Convivendo

O conto da “Boneca de Sal” e a empatia em nossa vida

Imagem da beira do mar
Toltek / Getty Images Pro
Amanda Rodrigues
Escrito por Amanda Rodrigues

A boneca de sal

Era uma vez uma boneca de sal. Após peregrinar por terras áridas, descobriu o mar e não conseguiu compreendê-lo. Perguntou ao mar: “Quem é você? ”

E o mar respondeu: “Sou o mar. ”

“Mas o que é o mar? ”

E o mar respondeu: “O mar sou eu. ”

“Não entendo”, disse a boneca de sal, “mas gostaria muito de entender. Como faço?”

O mar respondeu: “Encoste em mim. ”

Então, a boneca de sal timidamente encostou no mar com as pontas dos dedos do pé. Sentiu que começava a entender, mas também sentiu que acabara de perder o pé, dissolvido na água.

“Mar, o que você fez?”

E o mar respondeu:

“Eu te dei um pouco de entendimento e você me deu um pouco de você. Para entender tudo, é necessário dar tudo.”

Ansiosa pelo conhecimento, mas também com medo, a boneca de sal começou a entrar no mar. Quanto mais entrava e quanto mais se dissolvia, mais compreendia a enormidade do mar e da natureza, mas ainda faltava alguma coisa:

“Afinal, o que é o mar?”

Então, foi coberta por uma onda. Em seu último momento de consciência individual, antes de diluir-se completamente na água, a boneca ainda conseguiu dizer:

“O mar… o mar sou eu!”

”Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele”.
— Carl Rogers

“Em.pa.ti.a (grego empátheia, – as, paixão) – capacidade psicológica para sentir o que sentiria outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente o outro indivíduo.”

Ser empático é imergir no universo do outro completamente e só assim ser capaz de pensar como o outro e compreendê-lo. A empatia é um dos valores mais essenciais e que está em falta no nosso dia a dia. 

Não enxergamos o outro como um ser com conflitos internos, assim como nós.

A vida está tão corrida, vivemos no piloto automático, feito robôs. Porém, somos seres humanos de carne e osso. Temos vontades, desejos, inseguranças, frustrações, alegrias e tristezas. Somos um poço sem fim de sentimentos e passamos por vários conflitos internos. É aquela história de ser amoroso com o outro porque não sabemos quais batalhas ele está enfrentando.

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O dom de se reconhecer no outro. De se enxergar no outro com amorosidade. Perceber-se no outro é limpar todos os seus pré-conceitos, tudo o que você pensa. Esvaziar sua mente. Tirando toda crítica, julgamento e análise. Para assim, poder receber o pensamento do outro, a forma de agir do outro e assim se tornar o outro. Eu faço parte de você e você faz parte de mim.

Todos somos um!

Namastê

Sobre o autor

Amanda Rodrigues

Amanda Rodrigues

Sou estudante de Publicidade e Astrologia, leonina, apaixonada pela vida e pelo autoconhecimento. Acredito que a Astrologia é uma ferramenta incrível para o autoconhecimento. Uma bússola que nos guia ao encontro de nós mesmos. Não tenho uma religião específica, gosto um pouquinho de cada. Acredito que a fé e o amor movem montanhas e nos levam a qualquer lugar!

No início do ano passado tive uma grande crise interna que gerou meu despertar. Comecei a me questionar se estava no caminho certo, não tinha mais certeza se desejava continuar na publicidade, fiquei um pouco frustrada por alimentar e impulsionar valores que não me representam, à outras pessoas. Desde então, comecei a ter experiências maravilhosas com o autoconhecimento, principalmente através da astrologia como ferramenta. E me apaixonei. Decidi desde então que iria usar a minha comunicação para o bem, para ajudar as pessoas e levar até elas a consciência do autoconhecimento junto com a astrologia. Não sou nem de longe expert em autoconhecimento ou astrologia, mas acredito muito que o que nos torna aptos a falar sobre algum assunto são nossas vivências e experimentações.

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