Autoconhecimento

Gênero fluido: Identidade em movimento

Pessoas de gênero fluido desafiam as convenções binárias de gênero, navegando entre identidades de gênero de forma fluida e autêntica. Merecedoras de respeito e aceitação, sua jornada de autodescoberta é única. Celebrar a diversidade de identidades de gênero enriquece nossa compreensão da humanidade, promovendo inclusão e igualdade. Entenda mais sobre esse universo agora!

Você já imaginou quantas pessoas teriam se identificado como gênero fluido se esse termo tivesse surgido há mais tempo? Os relatos indicam que a palavra genderfluid (gênero fluido em inglês) surgiu nos anos 1990. Em 1999, já existiam citações ao termo em livros.

Felizmente, de lá para cá, pessoas de gênero fluido têm sido mais reconhecidas, aceitas e respeitadas dentro e fora da comunidade dentro da sigla LGBTQIAP+. Em 2014, o próprio Facebook incluiu a classificação entre as 50 opções de gênero disponíveis. Se você se identifica com a fluidez de gênero ou se apenas quer saber mais sobre o assunto, continue lendo este artigo!

O que é gênero fluido

Gênero fluido.
Brit Worgan de Getty Images / Canva

O gênero fluido abrange todas as identidades de gênero que passam por mudanças de tempos em tempos. Considerando-se que o sistema de sociedade é binário, ou seja, separado em feminino e masculino, indivíduos do gênero fluido não se identificam apenas com os dois extremos e podem mudar de ideia.

As mudanças podem ser graduais ou súbitas, constantes ou não, entre gêneros definidos ou indefinidos, para um ou mais gêneros ou influenciadas por questões sociais, hormonais, climáticas, e por aí vai.

Na prática, pessoas desse grupo podem construir o próprio gênero de forma fluida ao longo da vida ou explorar diversas expressões até encontrar uma mais estável. Além disso, elas também podem se identificar com vários marcadores de gênero ao mesmo tempo.

Gênero fluido: pronomes

Em relação aos pronomes, não há uma regra. Como há muita fluidez nessa identificação de gênero, diversos pronomes diferentes são aceitos. Eles podem ser masculinos, femininos, neutros ou, ainda, variar de acordo com a expressão daquele indivíduo.

Em geral, o pronome mais comum é o “elu/delu”. Tratando-se de um grupo, pode ser utilizado também o “todes” ou “todxs”. Mas essa é uma decisão muito individual, que depende da preferência de quem está sendo chamado.

Na dúvida, não existe segredo: pergunte. Ninguém gostaria de ser chamado por aquilo que não é. Então, um simples questionamento, como “quais são os seus pronomes?”, costuma resolver o impasse.

Gênero fluido: bandeira

Bandeira gênero fluido
Изображения пользователя Volha Bubnova / Canva

Assim como as demais identificações de gênero presentes na sigla LGBTQIAP+, o gênero fluido possui uma bandeira própria. Ela serve como uma maneira de reconhecimento do grupo e orgulho por poderem se expressar da forma como bem entendem.

Tudo sobre outros tópicos da comunidade LGBTQIAP+

A bandeira gênero fluido foi criada em 3 de agosto de 2012 por JJ Poople, no blog genderfluidity. Ela representa a flutuação e a flexibilidade do gênero nas pessoas que assim se identificam. São cinco cores presentes no estandarte, cada uma com seu significado:

  • Rosa: o rosa representa todo o universo ligado às mulheres, como a feminilidade que pode ou não estar presente em pessoas de gênero fluido.
  • Branca: o branco representa a ausência de gênero, ou seja, a não identificação com nenhum dos gêneros já descritos.
  • Roxa: o roxo é a mistura do universo masculino e feminino, interligando as características associadas à masculinidade e à feminilidade.
  • Preta: o preto, ao contrário do branco, representa a combinação de todos os gêneros, reunindo todos eles sob sua simbologia.
  • Azul: o azul, no extremo oposto do rosa dentro da escala da binariedade, faz alusão ao universo dos homens, trazendo a masculinidade que também pode ou não estar presente em pessoas do gênero fluido.

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Atualmente, existem muitas pessoas que se identificam como parte do gênero fluido, inclusive celebridades. Miley Cyrus, Erza Miller e Cara Delavigne são algumas delas. O grupo não pretende influenciar o gênero de outras pessoas, sendo apenas mais uma forma de expressão. E quando um indivíduo encontra a sua maneira de existir no mundo, isso traz benefícios psicológicos, sociais, educacionais, financeiros, biológicos e muitos outros. Por isso, se você acredita se identificar com o gênero fluido, não tenha medo de ser feliz exatamente do jeito que você é!

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