, Criado para ser eterno, deverá moldar-se em suas atitudes para que a próxima vida seja menos penosa do que esta, e certamente será merecedor de fatos menos desagradáveis, e que ao tropeçar na calçada, sofra apenas o desconforto da vergonha, mas jamais ferimentos graves.

É evidente que temos que achar desculpas para tudo o que acontece de ruim em nossa vida. Temos que ter o motivo, principalmente para justificar aos outros, quando na verdade somos impotentes em evitar que a maioria dos males nos acometa.

Então é bom lembrar que devemos colocar muita transpiração nos nossos objetivos, pois não existe sorte, graça, azar ou acaso.

Paz a todos. 

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Sobre o autor

Nilton C. Moreira

Nilton C. Moreira

Policial Civil, natural de Pelotas, nascido em 20 de maio de 1952, com formação em Eletrônica, residente em Redentora (RS), religião Espírita, casado.
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