Filosofia

A contribuição dos filósofos em defesa do respeito às opiniões alheias

Ilustração de Voltaire
Luis Lemos
Escrito por Luis Lemos

Desde o ano de 2018, principalmente depois da eleição do atual presidente do Brasil, o país vem enfrentando um momento político e econômico muito delicado. Esse cenário de instabilidade já afeta os lares de milhares de brasileiros, devido ao aumento do desemprego e à recessão da economia.

Mas, além da atual crise, outro fator vem se tornando motivo de debates entre as pessoas: a intolerância as opiniões alheias.

Duas pessoas discutindo em um restaurante.

Nesse sentido, eu pergunto a você, caro leitor, o que deve ser feito para minimizar ou acabar com estes conflitos?

Steve Jobs dizia: “Não deixe o barulho da opinião dos outros abafar sua voz interior. E mais importante, tenha a coragem de seguir seu coração e sua intuição”.

Sem querer ser pessimista, parece que essa guerra está só começando. Todos se acham no direito de opinar sobre tudo e sobre todos.

Para muitos, as redes sociais são as armas escolhidas para o conflito. Nelas, os exemplos se multiplicam a todo o instante. Por causa de divergências de opinião nas redes sociais, antigas amizades são desfeitas. Agressões e até violência física são praticadas.

Homem gritando no telefone.

Sobre todos os pontos de vista, é preciso ser racional.

É preciso ensinar e aprender que o respeito às opiniões alheias deve prevalecer. O que isso significa? Que não vale a pena brigar por opiniões divergentes. Devemos, sim, respeitá-las, pois o pluralismo pode ser sinal de inteligência.

O filósofo francês Blaise Pascal dizia que “O coração tem razões que a própria razão desconhece”.

Ou seja, devemos deixar de ser juízes dos outros e amar mais.

Duas pessoas se cumprimentando no meio de uma estrada. Uma delas usa uma burca.

Sim, ter razão nem sempre significa que você está certo! A razão é apenas uma ferramenta para se chegar à verdade das coisas, do autoconhecimento. De acordo com a ciência moderna, a opinião não faz a humanidade evoluir. Por isso pessoas inteligentes evitam emitir opiniões.

As redes sociais são o território das opiniões, das mais variadas formas e tipos. Por isso o filósofo polonês Zygmunt Bauman disse: “As redes sociais deram voz aos imbecis”.

Daí a necessidade do diálogo.
 Do respeito às opiniões alheias. Assim, o respeito às opiniões diferentes só será possível quando nos colocarmos no lugar do outro. É preciso entender que a liberdade de expressão, que está garantida no Art. 5º, § 1º da Constituição Federal, é um direito fundamental de todos.

No entanto, é preciso respeito e responsabilidade por aquilo que pensamos, falamos e escrevemos. O respeito é a porta de entrada para a convivência saudável!

O filósofo francês Voltaire dizia: “Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”.

O povo brasileiro precisa passar, urgentemente, da mera opinião nas redes sociais para o respeito às ideias divergentes.


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Sobre o autor

Luis Lemos

Luis Lemos

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Graduado em Filosofia pela Universidade Católica de Brasília (UCB); Bacharelado em Filosofia pelo Centro do Comportamento Humano (CENESCH).

Professor de Ciências Naturais na Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED/AM). Professor de Filosofia da Educação, Ética e Filosofia Jurídica na Faculdade Martha Falcão/Devry Brasil.

Tem experiência na área de Filosofia da Ciência, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente com os temas: Educação, Ensino de Ciências, Epistemologia, Ética e Ética Profissional.

Autor dos livros: O primeiro olhar – A filosofia em contos amazônicos (2010); O segundo olhar – A filosofia em temas amazônicos (2012); O terceiro olhar – A filosofia em lendas amazônicas (2014); O homem religioso - A jornada do ser humano em busca de Deus (2016).