Autoconhecimento

O nosso maior propósito…

Jéssica Sojo
Escrito por Jéssica Sojo
O nosso maior propósito é o de nós nos conspirarmos juntos pela nossa constante (r)evolução humana, clarejando e inspirando o mais escuro caminho de pessoas que não têm o menor conhecimento sobre o imbatível caminho da felicidade absoluta.

Acredito firmemente que em algum momento da vida, e isso independe da nossa faixa etária atual, a gente passa a querer descobrir qual o nosso verdadeiro propósito no mundo. A gente vive se questionando uma, duas, três, infinitas vezes, já percebeu? Você que se encontra aí do outro lado, e que está exatamente lendo a seguinte linha, já se questionou sobre o seu verdadeiro propósito? Particularmente, quantas (infinitas) vezes?

Desde cedo, eu sempre tive muita curiosidade sobre o mundo, no geralzão. Sobre culturas, outras espécies e os trilhões de outros questionamentos que permeiam na minha cabeça até hoje. Recordo que quando criança, eu vivia procurando explicações sobre o que de fato nós viemos fazer no mundo, mas eu nunca obtinha uma razão plausível. Eu sempre acreditei muito na energia cósmica e de que, por diversos outros motivos, nós viemos ao mundo com alguns propósitos a serem cumpridos.

Por isso que cada pessoa tem uma particularidade em especial. Já notou que existem pessoas boas em determinadas áreas? Existem pessoas craques em desenhar, em trabalhar com cálculos, em desenvolver ótimos textos, em conseguir fazer diagnósticos e tantos outros talentos particulares de cada um. Não é à toa, já percebeu? É primordial que não foquemos somente em grandes talentos, mas tentemos encontrar sentido e propósito nas pequenas coisas do nosso cotidiano.

Quando criança, eu tinha o sonho de trabalhar com pessoas. Entrei muito cedo na faculdade de Medicina para estudar e futuramente trabalhar com reabilitação e acessibilidade, e obtive ótimos aprendizados, mas não foi uma área que eu me encontrei. E está tudo OK! É comum nós não nos encontrarmos em determinada área e migrarmos para outra, isso também faz parte da busca incessante pelo nosso verdadeiro propósito. Nossos percalços e desilusões ao longo da vida nos trazem nas entrelinhas, alguns sinais de quais seriam os nossos propósitos, e pode acreditar, são infinitos.

Nessas minhas tantas peregrinações, eu já me fascinei com algumas experiências ao longo desses anos, com histórias, com pessoas, com mestres, com situações e outras coisas mais, etc. E tal como tantas outras pessoas que compõe esse nosso universo incrível, eu também percorri, e hei de percorrer, por diversos caminhos diferentes que me acrescentem discernimento quanto ao meu desígnio.

Tive o privilégio, e hei de ter ainda futuras outras tantas oportunidades, de jornadear para dentro do meu ser e descobrir com o tempo, qual é o sentido plausivelmente verdadeiro de estar(mos) aqui. Por isso que cada um é cada um e é tudo um aprendizado constante. Nós estamos em um ciclo mutante e é comum que o nosso, ou os nossos tantos propósitos, também venham a ser constantes, isso faz parte do processo oscilante da vida.

Tenho muita gratidão pelas minhas andanças e as minhas múltiplas experiências que me trouxeram uma bagagem muito extensa em mistos momentos de profunda tristeza, e tantos outros momentos de profunda alegria. E apesar de tão jovem, eu consigo entender alguns daqueles meus antigos questionamentos graças à minha constante busca pelo meu autoconhecimento.

E é sobre isso que eu venho também conversar com você, que está presente aqui comigo neste exato momento. É sobre a primordialidade de estarmos presentes e buscarmos entender lá no fundo, dentro de nós, o que é que de fato nos faz vibrar de emoção e explodir de felicidade? Qual o sentido em realizarmos determinadas funções e planejarmos certas escolhas?

