Autoconhecimento

Natal: tempo para mudarmos de vida!

Família reunida em uma mesa e à frente há uma árvore de natal.
Luis Lemos
Escrito por Luis Lemos

Você sabe qual é o verdadeiro sentido do Natal?

Será que você é uma pessoa que pensa que o Natal é apenas um encontro de família na noite de 25 de dezembro para trocar presentes e saborear deliciosos pratos? Qual o valor que o homem contemporâneo atribui para o Natal? Será mesmo o Natal apenas um período de compras, de Papai Noel, de troca de presentes, de confraternização, de vitrines coloridas, de encontro entre colegas de escola, de faculdade, de trabalho? Caberiam aqui outras perguntas, no entanto, fiquemos apenas com mais esta: será que, de fato, atualmente, vivemos o verdadeiro sentido do Natal?

Naturalmente, não pretendemos responder nenhuma dessas questões, mas apenas apresentar dicas para que você possa entender melhor o verdadeiro sentido do Natal.

E aqui vai a primeira dica:

O Natal não se resume apenas numa noite, num dia, ou num momento. Com isso, estamos dizendo que o Natal pode ser qualquer dia, não necessariamente no dia 25 de dezembro, como afirma o calendário cristão.

Poste de luz com enfeites de natal.

Em segundo lugar, Natal é um tempo de introspecção, de reflexão interior, ou seja, de preparação do nosso coração para receber o Filho de Deus e principalmente para mudarmos de vida! Nesse sentido, o Natal é a impostação da esperança – e, por que não dizer, certeza! – de que Deus nos quer conceder, a cada um de nós, a força para abraçar o bem, viver bem e praticar o bem.

A terceira dica é a seguinte:

Natal é sinônimo de festa, de luz, de vida. Alegria pelo nascimento do Filho de Deus. A esse respeito, o Evangelho de São Lucas (2.6-7) afirma: “Enquanto estavam em Belém, completaram-se os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu Filho Primogênito. Ela O enfaixou e O colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria”. Ou seja, o verdadeiro sentido do Natal é celebrar o nascimento do Menino Jesus!

Em quarto lugar, Natal é sinal de simplicidade, de humildade e não de riqueza, de luxúria, de poder. Dessa forma, o Filho de Deus nasceu no meio da pobreza para deixar bem acentuado o contraste entre o aspecto humano e o divino do Natal, a fim de evitar que prestássemos maior atenção naquele do que neste. A esse respeito, Santo Agostinho (354-430) afirma: “Depois do pecado original, nossa natureza tornou-se tão rude, que se o Menino Jesus nascesse num palácio suntuoso, muita gente se deteria para admirar o edifício e relegaria o Salvador a um segundo plano”.

Miniaturas em bisquit de José, Maria e Jesus bebê na manjedoura.

Em quinto lugar, Natal é sinônimo de renascimento, de vida nova. Um período próprio para mudarmos de vida, desenvolvermos novas atitudes, novos valores, novos hábitos. Dessa forma, é o próprio Jesus que diz: “Quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva, e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo.” (Mateus 20.26-27). Enfim, o verdadeiro sentido do Natal não é ter dinheiro, poder, posição social, mas sim ser humilde, gentil, cavalheiro, sensato, honesto, bondoso, justo, solidário…

A penúltima dica é a seguinte:

Natal é um período próprio para a prática do bem, da justiça, do amor. É um período em que o ser humano encontra-se mais receptível aqueles valores que nos diferenciam dos outros animais. Se o Natal for apenas uma noite que as famílias se reúnem para cear e trocar presentes, não é Natal. Assim, o verdadeiro significado do Natal é amar. No dizer de São João (3.16-17), “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”.

Menino em frente a uma árvore de natal toda enfeitada e iluminada.

Por fim, Natal é convite de Deus para estarmos com o Menino Jesus na gruta de Belém. E qual deve ser a nossa atitude? Imitar os pastores que partiram a toda pressa para adorar o recém-nascido ou ficar acomodado diante da televisão ou do celular na noite de Natal? O que você prefere? Eu prefiro praticar o bem, ir ao encontro dos mais necessitados, ler a Palavra de Deus, praticar a caridade, ser honesto, justo… Isto sim, para mim, é essência do verdadeiro sentido do Natal! E para você?


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Sobre o autor

Luis Lemos

Luis Lemos

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Graduado em Filosofia pela Universidade Católica de Brasília (UCB); Bacharelado em Filosofia pelo Centro do Comportamento Humano (CENESCH).

Professor de Ciências Naturais na Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED/AM). Professor de Filosofia da Educação, Ética e Filosofia Jurídica na Faculdade Martha Falcão/Devry Brasil.

Tem experiência na área de Filosofia da Ciência, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente com os temas: Educação, Ensino de Ciências, Epistemologia, Ética e Ética Profissional.

Autor dos livros: O primeiro olhar – A filosofia em contos amazônicos (2010); O segundo olhar – A filosofia em temas amazônicos (2012); O terceiro olhar – A filosofia em lendas amazônicas (2014); O homem religioso - A jornada do ser humano em busca de Deus (2016).