Convivendo

O despertar das vicissitudes

Mapa do mundo com letreiro escrito Coronavírus.
123RF
Luiz Guimaraes
Escrito por Luiz Guimaraes

A vida é repleta de sobressaltos e desafios que fazem parte das nossas necessidades evolutivas. Só crescemos quando vivenciamos experiências que servem de lição no aprendizado diário. Não raro, padecemos de pesadelos que nos fazem despertar com sofrimentos e, dependendo da intensidade e extensão, esses transtornos nos levam a um estado de ansiedade.

Vivenciamos agora uma pandemia da Covid-19, um vírus que paralisou o mundo e, inobstante os avanços da ciência, ainda somos impotentes para combater certas enfermidades de imediato. Destarte, estamos experimentando um “pesadelo” que não poupa nenhum ser humano, já que o vírus não tem preferência, mas consequências…

Mapa identificando com círculos áreas com casos do coronavírus.
Martin Sanchez/Unsplash

Nessa conjuntura inusitada para nossa geração, caminhamos, se é que já não chegamos, para uma neurose pandêmica. Contudo, a serenidade é a melhor atitude em momentos cruciais. Precisamos ter coragem, paciência e resignação, procurando respeitar as orientações médicas sem negligenciarmos a Fé. Aliada à oração, ela nos dará o suporte para a reflexão tão necessária a fim de corrigirmos rumos e mantermos a solidariedade para com todos.

Nas crises constatamos que sozinhos nada somos. A nossa individualidade revela-se frágil, mas se fortalece quando nos unimos. A dor e o sofrimento nos ensinam a viver e a conviver. É o remédio amargo que nos leva à cura das mazelas da alma.

Na questão 728 do Livro dos Espíritos, encontramos: “A destruição é uma lei da Natureza? – É necessário que tudo se destrua para renascer e se regenerar porque isso a que chamais destruição não é mais que transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres vivos”. Por oportuno, ressaltamos a máxima de Antoine Lavoisier: “Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. O multiverso vive em constante metamorfose.

Menina olhando para fora da janela.
Sharon MacCutcheo/ Unsplash

Paradoxalmente nessa turbulência tecnológica, aproximamo-nos daqueles que estão longe e nos distanciamos dos que convivemos bem de perto… Nesse período emergencial, permanecemos todos reunidos nos lares, mas, infelizmente, nem todos unidos… Passamos pela porta estreita da “convivência com as diferenças”, prova difícil, mas se trata de uma das grandes lições reencarnatórias. Nessa hora, sentimos fortemente que somos parte do todo e todos precisam uns dos outros…

Temos na questão 738 do Livro dos Espíritos: “Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros meios que não os flagelos destruidores? – Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza”.

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Lembremo-nos sempre de que o Sol nasce a cada dia e independe dos atropelos do caminho. Busquemos na oração o alento para as ansiedades, e, na esperança, a certeza de que um novo despertar se apresenta no horizonte próximo, onde nos aguarda o Astro-Rei com sua luz fulgurante.

Sobre o autor

Luiz Guimaraes

Luiz Guimaraes

Sou médico diplomado no ano de 1972, pela Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco. Já era funcionário do Banco do Brasil e em 1977 assumi o cargo de médico no serviço da Instituição. Em 1988, assumi a chefia daquele serviço e em 1996 aposentei-me. Escrevo para o Jornal do Commercio e Diário de Pernambuco (ambos em Recife) sobre a Doutrina Espírita e também sobre nossa conjuntura política. Sou membro efetivo da Academia Pernambucana de Música desde 1998.

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