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O perdão

Casal se abraçando em sinal de perdão
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José era o 12º filho de Jacó, era mais velho somente do que Benjamin, sendo os dois filhos da mesma mãe, Raquel, o amor de seu pai. Os outros 11 irmãos eram filhos de Lia, Bilá e Zilpa. Rubem era o mais velho, depois vieram Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Nebulom e Diná, a única mulher.

Jacó idolatrava José. Mesmo sendo o penúltimo na sucessão, destacava-se pelo seu caráter, ética, lealdade, responsabilidade, isso incomodava seus outros 10 irmãos homens, afora Benjamin, que era muito pequeno. Muito provavelmente essa preferência não era só por ele ter grandes valências, mas também por ser filho de Raquel.

Certo dia, os 11 irmãos foram cuidar dos carneiros. José tinha ficado para trás, os irmãos planejavam a morte de José, por não aguentarem tamanha diferença. Simeão toma a dianteira do plano, porém Judá e Rubem não deixam que isso aconteça, mas não impedem que ele seja jogado num poço. Ele passa a noite lá, seus irmãos não sabem o que fazer, aconteceu que Judá viu a tribo dos Ismaelitas passando (eram mercadores) e resolveram vendê-lo como escravo.

José é feito escravo e vai para o Egito, lá é vendido para o Intendente do Faraó. Logo começa a se destacar por saber ler, saber sobre matemática, arquitetura, em pouco tempo está na casa do Intendente, o que era para um escravo “um alto serviço”. Quando a mulher do seu patrão se interessou por ele, José negou as investidas dela, por ser um homem leal. Sentindo-se rejeitada, ela inventa ao marido que José quem tentou agarrá-la. O intendente escuta as duas partes, José jura por seu Deus que nada fizera, o patrão sabia que quando José jurava por Ele, falava a verdade.

Homem sentado e lendo a bíblia
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Todos pensavam que José seria sentenciado de morte, entretanto foi feito prisioneiro na prisão que o Intendente tinha cuidados. Com o passar do tempo, com sua vidência, passou a decifrar sonhos dos presos. Dentre eles estavam dois serviçais muito próximos do faraó: o copeiro e o padeiro. Um deles tinha roubado um objeto do Faraó, pelos sonhos José tinha decifrado a sentença dos dois, o copeiro foi absolvido e o padeiro condenado. Dias após isso, o Faraó começa a ser atormentado por sonhos “excêntricos”, ninguém da corte interpreta corretamente e o copeiro sugere José.

O Faraó Apopi I manda chamar José para interpretar os seus sonhos. Ele fica impressionado com a forma que José o trata, não se curvou ao Faraó, disse que só o faz a Deus e falou verdades que nenhum dos “bajuladores” tinham pensado em fazer na vida. Já ali ele o tinha conquistado, então o Faraó relatou seus sonhos: “via subir do Nilo sete vacas gordas e em seguida outras sete vacas magras, que devoravam as sete vacas gordas. Em outro dia, em vez de vacas foram espigas de milho”.

José interpretou o sonho do Faraó como sendo uma previsão de que viriam sobre o Egito sete anos de abundância, seguidos por mais sete de seca e fome. O Faraó, satisfeito com a interpretação dada ao seu sonho, dá a José um anel de seu dedo, faze-o colocar vestes de linho fino, põe um colar de ouro no seu pescoço e o constitui sobre toda a terra do Egito. Seu cargo só não era mais alto do que o Faraó. José tinha então a idade de trinta anos. Apopi I dá Azenate como mulher para José, que agora se chamaria Zafnate Panea “o salvador”.

Pessoa orando de olhos fechados enquanto segura a bíblia
Thainoipho / Canva

Ele guarda alimentos, estruturando o Egito para a seca. Chegado o momento, o povo está preparado, outras tribos vão comprar alimento deles. Certo dia, aparecem seus irmãos que o jogaram no poço, eles não o reconhecem, ele dá os alimentos aos irmãos, contudo captura um deles como “prisioneiro”, Simeão, porque tinham que estar todos unidos, e faltava Benjamin. Eles regressam a Canaã para trazer Benjamin, que com a morte de José era o predileto de Jacó. Mesmo com relutância, o pai libera.

Os irmãos voltam ao Egito. Chegando lá percebem que Simeão foi tratado como hóspede, então chega o momento do encontro. Uma mesa é preparada com a ordem de nascimento dos irmãos e Benjamin percebe. José diz que Benjamin será preso no Egito por roubar uma taça, os irmãos se revoltam, pelo fato de que não queriam perder um irmão, novamente, e trazer sofrimento ao seu pai, então José se revela a eles.

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Eles pedem perdão a José, ele diz que os perdoa, pois se não fizessem aquilo não teria seguido a “linha” que Ele tinha designado a ele, era seu destino e eles faziam parte disso. Abraça um a um, todos emocionados. José sempre foi o mesmo, depois disso, seu pai, Jacó, com a tribo de Canaã, vão morar no Egito, numa das melhores Terras de lá, foi assim que os Hebreus chegaram ao Egito.

José teve dois filhos: Efraim e Manassés, ambos foram adotados por Jacó para dividir a parte de seu pai com as 12 tribos de Israel. José morreu aos 110 anos, foi enterrado em Canaã na Terra de seu bisavô, Abraão. José foi a porta de entrada da conexão com os Egípcios, já Moisés foi a saída. Ao compreender a linha do dharma, soube perdoar. Perdoem! Com esse ato, o maior beneficiário será você mesmo.

Sobre o autor

Marcell Schaidhauer Barcellos

Marcell Schaidhauer Barcellos

Formado em direito. E pós-graduado. Porém, na parte espiritual, por enquanto, não detém formação. Sua busca está para o lado espiritual na mesma velocidade que as informações estão correndo no presente ano. Tem como missão divina despertar o maior número de pessoas na sua verdadeira realidade interior. Semear aquilo está claro para alguns, para que outros bebam da mesma fonte. O caminho é a mensagem, mas a finalidade é o amor.

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