Comportamento Convivendo

O padrão de beleza das redes sociais

Mulher sorri e tira selfie em um cenário vermelho.
Roman Samborskyi / 123RF
Rodrigo Poiesis
Escrito por Rodrigo Poiesis

Não é de hoje que as pessoas se preocupam em alcançar um padrão de beleza idealizado pela maior parte das pessoas. Desde que o mundo acompanha diferentes atrizes, modelos e celebridades se destacando, temos um determinado padrão de beleza idealizado.

É normal que as pessoas queiram ser aceitas e queiram se conectar com as outras pessoas, sentindo-se parte de um grupo ou de algo maior que elas próprias. O que é importante perceber nessa situação é a forma com a qual a pessoa está tentando ser aceita ou se destacar entre as outras pessoas.

Pessoas que têm problemas com autoestima e autoconfiança, quando são dominadas por medos ou carência, são mais suscetíveis a se deixar levar pela ideia de que a aparência de uma pessoa tem relação com os valores ou as qualidades dela. Nessas condições, a busca por uma imagem ideal pode se tornar o foco da vida de uma pessoa.

O trabalho é apenas um meio de conseguir dinheiro para realizar as transformações almejadas. Amigos, família e pessoas próximas que não dão valor a essa busca pela imagem ideal acabam sendo ignorados. As conexões que vão se formando com a pessoa que busca alcançar um padrão de beleza ideal serão pessoas com pensamentos semelhantes ou profissionais que possibilitem aquilo que ela almeja.

Quando se estrutura toda uma vida em cima de valores frágeis e superficiais, o sofrimento acaba surgindo. A ilusão de que alcançar e manter uma determinada imagem vai lhe fazer feliz de alguma forma não dura muito tempo.

As redes sociais como vitrine

Cada vez mais difundidas, as redes sociais virtuais são como vitrines que expõem imagens das pessoas sem prezar, necessariamente, a naturalidade. Fotos alteradas com retoques e modificações que chegam a descaracterizar a pessoa estão por toda parte. São pessoas que na internet aparentam algo, mas pessoalmente são bem diferentes.

Não é difícil se perder nos limites do que é saudável e do que pode prejudicar uma pessoa. A vida e o comportamento exposto nas redes sociais por pessoas que têm muitos seguidores, como os influenciadores digitais, tornam-se o objetivo de várias pessoas que percebem aquele estilo de vida como reflexo de uma vida feliz.

Duas mulheres, uma ao lado da outra, posam para uma foto.
Vinicius Wiesehofer / Pexels

Nem sempre aquele estilo de vida é real ou viável para a maior parte das pessoas. Ao tentar obter aquilo que não se tem, ao tentar ser aquilo que não é, ao buscar uma imagem que não é real, as pessoas criam conflitos com quem não contribui nessa busca e deixam de lado o equilíbrio, que é a base para o bem-estar.

Não há problema com as redes sociais em si, porque elas são o meio em que situações conflitantes ocorrem. Inclusive, elas se tornam solução quando incentivam a busca pela melhora da autoestima e o desenvolvimento do autoconhecimento e do bem-estar, por exemplo.

Fique alerta

Pessoas que estão sempre tentando esconder sua aparência, evitam contato social, estão sempre examinando sua aparência em frente ao espelho e costumam reclamar da sua aparência podem estar num estado patológico. A dismorfia é uma doença mental na qual o indivíduo tem uma ideia obsessiva de que alguma coisa na sua aparência tem um grave defeito.

A presença de tremores, cansaço constante, irritabilidade, dificuldade de se concentrar, assustar-se facilmente e a inibição são alguns dos sintomas dessa doença. Pessoas que sofrem com essa patologia, ao se olharem no espelho, têm uma visão distorcida de si mesmas, o que desencadeia uma enorme necessidade de corrigir o que é percebido como como problema.

É uma situação que representa um grande desequilíbrio na percepção da pessoa em relação à sua aceitação e ao valor que a imagem tem para uma vida saudável e feliz. Seja vivenciando um estado patológico de percepção de si mesmo ou focando sua vida para se enquadrar em determinados padrões de beleza, quem está restrito ao mundo das aparências está em desarmonia consigo mesmo.

Homem sentado e cabisbaixo, apoiando-se sobre os próprios braços e pernas.
Pixabay / Pexels

A busca pelo equilíbrio

Não há problema em cuidar da própria imagem e se sentir bem com o seu visual ao se olhar no espelho. Sentir-se bem consigo mesmo, com suas diferenças e semelhanças, é sinal de uma autoestima equilibrada. O problema começa quando a preocupação com a imagem interfere nos outros setores da vida e passa a assumir o papel de protagonista.

Na busca pelo equilíbrio, em que se alcance o bem-estar, o ideal é buscar o autoconhecimento. Entender si mesmo e o mundo em que se está inserido lhe dará uma nova visão da vida e das possibilidades que estão à disposição. Você passa a se conhecer melhor e a entender as suas habilidades, potencialidades e aquilo que realmente gosta e faz diferença na sua vida.

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Cultivar uma autoestima elevada também é benéfico e ajuda a fazer você perceber que tem muitas qualidades. À medida que percebe que a imagem pode não ser tão importante assim, outras prioridades vão surgindo, como a busca pela realização pessoal na conquista de uma vida que tenha propósito e lhe faça bem.

Sobre o autor

Rodrigo Poiesis

Rodrigo Poiesis

Trabalho como coach e mentor com foco no comportamento humano e no autoconhecimento para atingir o bem-estar e alcançar propósito de vida.

Minha jornada com o autoconhecimento e a busca de bem-estar se iniciou por necessidade. Comecei da forma mais difícil, sofrendo e andando em círculos sem saber que direção tomar. Foram vários anos vivendo no mal-estar, tentando alcançar o mais ou menos. Nessa época eu nem imaginava que o bom, o ótimo e o incrível eram opções viáveis para se viver.

À medida que fui entendendo como tornar minha vida melhor e mudei totalmente o estado em que eu vivia passei a querer compartilhar algumas reflexões que eu tinha no processo de autoconhecimento em que vivo constantemente. Assim nasceu o site Poiesis. Com um toque de poesia, música e muita reflexão, que leva ao autoconhecimento, o site Poiesis foi ganhando forma e hoje é meu companheiro de trabalho na busca pelo bem-estar das pessoas. Foi uma forma que encontrei de ajudar outras pessoas, que como eu buscam entender melhor o mundo e a si mesmas.

Nessa caminhada de muito estudo e descobertas sobre o comportamento humano, autoconhecimento e bem-estar, o sentimento de dividir isso com outras pessoas se tornou cada vez maior. Ao me tornar coach e mentor, encontrei as ferramentas necessárias para introduzir toda essa bagagem num formato que ajudasse outras pessoas a saírem de um estado negativo ou estagnado para um estado de bem-estar e empoderamento.

Atualmente também faço análise corporal para entender a história de cada pessoa, como ela se comporta, quais suas limitações e potencialidades. Tudo isso fica registrado no corpo humano e na forma como agimos. Com isso é possível se aprofundar e entender muito a individualidade de cada pessoa. Cada um tem uma maneira de ser, agir e sentir. Entender a si mesmo é a chave para entrar numa realidade de bem-estar e prosperidade.

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