Autoconhecimento Coaching

Mercado de trabalho: Agindo por conta própria



Onoticiário dos jornais especializados em carreira e negócios tem mostrado que os executivos estão preocupados com a segurança de seu emprego nestes tempos de turbulência econômica, e mais ainda aqueles que estão em busca de uma recolocação no mercado.

Em alguns casos os sinais de deterioração ou possível perda de emprego vão aparecendo aos poucos, e com isso o executivo pode se preparar melhor para uma mudança futura. Nesse caso, deve-se pensar num plano B estruturado e planejado, para evitar surpresas desagradáveis no futuro.

No caso de uma demissão inesperada, a situação fica um pouco mais difícil, principalmente se não houve tempo para uma preparação adequada. Numa situação como essa, reporto-me a um artigo recente com o título: Perdi o emprego – como o coaching pode me ajudar?

E qualquer um dos casos, seja uma possível demissão à vista ou então já efetivada, o coaching poderá auxiliar a definir objetivamente quais são as competências atuais da pessoa e escolher as metas e objetivos profissionais a serem alcançados. Definirá um plano de ação para se atingir a meta escolhida e também buscará identificar os obstáculos que surgirão pela frente, bem como os meios de superá-los.

Um ponto importante de um trabalho profissional de coaching é que o plano de ação tem que ser muito bem detalhado, com os famosos: O quê? Como? Quando? E Quanto vai custar.

Uma alternativa que vem crescendo muito é quando o executivo, diante da escassez de ofertas de emprego formal no mercado, opta por uma carreira autônoma direcionada para ser um consultor, coach, conselheiro, professor ou palestrante, e depois ele vai descobrir que existem milhares de pessoas por aí fazendo a mesma coisa que ele. As empresas de recolocação tem reportado um aumento crescente de pessoas seguindo nessa direção, porém muitas outras preferem iniciar seu próprio negócio.

O caminho do negócio próprio é o sonho de muita gente, pois acham que, com isso, “serão donos do próprio nariz”, trabalhando mais horas, mas numa rotina menos desgastante; existe uma cobrança, mas, psicologicamente, é menos estressante que a de um chefe cobrando o tempo todo. Abrir o seu negócio é algo que precisa ser muito bem planejado, para que o sonho não vire um pesadelo, o que infelizmente acontece na maioria das vezes.

Os caminhos são vários, desde a compra de uma franquia, aonde o negócio já vem pronto e mastigado, ou criar seu próprio negócio, ligado à uma aptidão ou especialização profissional onde já se possua experiência e eventualmente até mesmo uma clientela inicial já formada.

shutterstock_261295499-2Outro caminho que tem sido muito utilizado é o investimento em empresas que estão começando uma nova atividade, as chamadas “startups”. Numa recente matéria do jornal Valor Econômico, intitulada Anjos do Capital, mostrou-se que nos últimos 4 anos o investimento de pessoas físicas nesse segmento cresceu mais de 50% e com tendência de alta ainda maior, estimando-se um aporte de R$ 1,4 bilhões em 2015. Isso significa que uma pessoa física investe seu próprio dinheiro em uma startup, assume participações minoritárias e coloca sua experiência profissional para ajudar no desenvolvimento da empresa apoiada.

Independentemente do caminho a ser seguido, é preciso se preparar para alguns desafios, tais como sair da zona de conforto, ter muita flexibilidade e paciência, boa vontade e persistência; só para começar.

Sobre o autor

José Helio Contador Filho

José Helio Contador Filho

Engenheiro Politécnico/USP com especializações nacionais e internacionais, pós-graduado em Musicoterapia Organizacional e Hospitalar. Formado como Conselheiro de Administração pelo IBGC/SP, Coach internacional pelo ICI/SP e Technician em Neurobusiness pelo Instituto Brasileiro de Neurobusiness.

35 anos de experiência (nacional e internacional) como executivo na Siemens Brasil/Alemanha, Ford Brasil, Presidente para a América do Sul da Visteon Sistemas Automotivos e CEO do GRAACC Hospital de Câncer Infantil, incluindo vivência como conselheiro de diversas instituições nacionais.

Atual Sócio-diretor da HCont Consultoria, Coaching e Neurotreinamentos de Alta Performance. Palestrante, autor de livros e artigos, além de presidente voluntário das instituições filantrópicas Instituto Cândido de Desenvolvimento Social e O Semeador Instituto de Desenvolvimento Humanitário e Assistência Social.

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Site: www.hcont.com.br