Autoconhecimento Empoderamento Feminino

O poder da mulher

Mulher de costas em praia, usando uma camiseta regata, flexionando seus músculos com os braços virados para cima.
123rf/magiceyes
Luis Lemos
Escrito por Luis Lemos

A sociedade atual precisa olhar a mulher não somente no dia 08 de março, num dia ou num mês específico. A mulher precisa ser lembrada todos os dias, todas as horas, como àquela que, sem sua presença, não existiria nada, não existiria a vida, não existiria, inclusive, este autor, que agora escreve a vocês.

Mulher sentada em banco de madeira, com duas crianças, observando a vista de uma floresta durante o outono.
Unsplash/Benjamin Manley

Eu só sou o que sou agora, professor, pai, escritor, sonhador, porque um dia a minha mãe, que em vida se chamou Raimunda Matias de Lemos, aceitou a condição de mãe. Com essa decisão, ela precisou enfrentar muitos problemas, principalmente o da alimentação para sustentar àquele que seria o seu sexto filho, eu.

Ninguém imagina as dores que ela precisou enfrentar ao longo da vida para criar seus dez filhos. Sim, a minha mãe teve 10 filhos! São eles, por ordem de nascimento: Maria de Lourdes, Manoel de Oliveira, Maria Auzeni, Sônia Maria, Antônio Raimundo, Luís Carlos, Claudionor Lemos, Maria Ivani, Renato Lemos, Reginaldo Lemos.

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Lembro-me de que um dia lhe perguntei sobre essa quantidade de filhos e ela, com um sorriso no rosto, respondeu-me: “Eu queria ter mais, só que Deus não me deu”. Eu que já admirava a minha mãe, achava a mulher mais linda do mundo, passei admirá-la ainda mais! Numa época em que ninguém falava em empoderamento feminino, tudo o que a minha mãe fazia tinha um ar de encantamento. Ela sempre envolvia a todos com a sua fala, o seu sorriso, o seu modo de vida.

Foi observando a forma como minha mãe se relacionava com suas vizinhas, especialmente com suas filhas, que cheguei a seguinte conclusão: “É PRECISO RECONHECER A CORAGEM, A FORÇA E A SENSIBILIDADE COM QUE UMA MULHER VIVE”. Para ser sincero, esse pensamento é uma das máximas de minha vida, minha filosofia de vida, que procuro colocar em prática todos os dias, em casa, no trabalho, nas redes sociais.

Devemos sempre valorizar as mulheres. Não importa a profissão, a idade, a cor da pele, a igreja que se frequenta. Toda mulher é uma deusa e, como tal, deve ser tratada. É isso o que ensino ao meu único filho, Luís Philipe Ramiro lemos. É com amor, com carinho e, sobretudo, com respeito que trato aquela que está todos os dias ao meu lado, nos momentos bons e ruins, a minha esposa: Cristina Ramiro Lemos.

Grupo de mulheres com etnias, pesos e alturas diferentes, se abraçando lado a lado, em campo aberto.
Unsplash/Omar Lopez

Em suma, o ditado que diz “Quem planta amor, colhe amor; quem planta espinho, colhe espinho”, é verdadeiro. Se alguém é tratado com amor e com carinho, provavelmente essa pessoa responderá com amor e carinho. O ser humano é assim mesmo, ele sempre responde da forma como é tratado. Por isso, dê amor às suas mães, às suas esposas, certamente elas o tratarão assim também. E viva as mulheres do mundo inteiro, especialmente a mulher brasileira!!!

Sobre o autor

Luis Lemos

Luis Lemos

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Graduado em Filosofia pela Universidade Católica de Brasília (UCB); Bacharelado em Filosofia pelo Centro do Comportamento Humano (CENESCH).

Professor de Ciências Naturais na Secretaria Municipal de Educação de Manaus (SEMED/AM). Professor de Filosofia da Educação, Ética e Filosofia Jurídica na Faculdade Martha Falcão/Devry Brasil.

Tem experiência na área de Filosofia da Ciência, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente com os temas: Educação, Ensino de Ciências, Epistemologia, Ética e Ética Profissional.

Autor dos livros: O primeiro olhar – A filosofia em contos amazônicos (2010); O segundo olhar – A filosofia em temas amazônicos (2012); O terceiro olhar – A filosofia em lendas amazônicas (2014); O homem religioso - A jornada do ser humano em busca de Deus (2016).