Empoderamento Feminino Relacionamentos

Liberte a mulher selvagem!

Silhueta de mulher com os braços abertos num campo.
olegdudko / 123rf
Andreia Ferrari
Escrito por Andreia Ferrari

Relacionamento abusivo não é somente aquele que termina em violência física, mas que também culmina na pressão psicológica do dia a dia, na palavra que fere e no que é dito nas entrelinhas…

Então tô aqui com um farolete na mão pra gente descobrir se você está vivendo um relacionamento tóxico.

Topa?

Pensa aqui comigo, você está diante de um relacionamento tóxico se:

  • Aceita ser menos do que é porque ouve dentro de você as imposições de uma sociedade castradora que impõe um padrão de beleza, que te remete a se comparar com outras mulheres, fazendo com que você sinta que está num corpo errado e então o outro pode abusar à vontade, porque na tua cabeça é uma grande sorte ter um homem que se interesse por você!
  • Quando não conhece teu próprio corpo, então permite ser tocada de uma forma que não gosta;
  • Aceita ter uma relação sexual mesmo sem estar com vontade, por causa da convenção do matrimônio/relacionamento, de chantagem emocional do parceiro ou porque aprendeu na tua família que este é o papel de uma mulher!
  • Aceita o padrão da “mulher perfeita”. Sabe aquela do comercial? Aquela “mulher maravilha” que deixa a casa um “brinco”, leva as crianças pra escola, vai trabalhar, volta, faz comida, toma banho, se empeteca toca e fica lindona pro marido! Ah, e ainda tem que estar com aquele baita “tesão”!

Bom, eu poderia ficar escrevendo aqui quinhentas páginas, mas certamente não daria conta de catalogar todos os abusos que sofremos nessa sociedade patriarcal…

Se você se identificou com qualquer um destes parágrafos acima, você está vivendo, sim, um relacionamento tóxico! E sabe com quem? Em primeira instância, consigo mesma!

Silhueta de mulher olhando o pôr-do-sol.
Sasha Freemind / Unsplash

Você está sufocando sua mulher selvagem, suprimindo seu grito de gozar a vida como seu instinto visceral pede! Chame do que preferir: intuição feminina, instinto, voz interna… O fato é que aí dentro de você tem uma mulher selvagem, sua essência natural, que sempre aponta com uma fisgada no peito quando se sente invadida…

A maior violência é aquela que fazemos conosco quando morremos pra entrar numa caixinha em busca de ser aceita pelo OUTRO! Isso não minimiza qualquer tipo de violência que você tenha sofrido, pois se alguém te fez mal merece, sim, ser responsabilizado por isso! Não é sua culpa, ok?

O sinal de alerta é sobre o quanto você está sendo tóxica consigo mesma! É sobre o quanto entregamos nosso poder em um relacionamento, muitas vezes em troca de migalhas de afeto…

Você merece mais de um relacionamento, mas enquanto estiver se relacionando consigo mesma de maneira tóxica, agressiva e sem amor, atrairá relacionamentos afetivos na mesma frequência, então se sentirá abusada, invadida e violada!

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Alguns homens temem a mulher selvagem, porque ela não pode ser domada. Então, minha querida, pare de se autoflagelar e de ficar esperando que alguém te salve deste naufrágio! Você pode!

Este barco vai afundar uma hora ou outra… Então é bom você já pular e começar a nadar, porque você só vai se sentir oceano quanto se integrar a ele!

Está se sentindo uma gotinha d’água pequena, frágil e amedrontada? Chame, então, a tua mulher selvagem! Ela vai te fazer lembrar que dentro de ti há a potência do mar aberto. Pare de sufocar a voz interna que sussurra, que às vezes grita e uiva te pedindo liberdade.

Quer se libertar de relacionamentos tóxicos e abusivos? Então liberte sua mulher selvagem!

Pule já deste barco furado! Abre os braços e nade!

É no nada e na incerteza desse “marzão” aberto e cheio de infinitas possibilidades que você vai achar o seu porto seguro! Sabe por quê? Porque não há o que achar! Você já é o seu porto seguro.

Mulher branca de braços abertos numa praça com folhas caindo em cima dela.
bruce mars / Unsplash

O empoderamento feminino e a libertação da mulher

Quando uma mulher nasce, ela aprende, a partir de uma sociedade patriarcal, que deve crescer e buscar um homem com quem se envolver romanticamente. Desde a adolescência, muitas famílias cobram as meninas para que elas busquem uma relação estável, mas nem sempre informam sobre os perigos que o envolvimento com outra pessoa pode trazer.

Infelizmente, muitas mulheres acabam presas a relacionamentos que não lhes fazem bem, apenas para cumprir o papel que lhes é imposto pela sociedade. Abrem mão do próprio bem-estar, da própria segurança e da própria saúde mental porque acreditam que estão cumprindo aquilo que uma mulher deve fazer. A combinação entre machismo e relacionamentos amorosos nunca terá um final feliz.

Com o empoderamento feminino, porém, essa realidade pode mudar. Esse conceito do movimento feminista tem como objetivo, entre outras coisas, mostrar para as mulheres que elas são capazes de viver de forma independente, sem a necessidade de um relacionamento. Isso porque elas são muito mais do que o envolvimento amoroso que escolhem ter.

As mulheres podem ter uma carreira de sucesso, viver sozinhas aproveitando o mundo ou desempenhando as atividades que gostam, sair com amigos e com amigas, ser livres para pensar, agir e se comportar de acordo com as próprias vontades. E nada disso depende de um homem ou de um relacionamento para acontecer! Uma mulher nunca deve viver em função de outra pessoa, mas de si mesma.

Em outro sentido, as mulheres que entendem o empoderamento feminino e o seguem no cotidiano são responsáveis por auxílio no processo de libertar as outras mulheres de relações tóxicas. Por exemplo: você é uma mulher empoderada e reconhece o seu valor. Porém, tem uma amiga ou uma parente que ainda não chegou a esse nível de desconstrução, e percebe que ela continua em um relacionamento tóxico porque tem medo de ficar sozinha e, consequentemente, ser menosprezada pela sociedade. Ajude-a! Mostre que ela é inteligente, poderosa, independente e que pode fazer qualquer coisa sem um relacionamento, principalmente se esse relacionamento lhe fizer mal.

É a partir do empoderamento que é possível promover a libertação da mulher. Ela toma consciência de que as imposições que recebe desde criança não são a realidade e muito menos uma regra, e que elas podem subverter a lógica machista com igualdade e liberdade, encerrando relacionamentos que só as prejudicam, sem a justificativa de mantê-los porque esse é o papel que elas devem cumprir.

Liberte a mulher selvagem, desague nela! O mar aberto te espera…

Qualquer dia desses a gente se encontra nesse mar, afinal somos gotas do mesmo oceano!

Sobre o autor

Andreia Ferrari

Andreia Ferrari

É terapeuta holística , tecendo a harmonização do ser por meio de terapias vibracionais e de frequência do som, coaching emocional e técnicas de programação neurolinguística.

Master Practitioner em PNL, Coach Emocional, Praticante de terapias vibracionais há mais de 20 anos.

Facilitadora do “Curandeiras”- Círculos do Sagrado Feminino. Idealizadora dos projetos “Cantos e Encantos” e “Chá de Amor”- acolhimento para gestantes, canalizadora de cantos de cura, formada na Arte do Ser Cantante por Cecília Valentim.

Além disso, também atua como Coach de empoderamento feminino, Master Practitioner em PNL, Barras de Access, Terapeuta Holística e Vibracional.

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