Múltiplas são as razões que nos norteiam no mundo de hoje e nós vivemos em uma oscilação constante entre os tênues ciclos de nossas vidas. Assim como em meio aos questionamentos infinitos. Numerosos também são os motivos que nos induzem a uma determinada (ou mais) busca constante em doutrina(s), em determinado momento de nossas vidas perante tantas experiências e frustrações constantes. Pessoas vão à busca de algo sem o menor conhecimento do que estão fazendo ou de fato buscando. Algumas outras vão à busca de amenizar o momento da dor, outras em busca de intensificar mais a felicidade, outras vão simplesmente por ir e, também, têm aquelas pessoas que vão à busca do autoconhecimento.

Eu comecei a ter entendimento de alguns questionamentos que eu criava na minha mente, após o meu adentramento no Budismo e a minha instigante busca pelo meu autoconhecimento logo que eu entrei na Faculdade de Medicina, aos dezenove anos de idade. E por entre outros motivos mais, é por isso que eu estou aqui compartilhando a minha experiência nesses últimos anos e a grande boa sorte de hoje, finalmente, entender o meu verdadeiro propósito dentre tantos outros infinitos.

Você que está aqui comigo, não precisa obrigatoriamente seguir o Budismo ou o caminho que eu percorri até aqui, esse não é o objetivo de estar escrevendo o texto. É conforme eu estava dialogando dia desses com um amigo recente, o Adriano, que inclusive serviu de inspiração para eu desenrolar o seguinte texto.

Meu objetivo aqui é o de te lembrar que o nosso maior propósito é o de nós nos conspirarmos juntos pela nossa constante (r)evolução humana – clarejando e inspirando o mais escuro caminho de pessoas que não têm o menor conhecimento sobre o imbatível caminho da felicidade absoluta. É o de aprendermos a estar mais presentes em tudo o que nós fazemos no dia a dia. É o de apreciarmos os pequenos detalhes do cotidiano e sentirmos gratidão.

É o de sermos amor e inspirarmos as outras pessoas ao nosso redor. De nós nos encontrarmos e nos perdermos quantas vezes forem necessárias para entendermos o sentido da felicidade interior, mesmo que isso nos custe um longo processo árduo de luta cotidiana. O nosso maior propósito aqui, acredite, é o de sermos intensamente felizes.

Com todo o meu coração, eu desejo que o seu maior propósito seja sempre o de ser feliz.

Um forte abraço.

“Qual é o objetivo da vida? Nenhuma outra pergunta traz à tona respostas tão variadas. Nenhuma outra questão é tão difícil de responder claramente no nível fundamental. Em análise final, o propósito da vida está na felicidade. Então, qual o propósito da fé? É atingir o Estado de Buda na vida presente, ou seja, concretizar uma condição de vida de indestrutível felicidade.”

Daisaku Ikeda

Sobre o autor

Jéssica Sojo

Jéssica Sojo

É custoso descrever quem sou eu – já que constantemente lapido, modifico e me transformo em um pouco de tudo e muito de cada pouco. Inicialmente posso compartilhar dizendo que sou extremamente curiosa, apaixonada pela comunidade surda, pela língua de sinais e por tudo que envolve a linguística.

Foi na faculdade de medicina e como acadêmica há alguns anos (com a esperança de trabalhar com o ser humano e suas limitações) que eu adentrei para um universo de que eu não fazia ideia que fosse possível existir e que pudesse trazer a bagagem que tenho hoje. Minha busca incessante pelo autoconhecimento e entendimento para muitos dos questionamentos que já tive (e continuo tendo) me fez despertar para o meu atual desígnio.

Minhas tantas outras peregrinações e experiências também contribuíram e muito com o meu desígnio – a começar pelo de compartilhar junto a vocês, leitores do EuSemFronteiras, sobre a primordialidade de enxergarmos para além do que nos visibiliza os olhos e lembrarmo-nos sempre de sermos semelhantes ao sol, mesmo em meio às sombras escarpadas montanhosas da vida.

Com todo o meu carinho e gratidão imensa,

Mãos em prece e um saudoso e caloroso abraço em cada um.

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